É nos confins do universo que se encontra a diversão.

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Vamos começar pelo óbvio: Guardiões da Galáxia é o melhor filme da Marvel. Melhor que o Cara de Lata, melhor que o Soldado Invernal, melhor até mesmo do que a bendita Iniciativa Vingadores. A HQ homônima, criada originalmente por Arnold Drake e Gene Colan, e repaginada por Dan Abnett e Andy Lanning, não é a mais famosa do universo Marvel, mas sua adaptação para Hollywood conseguiu transcender o gênero “filme de herói”, se tornando um clássico instantâneo do cinema de aventura, ação e Sci-Fi.

Por entre planetas abarrotados de seres bizarros e mulheres coloridas estranhamente atraentes, surge uma trama bastante simples: um certo grupo de desajustados (rebeldes, interesseiros, soldados…) tem de unir forças para derrotar um inimigo em comum. Para isso, eles precisam lidar, da melhor forma possível, com uma carga preciosa de poder incalculável.

Ok, ok, a premissa pode parecer comum. Mas é na construção dos personagens que se encontra o grande mérito de os Guardiões da Galáxia.

O ótimo roteiro, talhado pelo diretor James Gunn em parceria com Nicole Perlman, consegue explorar a fundo a personalidade de seus protagonistas, elucidando cada cicatriz, se fazendo entender a cada piada, justificando mudanças de comportamento e motivações com argumentos sólidos, extremamente convincentes e hilários em quase todos os momentos determinados momentos. 

Os autores celebram a individualidade de seus personagens esmiuçando suas particularidades e sentimentos, os tornando especiais a sua própria maneira. Ao mesmo tempo, conduzem de forma cadenciada a aproximação dos mesmos. Em outras palavras, o texto faz destes indivíduos únicos um grupo inseparável, e isso sem forçar a barra em momento algum.

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Jornalista guerrilheiro, entusiasta de games ligeiramente sangrentos. Já teve banda de Heavy Metal, hoje toca Beatles no violão. Ama a sétima arte de forma visceral, prefere dramas reais - pois acha que a vida em certos momentos é incrível demais para ser verdade. Já escreveu sobre cinema, música e jogos em alguns lugares, hoje é editor do site Crítica Daquele Filme... e precisa fazer mais exercícios.

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