Olá seus sedutores e lindinhos!

Hoje eu vou chutar o pau da barraca e pular pra fora da minha bola de bizarrices e sanguinolência de sempre. Hoje é dia de falar sobre coisas felizes, hoje é dia de falar sobre o clipe novo do Vanguart.

Fui convidada para a festa de lançamento e apesar da friaca maldita, valeu muito a pena. Parte disso se dá pelo churrasco gaúcho e cervejas presentes na festa de lançamento. Queria agradecer a Isabella Senise da Cartaz pelo toque e agradecer o pessoal da Zeppelin Filmes pela recepção e a  The Wolfpack e por ter feito um trabalho megaputaqueparível de fantástico no clipe de “Estive”.

Uma coisa que eu senti muita falta nesses últimos anos foi a presença de clipes com história. Na maioria das vezes é só o artista cantando pra câmera em diferentes cenários com diferentes figurinos e para por ai. Um close aqui, um take aberto aqui e só.

Se for uma coisa bem feita, fica legal. Mas não tem a mesma magia do single ser a trilha sonora de um mini curta metragem, de uma mini história, história essa que poderia ser a sua. Por que você acha que os mp3 da vida fazem tanto sucesso? Porque sempre desejamos que nossa vida tivesse uma trilha sonora.

Os clipes com roteiro fazem isso por nós e é ai que está a graça. Fora que eu acho muito mais charmoso. E é isso o que o Vanguart vem fazendo com seus clipes desde o primeiro CD. Tudo começou com “Cachaça” e foi desenrolando até chegar em “Estive”, o primeiro single do novo álbum “Muito Mais Que O Amor” que sai logo mais dia 27.

Pra começar do começo o clipe é LINDO. A fotografia é linda, as locações são lindas e o ritmo do desenrolar da história casa muito bem com a música, que por sinal é ótima e super dançante. O roteiro é simples mas cativante, conta a história de um homem desolado e desesperado que sai numa viagem atrás do amor.

Você consegue perceber que o protagonista do clipe está completamente perdido e com aquela bola de neve emocional que mistura angústia, raiva, ódio, frustração e solidão. Gostei muito do fato que na maioria desses takes que expressam esses sentimentos negativos, as cenas são feitas em câmera lenta. Causa um tom mais dramático e você realmente entende que o cara está ao ponto da loucura.

O amor no clipe é simbolizado por uma carta. Essa carta é a direção que o protagonista precisava para ter seu novo começo. O “Sim” do seu amor, que então considerava perdido e que o colocou de volta no caminho da felicidade. O que faz sentido. Pode até ser meio melodramático, mas é verdade. Quando alguém aparece na sua vida, um caminho novo se abre.

Como eu disse antes, casa com a música porque a mensagem de ambos é a mesma. “Estive” fala sobre ir atrás do seu amor e viver uma vida juntos longe dos problemas, partir numa nova jornada, um novo começo com quem se ama. Parabéns para Hélio Flanders, que além de ser um querido, consegue escrever letras realistas e sinceras sobre os mais variados sentimentos humanos.

Um detalhe que explodiu a minha cabeça foi a referência à Memento, de Christopher Ohmeudeusabençoaessehomem Nolan. O protagonista do clipe, assim como Guy Pierce, tem frases e dados tatuados pelo corpo. No caso de “Estive”, são trechos da música que remetem à busca desenfreada do homem pelo amor. São lembretes de que ele não pode desistir e que se for perseverante, conseguirá chegar ao seu destino.

Mais uma vez digo meus parabéns e digito o nome da Zeppelin Filmes de pé. Os caras da The  Wolfpack chutaram bundas na produção, direção e execução do clipe. Só de ouvir esse primeiro single, já dá pra ver que o próximo álbum do Vanguart será, no mínimo, sensacional. Como deve ser.

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Jornalista. Fã de gore, terror e todas as bizarrices da internet. O pessoal daqui diz que eu sou um Shinigami.

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