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Com o lançamento de Vingadores nos cinemas, a Marvel não só realizou o sonho de milhares de fãs de quadrinhos, como também fez algo ambicioso. Em vez de planejar um filme da superequipe com elenco barato, a produtora construiu todo um universo com filmes independentes de cada um dos integrantes da equipe. Apesar de filmes como Capitão América e, principalmente, Thor ficarem um pouco abaixo da média, o resultado final foi sensacional. O grande desafio da Marvel agora é seguir com os filmes solo pós-Vingadores, depois de mostrar ao mundo inteiro que esses heróis realmente habitam o mesmo espaço. E o primeiro dessa chamada Fase 2 foi Homem de Ferro 3.

O novo filme é divertido, mas está bem abaixo dos outros três filmes em que o Homem de Ferro aparece (incluindo aí Os Vingadores). Quando saíram as primeiras informações, muito se falou de que estariam mudando demais o personagem, deixando ele muito deprimido e que esse filme seria mais sombrio. Embora realmente tenha o elemento da depressão e do medo de Tony Stark, esse não é o principal problema do filme. Na verdade, é até interessante ver como um homem comum lidaria com o fato de que a Terra quase foi destruída por uma frota alienígena. O problema mesmo está na escolha do vilão.

Confesso que não conheço praticamente nada de Homem de Ferro nos quadrinhos, mas sei que o Mandarim é um vilão tradicional da galeria do personagem. No filme ele é retratado como um terrorista internacional, bem ao estilo Bin Laden e, em um mundo habitado pelos Vingadores e pela Shield, não me parece uma boa escolha um vilão desses para um filme solo. A cada bomba detonada em solo americano pelo Mandarim, era impossível não pensar “onde diabos estão os Vingadores?”. Ou pelo menos a Shield. Os Estados Unidos estão sendo atacados e a maior agência de inteligência do país simplesmente não dá as caras.

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A desculpa poderia ser de que estão enfrentando problemas maiores, mas até nos dois primeiros filmes do Homem de Ferro, com vilões que tinham problemas pessoais com Tony Stark, a Shield apareceu. O mínimo que se esperava com um terrorista era que enviassem a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro. Além disso, no filme temos a criação do Patriota de Ferro como um símbolo do poder americano, algo que soa desnecessário quando lembramos que ele vive no mesmo mundo do Capitão América. Teria sido mais interessante permanecer com o Máquina de Combate. Sem contar que o tal símbolo do poder americano pouco faz na história. Era de se esperar que com uma armadura dessas ele estivesse pronto para emergências, mas nunca aparece nos ataques terroristas.

Pelo menos a ação do filme continua tão empolgante quanto nos filmes anteriores e ainda consegue trazer novidades. Com uma nova armadura controlada pela mente, Tony Stark acaba aparecendo com maneiras bem criativas de enfrentar os inimigos. A cena em que aparece o exército de armaduras do Homem de Ferro também é sensacional, apesar dos inimigos enfrentados por elas não terem muita graça e serem apenas bucha de canhão. A batalha final entre o herói e o grande vilão supera de longe a luta dele contra Ivan Vanko no segundo filme. Sem contar que a história envolve um plot twist bem interessante envolvendo o Mandarim e seus ataques.

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Até o Tony Stark ficou entediado com o filme

Apesar de divertido, Homem de Ferro 3 é bem inferior aos seus antecessores, principalmente por tentarem deixar o personagem com um ar mais sério. Foi colocada inclusive uma narração em off totalmente desnecessária, com Tony Stark dizendo algumas frases de efeito principalmente no final do filme. Mas o principal problema mesmo ainda é o roteiro que não soube levar em conta que o personagem não está sozinho neste universo de super heróis. Vamos esperar que a Marvel não cometa o mesmo erro nos próximos filmes solo de seus personagens e coloque situações que nos faça esquecer que existem outros heróis. Porque até agora não me sai da cabeça a pergunta “cadê a Shield?”

Iron Man 3 (EUA, 2013)

Diretor: Shane Black

Duração: 130 min

Nota: 7,5

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Felipe Storino é carioca, criado na Zona Norte do Rio de Janeiro e radicado no Espírito Santo. Possui três grandes paixões: o Flamengo, cinema e games. Sobre os games, começou nessa vida ainda na época do Atari e do Odyssey e nunca mais largou os joguinhos. Quando não está jogando, está assistindo filmes, séries ou lendo gibizinhos. Recentemente virou grande entusiasta dos jogos de tabuleiro, comprando mesmo quando não tem com quem jogar. É orgulhoso possuidor de um Super Nintendo e um Master System 3 originais.

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