Muito melhor que BBB!

Os Eua é um dos países onde mais se cria esportes, sendo que alguns deles combinam elementos já existentes, com algo novo. Isso aconteceu em 1935, quando foi criado o Roller Derby, que consiste em dois times sobre patins (chamado de roller skates por lá) andando em uma pista oval onde um membro de cada equipe tenta dar voltas nos adversários, sendo protegido pelo resto de seu time, que faz uso de contato brusco (empurrões, etc) para impedir seu avanço ou abrir espaço.

Na verdade existem mais regras, que podem ser verificadas neste link, mas o caso é que no final da decada de 80, o esporte foi transformado em um programa de TV chamado RollerGames , que combinava-o  com um clima de wrestling americano, ou seja, parcialmente ensaiado e com regras adicionais.

Com a capa americana, aprendemos que todo mundo odeia quem anda de roller: desde animais, até mendigos.

Por mais que o programa só tenha passado por uma temporada (1989 a 1990), atraiu uma grande audiência (composta principalmente por criancas e jovens), pois os participantes tinham nomes fictícios (como Turbo, Smasher, Beauty Queen), personalidades marcantes/distintas uns dos outros e usavam roupas e acessórios exóticos da época. Existiam também os times bons (com uniformes mais claros) e os maus (estes faziam uso de truques sujos e trapaças), o que contribuia para a criação de torcidas, organizadas ou não. Um episódio inteiro do programa pode ser visto aqui (é tosco mas é legal!)

A empresa que fez a máquina de pinball de Rollergames era uma das melhores existentes.

A Konami, como não é inocente nem nada, resolveu tirar uma lasquinha do sucesso do programa e fez dois jogos baseados na franquia, ambos com o mesmo nome (o mesmo do programa), porém, um para arcade (1991) e outro para o Nintendo 8 bits (lançado antes, em 1990). Aparententemente, RollerGames não saiu no Japão para  famicom (apesar de ter sido feito lá), somente o arcade apareceu. Este último é basicamente um jogo de luta sobre patins: um festival de porrada pra tudo quanto é lado, sendo dificil saber o que se está fazendo as vezes… Não é ruim, mas foi feito exclusivamente para “engolir fichas”. Também foi lançada uma máquinade pinball, pela veterana Williams, em 1989, mas esta não teve muita repercussão, até porque visualmente não parece muito diferente de outras.

Mas a versão do nes é bem mais variada apesar dos recursos mais limitados do hardware: você escolhe entre três times “bons”, cada um sendo representado por apenas um membro: Ice Box do time Thunder-Birds (um gordão forte e lento), Rolling Thunder do time Hot Flash (a mulher de cabelo rosa, fraca e rápida), e o Californian Kid dos Rockers (o metaleiro com características balanceadas).

Os três precisam resgatar um dos organizadores da liga RollerGames, Emerson ”Skeeter” Bankhead, que foi raptado por uma organizacao chamada V.I.P.E.R., por motivo não divulgado (talvez para acabar com a liga real, ou para aprontar mil e uma confusões, estilo sessão da tarde). Cada fase se passa no território de times integrantes da V.I.P.E.R., possuidores de nomes que fazem questão de deixar bem claro que são os vilões, por exemplo, o Bad Attitude ou Violators.

“Se a tinta do meu cabelo sair eu mato vocês!”

RollerGames para Nes é bem legal e de gameplay diversificado, não só com fases de luta com membros da V.I.P.E.R., mas também algumas focadas no desvio de obstáculos com a presenca de plataformas e inclinações no terreno (bem difíceis, se prepare para muitos game overs nessas) e outras no trânsito de uma rodovia. Os botões são de ataque e pulo mas, e o famoso “especial” é executado apertando os dois juntos (apenas durante as partes de luta e mesmo assim, somente 3 vezes).

Só uma informação adicional que serve como aviso: eu penei bastante para terminar este jogo “na raça” (sem uso de savestates tão comuns em emuladores, ou seja, jogando no próprio Nintendo), as fases de obstáculos tem muitos buracos e espinhos, se você cair neles, adeus: morte instantânea…

O arcade é um caos total, cheio de puxões de cabelo, arranhões e mulheres chamando outras de gorda.

As músicas são legais e possuem elementos digitalizados caracteristicos da Konami, por exemplo a bateria e baixo, que dão mais peso aos temas (algumas das músicas podem ser conferidas aqui) e gráficos acima da média para o Nes, considerando que o jogo tem só dois mega.

O esporte (e não a versão teatral dele) tambem está voltando a ativa no mundo, sendo inclusive considerado para as olimpiadas de 2020. Na verdade ele na atualidade é quase que exclusivamente feminino, e existe até uma liga brasileira. Além disso, uma colega redatora da MOB (a Kiara) e outra amiga minha, fazem parte de um time de roller derby local chamado Blue Jay Rollers (facebook aqui ou a própria página delas).

As fases na rodovia são legais!

Conheci este jogo por acaso (ou sorte): certa vez fui na locadora abastecer meu clone de nintendo (um CCE VG-8000) para o final de semana e me deparei com um cartucho verde sem desenho algum, só com o titulo de “DJ Boy“. Bom, eu sabia q esse título só existia para Mega Drive e deveria ter sido marcado errado no cartucho. Mas a curiosidade falou mais alto e mesmo assim resolvi levar o falsário para minha casa. Colocando-o no humilde VG-8000, aparece o título “RollerGames” na tela… nunca tinha ouvido falar no jogo. Comecei a jogar e foi uma bela surpresa, não parei até terminar. Pelo menos a marcação do título tinha algo a ver, afinal DJ Boy tambem é um jogo de luta sobre patins…

O arcade de Rollergames eu sinceramente duvido que tenha vindo para o Brasil, mas na época vi várias lojas principalmente de departamentos vendendo o cartucho, mesmo que “alternativo”. Provavelmente poucos jogaram, o que é uma pena, pois este game merecia ser mais conhecido e comentado. Fiquem com o anúncio do arcade (com fotos de duas participantes do programa, provavelmente do time Hot Flash) e até a próxima semana!

Como vocês podem ver, roller faz muito bem pra saúde!

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