Já reclamei muito que Destiny acabou não sendo tudo aquilo que eu esperava, mas se tem uma coisa que sou grato ao jogo é que foi por causa dele que resolvi assinar a PSN Plus. Como pude ficar esse tempo todo sem os joguinhos gratuitos fornecidos todo mês? E jogos muito bons! Meu atual vício é quebrar a cabeça em The Swapper, um puzzle independente que envolve uma máquina de clones na resolução dos enigmas e se passa em uma estação espacial aparentemente abandonada.

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Bastaram apenas 15 minutos de jogo para que The Swapper me conquistasse. O game já começa com o personagem principal tendo que explorar uma estação espacial completamente sozinho. O clima de solidão lembra muito o da série Metroid e o visual escuro e sombrio nos remete ao clássico Alien, o Oitavo Passageiro. Claro que, sendo um puzzle, não existem aliens agressivos a serem enfrentados, mas o clima opressivo está lá mesmo assim e isso é sensacional. Os gráficos são bem bonitos e com cenários bem variados e a dublagem está até melhor do que a de muito jogo de produtora grande por aí.

Para não ficar apenas nos puzzles sem sentido um atrás do outro, o jogo conta com uma história cheia de mistério que nos faz querer continuar em frente para saber o que diabos aconteceu ali. Com as informações que recolhemos logo no início, ficamos sabendo que uma espécie de entidade estava se comunicando com os cientistas da estação e que deu alguma coisa muito errada envolvendo a tal máquina de clones e transmissão da consciência. Em alguns momentos o jogo é bem perturbador, questionando se o personagem principal está realmente vivo e tal.

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Quanto aos puzzles, eles são muito interessantes e variados, utilizando com inteligência a criação de clones. As coisas começam simples, como criar um clone em uma plataforma inalcançável para que ele aperte um botão e abra uma porta para você, mas logo as coisas se complicam. Tudo que o personagem principal faz, o clone repete: ande pra frente e ele também vai andar; pule e ele vai pular. Em algumas partes é necessário colocar todos os clones (e o protagonista) em pontos bem estratégicos para que, ao se movimentar, todos os mecanismos sejam acionados com sucesso.

Além da criação de clones, a máquina também permite a troca de corpos para que o jogador possa controlar algum dos clones. Isso torna tudo ainda mais interessante, como em um puzzle que é preciso ir criando clones e trocando entre eles até conseguir chegar em uma plataforma muito alta. Conforme o jogo avança, ele introduz ainda novos elementos para aumentar a dificuldade, como portais de teletransporte, esteiras flutuantes e luzes de cores variadas. Na cor azul é impossível criar um clone, mas pode trocar de lugar com algum já criado; a cor vermelha permite a criação, porém não a troca; já a cor rosa não permite nem uma coisa nem outra. E aí cabe ao jogador descobrir como passar por toda essa confusão de cores.

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Provavelmente eu nunca jogaria The Swapper se não estivesse de graça na PSN e acabaria perdendo um grande jogo, como deve acontecer com muita gente por aí. Então fica a dica desse joguinho independente que me fez até largar o badalado Dragon Age: Inquisition para conseguir desvendar o que diabos aconteceu naquela maldita estação espacial.

THE SWAPPER

Plataforma avaliada: PlayStation 4 / Desenvolvedora: Facepalm Games e Curve Studios / Publisher: Facepalm Games / Gênero: Puzzle / Multiplayer? Não.

The Swapper também está disponível para Windows, Linux, Mac, Wii U, PS3 e PS Vita.

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Felipe Storino é carioca, criado na Zona Norte do Rio de Janeiro e radicado no Espírito Santo. Possui três grandes paixões: o Flamengo, cinema e games. Sobre os games, começou nessa vida ainda na época do Atari e do Odyssey e nunca mais largou os joguinhos. Quando não está jogando, está assistindo filmes, séries ou lendo gibizinhos. Recentemente virou grande entusiasta dos jogos de tabuleiro, comprando mesmo quando não tem com quem jogar. É orgulhoso possuidor de um Super Nintendo e um Master System 3 originais.