[ARTE DA VITRINE]: Thiago Chaves (@chavespapel)

Em 2009 vi um trailer anunciado como o primeiro filme dirigido por Drew Barrymore. Estrelando Ellen Page, a história de Whip It (com o terrível título Garota Fantástica no Brasil) gira em torno da vida de Bliss Cavendar, que descobre um esporte feminino um tanto agressivo e apaixonante. Com uma trilha sonora que me agradou de cara, incluindo especialmente Weezer, eu soube naquele momento que precisava urgentemente ver o filme e saber mais sobre o tal esporte. [Trailer – Whip It]

Assim que vi o filme, devidamente contagiada por tudo mostrado sobre Roller Derby, comecei a pesquisar periodicamente. Aquilo tudo era muito legal, colorido e empolgante. Além de uma frase dita no filme (be your own hero/seja sua própria heroína) que ficou martelando na cabeça, me dizendo que eu precisava saber mais e fazer parte daquilo de alguma maneira.

Pesquisando na internerds, descobri que o esporte surgiu entre os anos 1960 e 1970, nos Estados Unidos, e que começou como algo parecido com provas de resistência mistas sobre patins. Como as melhores partes estavam nos choques entre os jogadores, aos poucos as coisas foram se adaptando até chegar ao formato que temos hoje: um esporte de contato feminino sobre patins, no qual dois times competem por pontos em uma pista oval.

Funciona mais ou menos assim: cada time tem uma pivô, que controla a velocidade do pack, grupo de blockers, que impedem (ou tentam) que as jammers do time adversário passem. As jammers marcam pontos quando conseguem passar pelo pack. O time que somar mais pontos, obviamente, ganha a partida. Cada partida é dividida em dois tempos de 30 minutos, formados por jams de dois minutos. E claro que é muito mais legal e mais fácil de entender na prática, seja jogando ou assistindo.

Não lembro dos números exatos na época em que pesquisei, mas no momento há mais de 900 ligas espalhadas por cerca de 20 países, sendo que o Brasil é um deles! Informação conseguida no blog da liga Ladies of Hell Town, de São Paulo, que é a primeira liga de Roller Derby do Brasil. Atualizando minhas pesquisas, descobri que havia uma liga perto de mim, em Curitiba: as Blue Jay Rollers. Eu não sabia quando nem como, mas precisava me tornar uma Blue Jay Roller.

Então, quando me mudei pra Curitiba (há pouquíssimo tempo), uma das primeiras coisas que eu fiz foi entrar em contato com elas, descobrir os horários e locais dos treinos e, quase que literalmente, me jogar no mundo do Roller Derby. E foi mais ou menos assim o clima do meu primeiro treino, que me deixou uns três dias andando torto e com muita dor por quase todo o corpo, incluindo partes cuja existência eu, até então, ignorava.

As quedas fazem parte dos jogos e dos treinos, para as quais as jogadoras devem estar preparadas, evitando ao máximo as lesões mais sérias. Então, uma das primeiras coisas que eu aprendi foi a cair, coisa que se mostrou muito divertida e relativamente fácil. Com patins gentilmente emprestados por meninas (muito queridas, simpáticas e receptivas) da liga, dei minhas primeiras patinadas, deslizadas, caí do jeito certo e também espatifando a bunda no chão (umas três vezes) mas, infelizmente, sem conseguir nenhum roxo.

Já fui a dois treinos com as Blue Jay Rollers e descobri na prática que o Roller Derby não é como eu vi no filme da Drew Barrymore, nos diversos vídeos maneiros de competições e fotos de meninas incríveis e fodonas: é MUITO melhor! Em outubro rola o Brasileirão de Roller Derby no Rio de Janeiro, para o qual todas as ligas estão se preparando. E é por isso que no domingo (18/03) acontece um treino Fresh Meat das Blue Jay Rollers, recrutando novas jogadoras. Fresh Meat é o apelido carinhoso dado às novatas, também chamadas no Brasil de Carninhas (daí o título deste texto).

O treino do dia 18 servirá para reunir as interessadas em entrar para a liga e começar a praticar Roller Derby, explicando a elas como funciona o esporte, quais são as regras, como adquirir equipamento e ver como as Carninhas se saem com os patins. Nos Estados Unidos apenas maiores de 21 anos podem entrar para as ligas e praticar o esporte, mas, no Brasil, meninas a partir de 18 anos já podem começar.

Então, interessadas (e interessados em assistir ou participar como treinador, juiz) é só aparecer! Para maiores informações,  horários, local e contato com a liga, é só clicar aqui.

Além das Blue Jay Rollers e das Ladies of Hell Town, há diversas outras ligas espalhadas pelo Brasil e aqui tem uma lista delas, com links para entrar em contato.

Aqui vão alguns links para os interessados em saber mais:

http://rollerderby.com.br/

http://esporte.hsw.uol.com.br/roller-derby.htm

http://ladiesofhelltown.wordpress.com/faq/

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Jornalista formada, produzo e consumo literatura, quadrinhos e música.

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