A Menina que Roubava Livros

A Menina que Roubava Livros

[ARTE DA VITRINE]: Thiago Chaves (@chavespapel)

Se é verdade que os bons livros são aqueles que tocam seus leitores A Menina que Roubava Livros é um dos melhores livros da história. Poucas vezes tive emoções tão fortes e diferentes durante a mesma leitura. Ri, torci, senti medo, me revoltei e até chorei. Eu nunca havia chorado lendo. O máximo que me aconteceu foi ficar com as pálpebras úmidas com o final de Quincas Borba. No romance do australiano Markus Zusak quando dei por mim já enxugava as lágrimas. Ao fim da última linha do livro diferentes perguntas passavam pela minha cabeça, sem que eu conseguisse respondê-las: Como demorei tanto pra ler esse livro? Como pode existir uma obra assim e ainda haver pessoas que não gostam de ler? Será A Menina que Roubava Livros um dos romances mais importantes da última década? Um futuro clássico literário? E uma sensação forte me impelia. Queria reler o livro imediatamente e desfrutar de novo da experiência. Sentir o gosto de cada página. Ouvir a voz de cada personagem…

A Segunda Guerra Mundial é o fato histórico mais explorado pela literatura e pelo cinema. São tantos filmes e livros que às vezes pensamos que mais nada de novo pode sair deste nicho. Mas então surgem obras que provam o contrário, que esse tema é inesgotável. A Menina que Roubava Livros é uma delas. Inspirado nas histórias que ouvia de seus pais desde criança Markus Zusak escreveu uma história original. Não uma história de guerra. Mas uma que se passa durante a guerra, influenciando todos os rumos da história e de seus personagens. Sem volta.

Dizem que a Guerra é a melhor amiga da Morte. Mas para a Morte de A Menina que Roubava Livros é um patrão que está sempre insatisfeito e a força a trabalhar cada vez mais. Para o autor não bastava por a única certeza que temos das nossas vidas para narrar seu livro. A representação dela não é a figura impassível de foice e semblante de caveira que o imaginário ocidental tanto marcou em nossas mentes. Embora pareça intimidadora à primeira vista a Morte vai se provando cada vez mais sensível e simpática. Chegava a beijar as almas dos judeus que pegava nas câmaras de gás e sentia pena dos alemães que tinham que se trancar em porões para se proteger dos bombardeios. Carregava-os no colo, nos braços, em todo o corpo. Enquanto realiza seu penoso trabalho, sem folgas, às vezes sua curiosidade a faz observar algum humano sobrevivente. Foi assim com Liesel Mimenger, uma garota alemã que ela encontra no trem quando vai buscar a alma de seu irmão e a segue até o sepultamento deste. Encontraria a jovem mais duas vezes. Na terceira apanharia um caderno que ela deixa cair e descobre se tratar da história da vida de Liesel, que a garota mesma escreveu. A Menina que Roubava Livros – Uma história de Liesel Meminger. Mal sabia que leria aquelas páginas milhares de vezes por décadas enquanto viajava pelo mundo. Quando as letras começam a desbotar das páginas, ela decide nos contar a história, baseado no livro, em seus encontros com os personagens envolvidos e sobre o trabalho durante a Segunda Guerra Mundial, para que ela nunca se apague de sua memória.

Agora ela tinha a morte toda pela frente.

Sim, me lembro dela com freqüência e, num de meu vasto sortimento de bolsos, guardei sua história para contar. É uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e sua vida humana valem a pena.

A história começa com Liesel e o irmão menor sendo enviados para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde o casal Hubermann aceita adotá-los em troca de uma pequena pensão. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um aprendiz de coveiro que deixa cair um livro na neve. Liesel pega o livro, mesmo sendo incapaz de ler uma única palavra. Afinal era a última lembrança que tinha da mãe e do irmão. Assim começava a carreira de roubadora de livros da protagonista. Só depois seu pai de criação, Hans Hubermann, começa a ensiná-la a ler e ela descobre que o livro se tratava na verdade do Manual do Coveiro, talvez não o mais apropriado, mas é o que abre os caminhos da leitura para ela pela primeira vez em sua vida. A partir disso começa a recorrer aos livros cada vez que se sente mal com alguma coisa, como um refúgio certo, e eles se tornam seu maior bem mais valioso.

É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:

 uma menina

 algumas palavras

 um acordeonista

 uns alemães fanáticos

 um lutador judeu

e uma porção de roubos…

 


Em um primeiro momento, parece que o livro será denso e desesperançoso. Afinal o que mais esperar de um livro narrado pela Morte? Contudo, não é assim. A história é doce, com um humor leve e sarcástico, margeado pelas dificuldades que a guerra acomete nas pessoas. O racionamento de comida. Os bombardeios. A morte de pessoas próximas no campo de batalha. A obrigação de entrar na Juventude Hitlerista. A Morte não se limita a narrar. Intercala frases e capítulos geniais. Diz o que pensa sobre as pessoas, lamenta e se deleita com os acontecimentos. A verdade é que ela é a narradora perfeita. Sabe tudo o que aconteceu à protagonista e o que ela está pensando graças ao livro de Liesel e ao mesmo tempo é uma narradora-personagem, capaz de interferir na história.

Provavelmente, é lícito dizer que, em todos os anos do Império de Hitler, nenhuma pessoa pôde servir ao Führer com tanta lealdade quanto eu. O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, no passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo e na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo a sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Mais não seja, eles têm o bom senso de morrer.

A Menina que Roubava Livros também é um dos romances com a narrativa mais ousada dos últimos tempos. Como é a Morte que está narrando nada mais natural que ela escreva de forma diferente da dos humanos. Não há interesse algum em desenvolver suspense ou explorar um grande mistério como parece ser obrigação para a maioria dos escritores de hoje. Toda hora um novo acontecimento é antecipado por Zusak. O que interessa aqui não é a surpresa, mas como será o percurso que a história irá seguir até o final que já conhecemos desde a metade do livro. Isso acaba só aumentando o valor da obra. Esperamos ansiosamente o fato acontecer e o fato de já sabermos dele só aumenta a nossa angústia e nos faz aguardar por ele, com o coração nas mãos. E prova que o importante é a história acima de tudo e não recursos narrativos para tentar surpreender o leitor a todo instante. O Claro que nem todos são capazes de aceitar um romance que foi escrito de maneira diferente de tudo o que as pessoas se acostumaram a ler a vida toda. Para eles sempre haverão livros de escritores puramente comerciais como Dan Brown e companhia.

E à medida que se avança nas quase quinhentas páginas do livro ele não perde o seu encanto e a cada momento você se surpreende mais com a criatividade do escritor australiano. Consegue cativar e emocionar seus leitores com pouco, num mero jogo de palavras ou em apenas uma frase. Não é a toa que quando se chega ao clímax, onde toda a dimensão de A Menina que Roubava Livros aponta para ele, seja tão forte. E inesquecível. E ao mesmo tempo em que Zusak não perde a mão da história, nem um capítulo é em vão. Tudo tem sua importância. Seja para desenvolver melhor uma idéia ou um personagem, ou antecipar o que está por vir.

No começo, Liesel não conseguiu dizer nada. Talvez fosse a turbulência do amor que sentiu por ele. Ou será que sempre o tinha amado? Era provável. Impedida como estava de falar, desejou que ele a beijasse. Quis que ele a arrastasse sua mão e a puxasse para si. Não importava onde a beijasse. Na boca, no pescoço, na face. Sua pele estava vazia para o beijo, esperando.

Isso não seria possível se Markus Zusak não tivesse trabalhado duro por anos em cima deste livro. Nota-se o esmero em cada página, cada capítulo, cada linha. O sucesso não veio apenas do talento e das boas idéias, embora tenham sua importância. Foi com os constantes processos de reescrita e correção de erros que A Menina que Roubava Livros se tornou o que é hoje: um fenômeno literário, que ainda repercute entre os leitores mesmo após mais de quatro anos após seu lançamento.

Alguns trechos para receber maior destaque e força são escritos no meio da linha, com letras maiúsculas. Geralmente, as grandes frases do livro são mostradas deste jeito.

“Primeiro, as cores.

Depois, os humanos.

Em geral, é assim que vejo as coisas.

Ou, pelo menos, é o que tento.

EIS UM PEQUENO FATO

Você vai morrer.

Os personagens de A Menina que Roubava Livros estão os mais bem construídos e bem-feitos que eu já vi. Nada de simplificações tolas como o bonzinho e o malvado. Todos são como pessoas normais, daquelas que poderiam ser seus vizinhos se fosse morasse na Alemanha dos anos 40. Crianças como crianças, adultos como adultos e judeus como judeus. Pessoas comuns, com a única diferença de estarem durante a mais sangrenta guerra da história.

Entretanto, os personagens não são só reais, como também são os mais simpáticos e apaixonantes que já conheci. O bondoso pintor e acordeonista Hans Hubermann e a forma como acolhe Liesel como se fosse sua própria filha, ensina-a ler toda noite depois de seu eventual pesadelo e se torna a pessoa mais querida do mundo para ela. A mãe Rosa, que só sabe demonstrar amor às pessoas próximas maltratando e xingando. Ou ainda, o personagem que é para mim o mais encantador da história, Rudy Steiner. O amigo inseparável que vive passando fome por ter cinco irmãos e se torna o principal catalisador dos furtos de livros de Liesel Mimenger. Fanático por Jesse Owens (o americano negro que ganhou quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de Berlim e pôs por ter a idéia da superioridade ariana em pleno território alemão), ele é responsável por alguns dos momentos mais engraçados e os mais dramáticos da história. O que não faria ele por um beijo de sua amada Liesel? Beijo o qual nunca se cansava de pedir. E ainda, Max, judeu que sonha acordando nocauteando Hitler.

Que tal um beijo, Saumensh?” (Saumensh = porca em alemão).

Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar.

A Menina que Roubava Livros também é uma grande homenagem aos livros e ao poder das palavras. Liesel tenta entender a essência do mundo a partir das palavras e depois do Manual do Coveiro, novos livros vieram. Ela não sabia dizer quando os livros se tornaram os objetos mais importantes para ela, só sabia que sempre poderia ir atrás de um refúgio em suas páginas. Nas palavras, que tem poder de inspirar pessoas, distraí-las e até salvar vidas.

Os melhores sacudidores de palavras eram os que compreendiam o verdadeiro poder delas. Eram os que conseguiam subir mais alto. Um desses sacudidores era uma menina magrela. Ela era famosa como a melhor sacudidora de palavras de sua região, porque sabia o quanto uma pessoa podia ficar impotente sem as palavras.

Essas imagens eram o mundo, e cozinhava em fogo brando dentro dela, enquanto a menina olhava as páginas, com suas páginas cheias até o gorgomilo de parágrafos e palavras.

Seus cretinos, pensou.

Seus cretinos encantadores.

Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo Não quero ter esperança de mais nada. Não quero rezar para que Max esteja vivo. Nem Alex Steiner.

Porque o mundo não os merece.

Durante a leitura, desde a primeira linha já se percebe que A Menina que Roubava Livros é uma grande obra da literatura. Mas quando chegamos ao final a certeza aumenta. Ele pode ser considerado forte para alguns, oprimente até, mas não há como negar que ele fecha perfeitamente a história, como um marco. O livro inteiro se direciona para este desfecho. Não há ninguém que tenha lido o romance que não comente sobre ele. É uma experiência forte demais.

Markus Zusak já havia lançado ótimos livros antes deste, mas por este ter sido o que ele trabalhou mais duro, o pôs por quarenta semanas em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times e fez dele um dos autores mais bem sucedidos da literatura atual é seu livro mais importante. Segundo ele, escreveu a história jurando que ninguém iria lê-la, por isso se deu a liberdade de escrevê-la do jeito que queria. O resultado vocês já conhecem. A fama também lhe rendeu alguns problemas. Alguns que não compreenderam o livro o questionavam perguntando se ele não era um incentivo ao furto e outros quando iam lhe pedir para autografá-lo brincavam que tinham roubado aquele. Mas se a pessoa começou a roubar livros depois de ler a obra de Zusak é porque já tinha predisposição para fazer isto.

Existe um certo preconceito com os clássicos, como se o fato de um livro ser um fosse certeza de que o romance é chato. Não poderia haver maior injustiça. São livros capazes de agradar e encantar leitores por séculos em todos os lugares do mundo justamente por seu tema representar o que há de mais intrínseco ao ser humano, independente de sua idade, tempo ou local de nascimento. E A Menina que Roubava Livros tem qualidade o bastante para isso! Um dos poucos títulos modernos que provavelmente tem fôlego para isso (há outros, mas isso fica para uma possível matéria futura), capaz de provocar mais impacto do que diversos monumentos literários por aí. O livro de Zusak é um misto de sucesso e tristeza. Sucesso por ser um dos melhores livros que já li. E tristeza por ter ciência de que provavelmente o Zusak nunca vai conseguir superar sua maior obra. Foi seu ápice criativo e artístico. Difícil parar de ler, impossível esquecer. A Menina que Roubava Livros é daqueles romances que fariam por merecer a existência da nota 11.

 

Livro: A Menina que Roubava Livros

Editora: Intrínseca

Autor: Markus Zusak

Páginas: 478

Nota: 10

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Atrapalhado, paranóico, assíduo falante, leitor e cinéfilo voraz, teve desde muito novo os livros e os filmes como grandes companheiros da sua vida. Graças a eles desbravou novos mundos e universos, venceu batalhas e guerras e conheceu pessoas e povos de diferentes tempos. Tem como seus maiores ídolos Louis Ferdinand Céline, Machado de Assis, Jack Kerouac, Charles Bukowski, Um dia pretende concluir seu próprio livro. Enquanto isso não acontece, escreve críticas literárias na Mob Ground. @MuriloAndrade Facebook

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22 COMENTÁRIOS

  1. Sim de acordo, tanto que quando terminei de ler. Comprei vários exemplares para dar de presente aos amigos. É quase como uma obrigatoriedade ler esse livro..muito emocionante.

  2. Murilo, sou um leitor fajuto mesmo. Nunca tive coragem de ler este livro pois só falavam mal dele.

    Talvez eu nunca tivesse lido a resenha certa. Admiro muito o teu estilo e saibas que vives me influenciando.

    Abraço!

  3. Eu gostei do seu texto e achei o livro bom, sem dúvidas! Mas no quesito morte como personagem eu recomendo “As Intermitências da Morte” do Saramago, um livro engraçado, rápido, denso e curioso de um dos maiores escritores de língua portuguesa, curiosamente os dois datam de 2005. Agora não sei se vc já leu “Grande Sertões: Veredas” do Guimarães Rosa, mas no quesito construção de personagens é para mim de longe a melhor construção feita na literatura mundial, muito superior até Proust, Saramago ou James Joyce foram capazes. Embora existam como vc disse um preconceito com clássicos é uma história comovente… De qualquer maneira fica a dica, caso não tenha lido! Abs! Parabéns!

  4. Esse livro foi um dos meus melhores presentes, ganhei da minha mãe. Demorei para terminar a leitura, mas quando terminei pude ter a certeza de o quanto que essa história é linda e emocionante, chorei em algumas partes e ri em outras. Recomendo!

  5. Pablito, texto primoroso como sempre. Arrisco dizer que é um dos melhores que já escreveu.

    Fiquei com nó na garganta só de ler esta resenha. Algo me diz que quando for ler A Menina que Roubava Livros, o nó irá se transformar em emoção pura banhada em lágrimas.

    Parabéns mais uma vez!

  6. A Menina que Roubava livros é ótimo! Demorei um pouco para me acostumar com a escritado Zusak, parágrafos e frases bem curtas, mas depois gostei do ritmo que isso deu a narrativa. Já leu Eu sou o Mensageiro? Ótimo livro também.
    O Rudy era mesmo um fofo, tão querido. Um personagem marcante que me fez chorar também, e muuuuito!
    Você citou o Dan Brown, fiquei com uma dúvida: você gosta dos livros dele mesmo sabendo que eles são bastante comerciais ou você não gosta?
    E fico feliz que você esteja voltando a ativa, seus textos são sempre bem-vindos!
    Gostei da última imagem da resenha também, acho um recurso muito bom para torná-las mais atrativas.

    =)

    • Já li o Eu sou o Mensageiro, que inclusive tem um texto pronto pra ser publicado na MOB.

      Meu problema com Dan Brown não é nem o fato dele ser muito comercial. A primeira vez que li O Código da Vinci me diverti bastante. Nada que mudasse a minha vida, mas como entretenimento valeu. Depois fui procurar outros livros dele e percebi que eles sempre seguiam a mesma fórmula.

      Valeu os elogios. Beijo

      • Agora entendi o que você quis dizer. Eu gostei bastante do Código da Vince, foi o primeiro que li dele. Daí li Anjos e Demônios e depois O Símbolo Perdido. São todos bons, mas como vc disse, seguem a mesma fórmula, o que deixa tudo um pouco cansativo, né.
        Agora Fortaleza Digital é um pouco diferente, é mais ‘tecnológico’… rs Gostei. E Ponto de Impacto eu acho que é o pior de todos, mas não é nenhum lixo, não…
        Tem uma trilogia que eu gosto bastante, acho parecido com Dan Brown, mas tem bem mais ação, se chama Força Sigma, conhece? Sempre que falo do Dan Brown me lembro dela…

        =)

  7. Ótimo texto, acho que a existencia de um livro desse será lembrada por muito tempo.. Quando lembrarem de clássico sobre a 2ª GM, obviamente “A Menina que Roubava Livros” estará na lista. Quando li, minhas mãos ficavam geladas a cada momento que a Menina roubava algum livro. Parabéns.

  8. Ainda estou procurando uma analise de “A Menina que Roubava Livros”, melhor que essa.

    Como você, também me questionei “o porquê demorei tanto pra ler esse livro? Como pode existir uma obra assim e ainda haver pessoas que não gostam de ler?
    Sou uma leitora assídua de livros, já li livros tocantes, mas não tanto quanto A menina que roubava livro. Chorei copiosamente ao fim do livro. Rudy foi o personagem que mais me tocou.
    Li em 1 semana o livro e definitivamente se me perguntassem se valeu a pena, diria “Sim, vale a pena ler, várias vezes ! “

  9. Nunca vi um Manual Do Coveiro como este que a menina rouba no começo do livro; quantas paginas será que ele tem? o suficiente pra ter uma encadernação de livro? quais serão os misterios da profissão de coveiro para preencher tantas paginas?

  10. Murilo, parabéns!!! A melhor crítica que já li sobre esse livro. Ganhei da minha mãe há uns anos atrás, devorei ele, amei, chorei. Tenho até ciúmes de emprestar!!! Essa sua frase define tudo “Difícil parar de ler, impossível esquecer.”

    Beijos!

  11. Com certeza esse livro é o melhor de todos os tempos. É difícil ter um autor que consiga descrever os sentimentos dos personagens daquela forma.

  12. Acabei de ler esta obra prima e vim direto para a sua análise. Só posso dizer que as suas palavras abraçaram exatamente a experiência incrível que é A Menina que Roubava Livros. Concordo plenamente com tudo que você disse. Livro nota 10.

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