Experiência psicodélica: Argyreia Nervosa

Experiência psicodélica: Argyreia Nervosa

[ARTE DA VITRINE]: Thiago Chaves (@chavespapel)

A MOB GROUND NÃO incentiva o uso de tais substâncias e nem assume as consequências caso algum leitor o faça. A nota dada ao fim da resenha trata apenas da potencialidade da substância e não ao seu grau de diversão ou de “barato”.

Sejam  conscientes e não usem drogas!

Arrumei umas sementes de Argyreia Nervosa, uma planta que venho estudando faz algum tempo. Pensei: “WOW, por que não resenhar a semente pra MOB?”. Tirei um dia pra isso, com a desculpa de que era apenas uma experiência sobre a qual eu escreveria.

Existem vários métodos corretos e menos tóxicos de tomar Argyreia Nervosa, que consiste em triturar, misturar com suco e moer, essa viadagem toda. Como eu não tava com saco, só fiz um suco de limão, gelei por 30 minutos na geladeira e trouxe pro meu quarto.

Com as sementes já lavadas (vai saber onde enfiaram essa porra antes de chegar a mim) sentei de pernas cruzadas e posicionei as sementes no chão. Fiz um desenho usando 7 delas (um X com 2 sementes em cada “perna” e uma solitária no meio, simbolizando a Axis Mundis, o centro do cosmos). Iria tomar 7 por que é o número de noites que Odin ficou enforcado como sacrifício na árvore Yggdrasil em busca do conhecimento das Runas (e eu tenho certa ligação mística com o velho caolho), o dia do meu aniversário é 7 de Agosto (lembrem, quero presentes) e o número 7 tem certa característica de perfeição na numerologia romana (era o número dos “Augustus”, tipo, imperadores, e por ironia do destino “Augustus” é algo próximo do meu nome), inclusive os Persas consideravam 7 um número sagrado, por que era o número das principais famílias que derrotaram os medos (tribo ariana que disputava território com os persas).

Enfim, resolvi usar o “método indígena” mesmo, o mais trash e que provavelmente me foderia. Esse método consiste em colocar as sementes na boca, beber um pouco do suco, mastigar as sementes, e deixar o liquido na boca o máximo que desse e então engolir o líquido. Depois bebi o resto do suco e fui pra cama.

Me deitei de lado na cama, durante 30 minutos senti um enjôo bem forte, que sei lá como consegui segurar sem vomitar (se vomitasse a experiência estaria terminada ali mesmo). Senti meu corpo febril, era uma sensação muito ruim, que no entanto com o tempo foi se revertendo. A febre meio que revestiu meu corpo com uma camada de defesa que me protegia do contato direto com o mundo externo, então TODA sensação ruim era filtrada por essa camada e eu só sentia as coisas boas ou indiferentes, as negativas eram neutralizadas.

Estava escuro e tocando Syd Barrett no notebook. As frases das músicas pareciam incompreensíveis, como se ele estivesse falando uma língua antiga, em compensação o som… o som estava inexplicavelmente intenso e claro. A batida de dedos na madeira do corpo do violão, o som das cordas e da voz, eu não conseguia entender, mas compreendia, o som era doce e universal. Ele ecoava por todo o quarto.

Sim, compreendia embora não entendesse. São duas coisas diferentes. Durante aquele momento compreendi a totalidade da música, mesmo que minha cabeça não conseguisse entender nada. A música não era apenas som, ela atingia todo o meu corpo com uma espécie de fluxo verde e se espalhava por todas as minhas células, produzindo uma sensação de prazer intenso. Meu corpo inteiro estava sendo bombardeado de prazer pelas músicas do Syd.

Prazer é modo de dizer, prazer parece algo sexual, algo físico, e na verdade não se tratava disso, era uma sensação de plenitude, de totalidade, de satisfação sem fim.

Foi então que do nada a música parou de tocar. Eu olhava para a tela do player e ele ainda estava tocando, mas não chegava mais aos meus ouvidos. Em compensação o ar ficou eletrizado de prazer. A respiração me dava prazer, movimentar a mão no ar me dava prazer, fechar os olhos, ser atingido pelo vento, TUDO me dava prazer. Minha cabeça começou a tentar dar um sentido a tudo aquilo, a solução foi corporificar as idéias: era uma deidade do ar brincando comigo, me satisfazendo, por isso o ar tava eletrificado de prazer. Fiquei deitado na cama, olhando pro teto e brincando com essa deidade do ar, eu não a via, mas sabia que ela estava comigo, sempre esteve, afinal, o ar está em todo lugar.

Cai no sono, quando acordei novamente a deidade do ar já não estava mais presente. Encontrei uma fresta de luz no teto, não havia buraco ali, eu sabia, mas mesmo assim um feixe de luz atravessava o teto em minha direção. Fechei os olhos e ainda assim conseguia ver o feixe de luz. Não importava se de olhos abertos ou fechados eu via todo o meu quarto e principalmente o feixe de luz do mesmo jeito.

“Essa luz é Odin?”, pensei. “Faz sentido, Odin é caolho, uma luz atravessando o teto pode ser Odin me observando. Uma luz atravessando o teto é uma espécie de panóptico, sim, é Odin.”

A luz se voltou em minha direção, e ela tinha uma presença física que me enchia de felicidade, felicidade não, era novamente a sensação de plenitude similar a que a deidade do ar e a música do Syd tinham me proporcionado. “Odin sempre está de olho em mim, é meu protetor”, pensei, e apaguei novamente.

Quando tomei a semente, chamei uma amiga pra ir me acompanhando no MSN. Ela não tem experiência nessas coisas, mas eu precisava de uma conexão com a realidade pra não me perder completamente do lado de lá quando o efeito batesse com força. Uma espécie de guia, ou melhor, um localizador. Apesar de sua completa inabilidade, ela acabou me ajudando a voltar aos poucos, mais por minhas habilidades mentais do que por quaisquer habilidades dela, é verdade, mas voltei.

Quando acordei novamente eu não me sentia completamente no comando do meu corpo. Desliguei o player, que ainda tava tocando Syd Barrett, e olhei pra tela. A minha amiga estava falando algo no MSN, ela não acreditava muito que eu realmente tivesse tomado algo, então passei algum tempo explicando.

Só que havia algo de estranho, eu não queria ligar a luz do quarto, mas estava densamente escuro, uma escuridão que me sufocava fisicamente. De repente, quando fui notar, eu estava sozinho, no meio do nada, com apenas a tela do notebook ligada, e só com a janela dessa amiga do MSN a disposição. Eu não conseguia abrir o MSN pra chamar outra pessoa nem nada, só dava pra falar com ela. Era de fato, meu único elo com a realidade.

Fui até a janela no meio do nada (eu sei que não há janela quando se está no meio do nada, mas havia uma janela, mesmo que não houvesse uma janela…) e olhei pro céu. Consegui enxergar as grades no fim do universo e espécies de entidades metálicas, de cor escura, debaixo das nuvens. Então me veio uma dúvida mortal, eu precisava muito mijar, como se faz pra mijar? Fui até o MSN e perguntei pra minha amiga como se faz pra mijar.

Naquele instante me dei conta de que as necessidades básicas, tais quais mijar, são as únicas necessidades verdadeiras. Lembrei de Kerouac na Montanha da Desolação, aprendendo a comer quando se tem fome, beber quando se tem sede e mijar e cagar quando o corpo realmente quer lançar fora excrementos. Isso pode parecer óbvio para os espertalhões, no entanto a verdade é que muito raramente alguém supre as necessidades básicas, as únicas reais, quando se deve. Mijamos toda hora ou prendemos demais, comemos toda hora ou ficamos muito tempo sem comer, e etc. etc. etc.

Se eu conseguisse mijar eu seria a pessoa mais feliz do universo. Poderia ir até o banheiro, mas eu não queria, no caminho ia encontrar pessoas e eu me recusava totalmente a encontrar pessoas. Só fui mijar por que eu queria de verdade, em nível vital, meu corpo precisava, e não por simples capricho da minha consciência, era uma questão que superava o simples ego idiota que criamos cotidianamente.

O tempo começou a pular, num momento eu estava conversando com minha amiga no MSN, dava um flash e eu estava mijando num copo que encontrei no meio do quarto, dava outro flash e eu estava jogando o mijo pela janela, outro flash e eu estava jogando roupas pela janela, outro flash e eu voltava pro começo da tarde, quando estava deitado na cama e olhei pela primeira vez a tela do MSN com a conversa da minha amiga.

“Eu tô viajando no tempo!”, disse pra ela.

Ela não entendeu, riu e disse que eu estava louco. “Sério, o tempo ta confuso, peraí, vou tentar organizar ele.”

Algo em mim dizia que eu seria capaz de organizar o tempo me concentrando. Foi aí que percebi que todas as sensações de prazer na verdade estão concentradas no olho humano. O controle da realidade e das sensações de satisfação tem a ver com a pressão que a pálpebra pode fazer no globo ocular. Acredito piamente que muito da meditação está conectado com o controle do globo ocular, ele que é a porta das percepções!

Há mais ou menos 2 anos atrás eu havia tentado a “ego-morte” do livro dos Mortos dos Tibetanos do Timothy Leary, nessa situação eu notei que a sua campanha posterior “controle sua retina” era a chave pra psicodelia sem uso de substâncias químicas. A pessoa que tem controle da pressão do olho e sabe explorar esse ponto, pode visitar o outro lado sempre que tiver afim! De alguma forma eu conseguia ter pleno domínio do globo ocular naquele momento e compreendi que o prazer erógeno (dos órgãos genitais) passam longe de ser o prazer mais forte. A diferença essencial é que o órgão genital pode ser estimulado externamente, enquanto o olho exige uma concentração, auto-conhecimento e pesquisa que são raríssimos de encontrar em alguma pessoa. É muito mais fácil encontrar alguém pra chupar o seu pau do que encontrar um Buda (calma galera, uma coisa não deve excluir a outra, haha).

Não consegui organizar o tempo, pois deu um flash novamente estava lá, eu mijando no copo. Tudo estava em completo silêncio, era como se eu estivesse no interior do nada. Olhei pro copo e senti uma conexão com o meu mijo. “Tudo é feito de água, eu sou feito de água, o mijo é feito de água, eu sou o mijo e o mijo sou eu, é tudo a mesma coisa.”

O mijo estava com um brilho estranho, eu conseguia enxergar ele saindo de dentro de mim, sentia cada gota de mijo se juntando com as outras centenas de gotas no copo. Tudo era eu, e do nada consegui enxergar a mim mesmo da perspectiva do mijo. Eu estava no copo, me vendo mijar, me vendo depositar a mim mesmo dentro do copo. Sentia o liquido todo percorrendo meu corpo. O quarto estava derretendo, ele também era líquido! Deve ter sido depois de usar uma parada assim que o Zygmunt Baumanpostulou que a realidade era líquida, haha!

O tempo novamente pulou e eu já tinha jogado roupas pela janela do quarto, não lembro por qual motivo. Só que eu estava banhado! Eu tinha ido até o banheiro e voltado, passei pelo pessoal da sala, comi um pão com queijo e voltei pro quarto. Isso sem nem fazer idéia de como! Meu corpo simplesmente tinha feito sozinho.

O pão e o queijo tinham gosto de metal, a água não tinha gosto de nada. Quase que o pão não desce pela minha garganta, então o peguei e trouxe pro quarto. Quando eu falava com alguém era como se a voz viesse de trás da minha cabeça e não da minha garganta. A realidade parecia uma colagem em cima do outro lugar que eu estava.

“Preciso fazer a colagem se sobrepor a esse outro mundo, talvez assim eu volte pra realidade. Preciso me colar ao cotidiano!”

As vozes das pessoas eram estranhas. Foi então que percebi que estava novamente na frente do computador e minha amiga tinha me dito para tomar banho. Eu não lembrava daquilo, mas tinha conversado muito com ela, um monte de coisas aleatórias.

Notei que eu estava na minha cabeça e não no resto do meu corpo, eu via através dos meus olhos de uma maneira diferente do normal, eu via como se eu estivesse vendo uma janela. Lembro de ter me olhado no espelho e pensado “isso não sou eu, não sou uma imagem”. Meu corpo agia sozinho, eu não sentia meus dedos digitando no computador, era como se eu tivesse em outra dimensão ditando as coisas e o corpo sozinho escrevesse.

O tempo pulou novamente, dessa vez eu havia mijado no meio do quarto, mijei no notebook e ele não ligava mais. A escuridão densa passou a ser mais sufocante e ameaçadora. Tentei ligar o notebook de todo jeito, mas ele não ligava! Era meu único elo com o mundo real e eu havia perdido, estava fodido!

As vozes das pessoas na sala passaram a ficar insuportavelmente altas, como se eu estivesse sentados lá do lado e elas estivessem gritando. Pareciam estar conversando sobre mim, eles pareciam ameaçadores, terríveis, por que estavam falando de mim? Eu só estava no meu quarto, não fiz mal a ninguém, não fiz nada de ruim. Todas as palavras das conversas pareciam estar direcionadas a mim, por que eles me odiavam? Por que o mundo me odeia? Comecei a surtar numa megalomania paranóica a la NHK. “Será se é verdade como no anime? Será se existe realmente um plano em que todos estão fazendo parte, uma grande conspiração que quer me foder?”. Somando isso ao fato da minha amiga ter dito antes do notebook parar de funcionar que eu estava era esquizofrênico e pronto, comecei a pirar. Lembrei de um professor da universidade que gosto muito e que teve alguns problemas com esquizofrenia, como gosto muito dele comecei a bolar teorias sobre eu estar imitando a vida dele, imitando inclusive a esquizofrenia dele.

E se eu realmente estivesse esquizofrênico? Ia ficar nessa outra dimensão pra sempre? Eu precisava voltar, sabia disso, mas meu ânimo era insuficiente, todo mundo parecia me odiar, eu devia realmente ter esquizofrenia, devia ser a merda dum esquizofrênico que precisa dos outros pra tudo.

Passei então a ouvir a voz do meu pai colocando minha sobrinha pra dormir na outra sala. Todas as outras vozes sumiram, só ouvia ele e ela deitados na rede. A voz dele me dava uma sensação muito boa de segurança. Me deu forças o suficiente pra enfrentar a paranóia da esquizofrenia e tomar consciência de que eu estava naquele estado por causa das sementes e não por patologia. Ele cantava canções de ninar para minha sobrinha, canções que ecoavam por todo o universo.

Acho que foi graças a ele que o notebook voltou a ligar. Na verdade era como se a tela tivesse sido apagada e só voltasse a funcionar de novo a partir dali. Já estava cansado de viajar no tempo, de conhecer a verdade absoluta do liquido, os confins do universo, queria voltar pro terreno estável da maldita porca realidade cotidiana. Porém um empecilho surgiu: o cursor do meu mouse sumiu.

A sensação que tive era de que o universo todo já estava quase normal, com exceção do cursor. Seria esse o ultimo desafio da semente? A semente conversou comigo em alguns momentos, mas não lembro nada do que ela disse. Só sabia que ela estava me testando, exatamente como Castañeda comentou no “Don Juan – Erva do Diabo”, se ela me aceitasse eu teria seus poderes, se não, ela me torturaria toda vez que a usasse.

Eu teria que arrumar um jeito de fazer o cursor voltar, esse era o teste final da semente. Como? O problema do cursor é porque o computador ainda era minha única janela com o real, e sem cursor eu não podia controlá-la, apenas poderia dar alt+tab no tweetdeck e MSN.

Tentei me concentrar pra ver se o cursor voltava, e só nada. Então fiquei conversando com minha amiga no MSN, no intuito de ir me recolando mais ainda à realidade. Ela sugeriu que eu reiniciasse o sistema pra ver se o cursor voltava.

Compreendi isso ao pé da letra, até porque não dava pra reiniciar o notebook, já que estava sem cursor… tentei reiniciar pelas setas do teclado e tal, mas não aparecia o botão de reiniciar ou desligar. Meu corpo foi ficando pesado, pesado, pesado, enquanto eu tentava reiniciar o computador, então me encostei na cama e apaguei. Quando abri de novo os olhos estava tudo do mesmo jeito!

Eu reiniciei a realidade, meu sistema nervoso, tudo, e ainda estava sem cursor. Foi um longo percurso até recuperar o cursor, percurso esse no qual contei com a ajuda de outro amigo e o irmão dele que apareceram no MSN para me auxiliar. O Filipe tem certas experiências com o mundo místico, então ele me ajudou não só a recuperar quase completamente a sanidade, quanto me acalmou o bastante para que eu me sentisse seguro “do outro lado”, brincando de redesenhar a realidade.

Esse itinerário todo chamamos (eu, Davi, Filipe e minha amiga) de “A Saga do Cursor”, no qual eu consegui vencer o teste da semente com a ajuda deles, mas ainda não compreendi os poderes que ela pode dar aos seus iniciados. Ainda estou tentando assimilar as primeiras experiências para tirar o seu quilhão de sabedoria mística.

Passei uma semana estranhando o lado de cá da realidade e até hoje tenho lapsos de memórias perdidas desse dia. Foi uma experiência muito interessante e completamente natural. Nunca me senti tão satisfeito comigo mesmo quanto depois do uso dessa semente, melhor que muita parada química que já usei por aí e promete te transformar em um deus da psique. E o melhor de tudo, meu corpo não teve nenhum efeito colateral como cansaço ou fraqueza ou intoxicação, que alguns relatam terem tido.

Substância: Argyreia Nervosa (trepadeira elefante)

Duração: entre 6-8 horas

Nota: 9

 

Errata: Conforme observado pela leitora Rose, havia uma incoerência quanto ao comentário sobre a nota da potencialidade da substância. E por isso, o retiramos.

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Anarco-parasita; místico urbano; aprendiz na arte-sabotagem; divulgador dos beneficios do DOUBLE VEGETTA; historiador perdido na cozinha do caminho entre a antiguidade e a contracultura; outsider caçado pelo Diretório da interzone; sempre de olho nos arcontes do cosmos e nos UFOs que eventualmente aparecem, além de muitas outras coisas sem sentido que se tem por aí. @Agrt

21 COMENTÁRIOS

  1. Só ressalto que não adianta de muito colocar um disclaimer sobre a nota ao final dizendo que se trata “apenas da potencialidade da substância e não ao seu grau de diversão ou de “barato”” quando ela é dada justamente seguindo o parâmetro inicialmente refutado. Pelo menos que se retire o comentário acerca da nota, se o objetivo é manter alguma consistência com o aviso inicial.

    No mais, o relato está muito bem escrito, mas não é a experiência que vai iniciar alguém em coisa alguma. Sem a preparação minuciosa da psique, isso não passa de diversão fulgaz. Mas ainda consigo ficar feliz com o fato do autor não ter se dissociado irremediavelmente ao fim da experiência, pelo menos por ora.

    • Deixe-me discordar de você em um ponto: toda experiência é uma iniciação, se não em algo específico, é uma iniciação na própria experiência, o que pode ser mais interessante do que iniciações direcionadas.

  2. Cara, ja tomei a sementinha do mal.
    Alias, tinha um pé dessa parada dentro da UNICAMP. A galera fazia a festa.

    O barato que tu sentiu é similar ao do LSD.
    Muito mesmo.

    A unica diferença nervosa do lsd pra essa semente é q a sementinha da uma dor de estomago da porra e ansia de vomito.

    Dai vc da uns arrotão e a parada passa. Ela produz muito gás no seu estomago, por isso a ansia e dor.

    Deve ter sido sinistro vc ter enfrentado tudo isso sozinho, um amigo meu tomou e dormiu e aí fiquei doidão sozinho, e é muito pior, vc pira muito mais locão sozinho.

    Por mais que você tenha pirado nessas idéias de espiritualidade e coisa e tal… tua viagem foi mto comum, e isso que é o mais legal do LSD, da psicodelia…ele te leva em buracos inexplorados da sua mente, te confunde, te deixa perdido, raciocinando sobre a sua existencia e coisas assim.
    Tendo idéias como essa sua de estar viajando no tempo, ou que os olhos sao sei la oq, é EXTREMAMENTE COMUM em um ponto da viagem vc ficar paranoico… tipo achar que estão falando de voce e pirar em uma bad trip, voce teve sorte, por que nao tinha ninguem pra conversar e essa bad pode acabar com tudo…po…isso eh normal de neguinho doido de acido e pirado num exoterismo. Quando se disvincula isso da espiritualidade, o negocio fica bem engraçado.

    Mas cara, olhando de fora…meio estranho um cara se mijando dentro do quarto, locão, mijando no note, com medo de sair do quarto, jogando as roupas pela janela…

    Toma cuidado com essas brincadeiras. Tem carinha q quando ja tem um pézinho na depressão, sindrome do panico…num volta mais!

    • A semente não me deu dor no estômago, nem gás, apenas ânsia, mas uma ânsia facilmente controlavel e só por apenas uns 20 minutos, no máximo 30. Então acho que os efeitos dependem muito do organismo da pessoa.
      Quanto a “pirado em espiritualidade” e a trip ter sido “comum”, é meio complicado de se discutir. Quem disse que espiritualidade é algo excepcional? O místico/sobrenatural e sagrado nos cerca o tempo todo, nas coisas mais banais possíveis, então não são coisas “especiais”, o problema é que raramente damos atenção porque estamos ocupados demais com nossas “vidinhas ordinárias”. E Timothy Leary e Allan Wats já discutiam lá nos anos 60, porquê desprezar o místicismo dos psicodélicos só porquê é um misticismo facilmente palpável? A cultura ocidental vê as “drogas” como muletas pra insights criativos e místicos, por isso a odeia, vê como um atalho e por isso o despreza, é melhor 10 anos meditando, porque nossa cultura é pautada no trabalho+trabalho+trabalho, prazer e vida só depois… depois da morte. No entanto por outro lado não se recusa usar um carro, que também é uma muleta pra chegar a um destino específico, um atalho.
      Foi uma trip comum se comparada com outras experiências tão místicas quanto as minhas, a diferença são apenas meus referênciais de interpretação, nada mais que isso. “Mas foram viagens só mentais…”, ouras, e o que diabus do mundo “real” que não é só mental?Nosso cerebro é um processador de informações recebidas através dos sentidos, tudo passa pelo psicológico de alguma forma, então a viagem é tão real quanto qualquer outra coisa.
      E eu não mijei de verdade no quarto, ou mijei, mas em outra dimensão que não a que eu voltei… mas meu quarto não ficou mijado não.
      Não recomendo o uso das sementes a qualquer um, porque realmente é complicado controlar a paranóia e algumas visões, mas quem sou eu pra impedir alguém de fazer algo? Não impeço não, cada qual sabe o que faz da vida, nem que seja pra se foder… auto-iniciação tem esses riscos, é bem mais perigoso e divertido do que participar de grupos, seitas, etc, mas também caso dê certo dá um conhecimento de viés único pra pessoa.

      • Valeu pela resposta! Fico feliz quando faço um comentario e o autor responde diretamente a mim!

        Valeu e entendi seu ponto de vista!

        Um abraço.

      • As vezes da enjoo as vezes não, não depende do organismo da pessoa, depende do organismo da pessoa no momento. Consumo semanalmente, e tenha para vender no mercado livre para quem quiser plantar.

      • As primeira três experiencias que tive não senti nem dor , nem ânsia de vômito, nem cansaço, foi só alegria, mais depois não tem jeito, uma hora vai te dar um mal-estar, as vezes muito pesado. tenho a venda no ML, quem quiser cultivar!

  3. Li por curiosidade,pois nao entendo como uma droga tao potente pode ser comercializada pela internet,quanto aos usuarios,vao trabalhar e procurar o que fazer,talvez tenham dado o rabinho e nem se lembram ,quando usaram essa porcaria,e dai o motivo por terem gostado kkk

  4. Primeira vez que tomei, deu as mesmas sensações de todos vcs, de enjoo no começo e depois uma sensação de saciedade eterna…uma felicidade que nao cabe, uma tranquilidade, tudo era lindo engraçado as pessoas eram bonitas e eu amava todos e nao conseguia parar de sorrir… no mesmo dia minha amiga tomou tbm porem pela segunda vez e passou muito mal vomitou muito e ficou com na bad..estavamos na faculdade e nao estavamos ligando muito para saber como era a verdadeira maneira de tomar…eu pensava como ela (minha amiga)podia ter tanto trauma de uma coisa tao boa tao intensa e tao do bem!!pois bem, quando EU tomei pela segunda vez, fiz errado..tomei antes de ir pra uma festa e isso nao é harmônico qnd se está vulnerável ela nao te da uma viagem da hora…eu tomei e nos primeiros momentos era demaiss… a mesma sensasão da primeira vez e acabei por tomar 5 delas depois….ah depois…. passei mal, meu corpo pesou, minha cabeça,meu pulmão parecia inchado e eu tive a paranóia de que nao ia mais conseguir respirar..loucura mesmoo!!tive unma viagem errada bad, comecei a ter medo de tudo, e sintomas de esquizofrênia…mania de perseguiçao e sentidos muito aguçados, tudo me assustava, qualquer baruhlo eu pulava…fui pra casa e continuei na bad…com muuuiito medo e viajem demais pro meu lado espiritual… hj nao seu se tomaria novamente… tive uma viajem que por certos momentos eu parecia estar tao lucida que era coisa real da minha mente e que realmente estavaa acontecendo, mais ao mesmo tempo vinha as risadas meio diabolicas…uma sensaçao horrivel como se eu perdesse o controle do meu corpo e principalmente da mente…acredito que a palavra que eu posso resumir para o que aconteceu nesse dia foi que nosso corpo fica totalmente VULNERÁVEL ao tomar essa semente como se qqr coisa tomasse conta do meu ser, coisas boas e também espiritoss ruins que se aproveitavam do momento para se manisnfestar e manifestar a AGONIA…acredito que tudo isso faz parte da bad errada, porém as vezes acho que foi tao real que nao sei se tomaria de novo…tudo depende do ambiente e da paz interior que vc se encontra… tomar em festas e ambientes pesados com certeza vc terá bad trip e medo de morrer!!!

    • Oi ma, sabe, eu penso q qdo tomamos esses alucinogenos, as nossas defesas do ego ficam rebaixadas por isso q os outros passam a ter acesso facil a nossa mente, nos atormentando. É como no sonho, nele não controlamos nada, o inconsciente acessa livremente a consciencia, sem censura da vigília. E imagina, já tomei chá de cogu e fui numa festa, meu, foi um dos piores dias da minha existencia, imagine tomar ARGYREIA e ir na balada, senti o seu pavor ao ler sua msg. Nossa parabéns por ter sobrevivido!

  5. ja experimente essa viagem mais de tres vezez e nunca me deo dor de barriga nem injou, fiquei bem loco eu e outro camarada, mas nem imagino, nem loco tomar a semente e ficar em um quarto nao da meu irmao, e outra coisa as vez q usei sempre fumei uma bomba uma hora depois de comer as sementes, uma toxa e obrigado a ter pra o cara pira mesmo se afina de rii kkkkk tem q ter a toxaaa um basiado, se nao o efeito e fraco, nao tem futuro tem que ter o THC junto meu irmao , uma hora depois, de comer as sementes

  6. Olá pessoal. É o seguinte, o usde plantas enteogenas requer mt cautela alem de estar ao redor de pessoas experientes na trip pra te auxiliar caso vc mergulhe do fabuloso mundo das maiores bad trip possiveis: A DAS PLANTAS ENTEOGENAS. Já utilizei algumas vezes argyreia, mas preciso compartilhar mh experiencia mais recente, no qual substimei seu poder. Ingeri 25 sementes e tiv uma experiencia de quase morte. Obvio, delirio total, cisão da mente e corpo. Entretanto causei uma intoxicação no meu organismo (chama-se ergotismo, pesquisem a respeito). Meus batimentos cardiacos chegaram a 35pm, nao consegui mais me mexer, as veias do meu pulso desapareceram e em meu pensar, já estava me despedindo daqueles q amo e da vida. Tive um flash back, vi a mh vida desde a infancia com bm pouca idade, lembranças q nem sabia q tinha. Viagem sen sa cio nal, claro, agr q passou, posso avaliar assim, entretanto, na hora não foi tão legal! Transcendencia pura! Divino.

    • Renata, pelo amor de Deus meu amor.

      Vc deve quase ter se matado.

      Você já ouviu falar que a diferença entre o veneno e o remédio é a quantidade?

      Normalmente o pessoal toma 5 sementes dessa. E passa 8 hrs doido.

      VC TOMOU 25!!!

      Você ta querendo se matar???

      Ergotismo pode causar coma e morte. Fica esperta. SE é que deu tempo de vc ler essa minha msg.

      Puts… toma a parada mas com responsa.

      • Kkk é verdade, cara, foi mta bad, tenso! Eu sentia meu corpo parando de funcionar, e aí eu me entreguei mesmo, parei de noiar e pensei “qr saber? valeu, foi bom enqto durou. Tô indo nessa”. Foi nesse momento q eu tive a brisa total, parecia como se tivesse uma força me puxando pra fora, parecia q era a morte mesmo querendo me levar, extraindo algo de mim, uma força do peito pra fora. Nesse momento acessei um outro lado ae… q não conhecia até então…Nossa, isso foi mto louco. Acho que só não morri pq não quiseram me levar…

        E o mais pirado, o amigo q estava comigo teve a viagem de que nós já estávamos todos mortos e que haviam encontrado nossos corpos lá jogados.

        Eu tomei mto pq eu achava q essas sementes eram de uma especie menos potente da que eu já havia tomado.

        Pra vc ver né? Tem q tomar cuidado com isso ae…

        Paz e boa sorte pra nós!

  7. Nossa nunca tive uma experiência assim, mais tenho vontade e medo ao mesmo tempo. Tenho medo de não voltar, minha cabeça já é uma viajem naturalmente.

  8. Tomei essa parada e só me deu uma puta ânsia de vômito, das brabas mesmo. Tomei 4 sementes, nesse esquema de mastigar com suco. Só consegui ficar deitado o tempo todo, qnd começava a viajar no som q eu ouvia (Zombi), minha gata ficava me azunhando e cortando minha lombra. fechei a porta do quarto e ela ficava miando. Deixei ela entrar e interagi um pouco com ela, foi feliz nessa hora, mas o estômago continuava zoado. Qnd eu me levantava meu corpo meio que tremia, era estranho andar. Finalmente (umas 4 horas depois) a vontade extrema de vomitar foi se misturando a uma sensação de estômago vazio e ansiedade. Fui na cozinha mas não conseguia segurar as coisas direito, então peguei uma uva e comi. UMA uva. Deitei e 5 minutos depois fui no banheiro e vomitei brutalmente, mas muito mesmo. Voltei pra cama e fui voltando ao normal aos poucos. No outro dia ainda estava meio sequelado.

    Não recomendo a trip, pode ter sido a gata perturbando, eu ter tomado sozinho no escuro, não sei o que foi. Pode ter sido o pé-de-moleque de promoção (2 por R$2) que comi depois do almoço. Mas ânsia de vômito e sensação de intoxicação pra mim não é nada estimulante ou viajante.

  9. Brother, muito louco sua viagem…
    Nunca tomei essa semente, fico admirado como você conseguiu se lembrar de cada detalhe.
    Eu particulamente, não me lembro de nada no outro dia. hehe

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