Olá seus espetaculares!

Como vocês bem sabem, nós da MobGround temos um parceiro mais do que maravilindo, a Dark Side Books. E se vocês acompanham a nossa página no Facebook (fiz merchan na cara de pau mesmo) então provavelmente ficaram sabendo de uma das nossas mais novas aquisições. Isso mesmo, o livro que será resenhado hoje!

Não é novidade pra ninguém que já lê meus posts faz algum tempinho que eu sou apaixonada pelo tema serial killer, terror, bizarrices, etc. Então, quando o livro de Ilana Casoy caiu nas minhas garrinhas eu fiquei mais do que alucicrazy. Portanto, hora de dissecar essa obra do melhor jeito que eu conseguir pra vocês verem o quão legal esse livro é. Sem falar informativo.

A primeira coisa que eu notei foi que Ilana tentou simplificar as terminologias médicas para o que é um serial killer, ela explica de um jeito bem fácil os fatores que criam um assassino em série e os vários tipos que existem. Então, se você é novo no assunto, não se preocupe, dá pra entender bem rápido os conceitos básicos.

Não precisa nem dizer que é uma leitura pesada. Estamos falando de pessoas que cometeram barbaridades. Portanto, se você se impressiona fácil, não recomendo folhear esse livro. Vale mencionar também que algumas partes da obra são bem gráficas, como por exemplo as fotos da autópsia das vítimas de Chico Picadinho e entrevista na íntegra com o Vampiro de Niterói onde ele descreve em detalhes como matou suas treze vítimas.

Ilana inclusive avisa:

“Para as pessoas mais impressionáveis, meu conselho é que não leiam a transcrição da entrevista no que diz respeito aos crimes, leiam só os assuntos gerais. Marcelo Costa Andrade fez um relato de seus crimes totalmente desprovido de qualquer cuidado com a alma alheia, por ser incapaz de entender completamente o caráter de seus atos. A crueza dos crimes pode chocar.”

A identidade visual do livro e o próprio modo como Ilana escreveu o mesmo são grandes complementos para a imersão do leitor. Você sente como se estivesse lendo todos os laudos das investigações, laudos médicos inclusive porque o livro contém análise psicológica de quase todos os assassinos citados, mas de uma maneira fácil de entender. Esses quesitos te puxam mais para dentro do livro e incitam cada vez mais sua curiosidade mórbida.

Ilana entrevistou pessoalmente, junto de uma equipe de especialistas, 3 serial killers citados dentro do livro (Chico Picadinho, Pedrinho Matador e o Vampiro de Niterói) então se prepare para muitos detalhes. A única exceção é Chico Picadinho e Casoy justifica o motivo pelo qual o relato completo não aparece na obra:

“Utilizei-me da Licença Literária e mesclei coisas ditas por Francisco nas duas entrevistas, pois muitas vezes algo perguntado e respondido na primeira fase dos trabalhos acabou sendo esclarecido e comentado por ele na segunda fase. Penso que, dessa maneira, meus leitores compreenderão melhor tudo o que foi dito, de forma contínua, poupando a todos de ter de pescar cada assunto entre tantos por ele mencionados, caso apenas transcrevesse todo o material.”

E realmente, a entrevista de Chico Picadinho, mesmo com a adaptação feita por Ilana, ainda é confusa. Isso só mostra como era a mente de Francisco e ajuda o leitor a perceber mais ainda o estado mental de alguns serial killers. Como disse previamente, o livro contém as avaliações psicológicas dos assassinos além de uma descrição completa de como acabaram iniciando sua vida de crimes. Também explica quais foram os gatilhos acionados psicologicamente que os levaram a cometer os crimes.

Não precisa dizer que é um livro extremamente completo e, apesar de ser uma mistura de jornalismo literário com investigativo, Arquivos Serial Killers Made In Brazil pode muito bem ser usado para finalidades acadêmicas, seja para lecionar o que é psicopatia ou seja para um TCC sobre o seriail killers ou criminologia.

O livro também contém fotos dos souvenirs coletados pelos assassinos, armas do crime, recortes de jornais noticiando os crimes na época em que foram cometidos, fotos dos próprios criminosos ajudando a polícia na reconstrução dos assassinatos, fotos dos laudos e relatos frios dos serial killers. É clara a falta de culpa ou remorso da parte deles, sintoma básico e essencial na psicopatia.

Os primeiros casos citados (Preto Amaral, Filho da Luz e Monstro de Guaianases) não são tão grandes quanto os demais. Mas isso se dá devido a época em que os crimes foram cometidos. Chico Picadinho por exemplo, ganhou mais notoriedade após assassinar e esquartejar duas mulheres. Mas isso não anula a gravidade dos crimes cometidos por Guaianases, Amaral e Filho da Luz.

O único ponto negativo que tenho a fazer sobre esse livro é que, por causa da grande quantidade de informações e detalhes, não consegui ler muitas páginas de uma vez só. São muitos dados para absorver em cada caso, então tive que fazer algumas pausas na leitura pra conseguir entender e lembrar de tudo.

Recomendo muito esse livro pra quem quer saber mais não só sobre Serial Killers, mas também sobre os casos brasucas. Assumo que sabia de poucos assassinos em série aqui do Brasil, então o livro de Ilana abriu meus olhos e me deu um banho de informações e detalhes sobre os assassinos que já pisaram na terra de Dona Dilma.

P.S. Preparem-se para receber olhares tortos e assustados no transporte público. Eu recebi.

120459191_3GGTítulo: Arquivos Serial Killers Made In Brazil

Páginas: 355

Autora: Ilana Casoy

Editora: DarkSide Books

Nota: 9,5

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