Eis que chegamos ao final do nosso especial, sobre o que de melhor vimos (filmes e séries) e lemos (livros) no ano que passou. E pra finalizá-lo, hoje teremos os melhores quadrinhos que lemos em 2015.

E aqui vai um agradecimento à nossa loja parceria Comix Book Shop, que nos enviou ao longo do ano passado, diversos quadrinhos para que resenhássemos.  E também aos diversos artistas independentes que confiaram no espaço que sempre procuramos dar a trabalhos independentes, e nos enviaram suas obras.

Participam dessa postagem: A nossa equipe da Mob (Giancarlo Silva, Filipe Siqueira, Alessio Esteves e eu), Daniel Lopes e Alexandre Callari (Pipoca e Nanquim), Raquel Moritz (Pipoca Musical), Raphael Fernandes (Contraversão) e o quadrinhista Gabriel Jardim (CaféDe Dentro da Couraça)

Pois bem, vamos a lista com os melhores quadrinhos que lemos em 2015. 

Taca-lhe pau Marcos véio“!


Mayara & Annabelle (Pablo Casado e Talles Rodrigues/ Fictícia)

Por: Alessio Esteves

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Admito que comprei a HQ porque me lembrou “Scott Pilgrim Contra o Mundo”. Guarda algumas semelhanças pelo fato de termos pessoas com superpoderes e técnicas fodásticas de luta como algo normal e de mesclar ação com o cotidiano, mas acaba aí.

Temos aqui duas funcionárias públicas de um departamento do governo que lida com coisas sobrenaturais. Uma ninja paulistana e uma maga cearense que não se bicam devem deixar a diferença de lado para enfrentar a burocracia e um antigo mal que volta.

Obs: Gravamos um Mob Drops com os autores na CCXP. Em breve, estará no ar. 


OS INVISÍVEIS (Grant Morrison/ Panini)

Por: Alexandre Callari (Pipoca e Nanquim)

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Eu tinha lido a série de Grant Morrison de forma picada, acompanhando seu lançamento irregular no Brasil e chegou a um ponto em que não entendia nada do que estava acontecendo. Felizmente, a Panini resolveu lançar direito essa obra prima desde o começo e, desta vez, dou a mão à palmatória. Os Invisíveis é sensacional, apesar de dar nós na cabeça de quem lê.


TALCO DE VIDRO (Marcello Quintanilha/Veneta)

Por: Daniel Lopes (Pipoca e Nanquim)

Sem dúvida, o gibi que mais ficou comigo esse ano, não consigo parar de pensar nele desde a primeira leitura lá no começo do ano. Marcello Quintanilha parte de um sentimento comum a todos nós, a inveja, e tece um thriller psicológico que desencadeia na crise existencial da protagonista, Rosângela, uma dentista bem-sucedida da classe média alta de Niterói. Sério, tudo no gibi é perfeito e milimetricamente estudado. Leitura obrigatória.


BLACK HOLE (Charles Burns/ Conrad)

Por: Filipe Siqueira

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Outra obra-prima difícil de descrever, além de ser uma HQ para adultos que no caminho nos faz pensar e criticar nossa sociedade moderna. O foco é um grupo de garotos em Seattle nos anos 70, assombrados por uma doença venérea que causa deformações e exige dos portadores que se isolem em comunidades.

A HQ é cheia de camadas, com referências a psicologia, ocultismo e mitologia. É a melhor coisa que você vai ler em muito tempo (se é que ainda não o fez).

Escrevi uma crítica detalhada na antiga versão do meu blog, o Sabotagem.


QUADROS (Mike Deodato Jr./ Editora MINO)

Por: Gabriel Jardim (CaféDe Dentro da Couraça)

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Conheço Deodato há 13 anos e desde o começo fiquei impressionado com seus traços. Agora em 2015 o carecón mostrou um lado de autor que eu não conhecia. Um conjunto de histórias curtas de alta qualidade, inclusive com reflexões que eu mesmo estava tendo no período que li. Deodato sempre é sinônimo de bom quadrinho.

Assista ao episódio do Comix Zone e o vlog do Pipoca e Nanquim sobre QUADROS.


LOUCO: FUGA (Rogério Coelho/ Panini)

Por: Giancarlo Silva

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Eu devia criar vergonha na cara e ler logo todas as publicações que já saíram pelo Graphic MSP, genial selo da Maurício de Sousa Produções que coloca os personagens da Turma da Mônica em enredos completamente diferentes dos habituais. Até hoje eu só tinha lido Turma da Mônica: Laços, título que dispensa quaisquer apresentações (sério, dê seus pulos e leia!, mas hoje vou falar de outra HQ que comprei no finzinho do ano passado.

É muito fascinante a visão que Rogério Coelho deu a um dos personagens mais bacanas dos quadrinhos da turminha da Rua do Limoeiro. A cada página virada eu me sentia mais e mais compelido a embarcar na cabeça psicodélica do digníssimo senhor Licurgo Orival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira.

Recomendado para quem gosta de fugir da realidade de vez em quando. ;)


BURROUGHS (João Pinheiro/ Veneta)

Por: Raphael Fernandes (Contraversão)

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O mais insano dos beatnicks ganhou sua mais insana biografia em quadrinhos! Depois de debutar com o álbum Kerouac, João Pinheiro entrou de cabeça na mente perturbada de um dos mais complexos escritores de todos os tempos. Negando a realidade, acreditando que a linguagem é um vírus, atirando na cabeça das pessoas, tomando picos… esse quadrinhos te fará enlouquecer. Tive pesadelos depois de ler.


YURI (Daniel Og/Conrad)

Por: Raquel Moritz (Pipoca Musical)

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Essa é, de longe, uma das graphics mais engraçadas que eu já tive o prazer de ler. Eu dava gargalhada alta com a história, a ironia e jeitão maravilhoso do Daniel Og contar a história do Yuri. Ele se apropria dos personagens brasileiros que são tão comuns por aí pra criar uma coisa única, original e divertida demais. Além disso, a arte do Daniel é sensacional, um traço mais rústico e bastante preciso.

Obs:  A Raquel fez um vídeo com os ‘Os melhores quadrinhos lidos em 2015‘. que inclui YURI. Assista aqui!


DESENGANO (Camilo Solano)

Por: Thiago Chaves

Me sinto até envergonhado por indicar uma obra como essa em uma lista de melhores de 2015. Perdão pelo vacilo, mas é o que tenho para hoje. =P

Mas é fato que gostei muito de Desengano, pois foi o gibi mais divertido que li em 2015 e por isso, não poderia deixar de indicá-lo, independente do caráter duvidoso de seu autor, Camilo Solano. Principalmente por ser ainda um trabalho independente, e de altíssima qualidade (como bem escrevi aqui).

Enfim, se você procura uma leitura divertida, rápida e descompromissada: Desengano.

Obs: Um aviso aos desavisados. O mala do Camilo Solano não tem um caráter duvidoso -até onde eu sei -, isso é apenas uma troca de ofensas sadia. =D


Esses foram os nossos destaques – lembrando que cada um só podia indicar um -. Então, claro que MUITOS quadrinhos ficaram de fora da nossa postagem. O que não impede de vocês nos ajudarem ai nos comentários. Qual HQ tivemos a discrepância de deixar de fora?!

Confira também as partes anteriores do nosso especial:

Melhores filmes que vimos em 2015!

Melhores séries que vimos em 2015!

Melhores livros que lemos em 2015!

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Designer (gráfico e web), viciado em séries e em filmes, colecionador, rockeiro, torcedor do Tricolor Paulista...

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