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Quarta feira, 3 AM. De barriga cheia de pizza de muzzarela da Sadia e sorvete de flocos com pêssego em calda – tempo de vacas gordas. O pastor da Universal havia abençoado meu cachimbo pela TV. Estava estagnado. Olhei o celular piscar e vi parte do texto. Identifiquei como um link e logo me interroguei: “ou é pornografia ou é humor de internet”. Abri. Era um clipe do Job for a Cowboy.

Minha reação instantânea ao fim do clipe: MEU DEUS, O QUE é ISSO?

Eu ouvi JFAC por um tempo considerável em minha vida. Nunca desconfiei do potencial da banda de se superar. Sabia que essa era a banda de deathcore/metalcore mais pesada que eu já tinha ouvido (e sei que vai ter hater que vai falar “mimimi eu sou mais fã que você” ou “aff, que poser” – i don’t care!). Mas esse clipe extrapolou meus limites de abstração a um trabalho desta magnitude.

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Começa pela poesia das cores da fotografia e o movimento de câmera das cenas. O contraste do peso característico do som, mais o suspense da velocidade dos atores. E que atores! Totalmente selvagem, sem compromisso com qualquer realidade, é a pura expressão de uma idéia. Música para surdos.

Job for a Cowboy era uma das principais bandas da minha biblioteca. Mas com o tempo, o barulho pesou muito e eu deixei um pouco de lado. Hoje, vejo que o tempo fermentando só valeu positivamente no nosso caso. Apresento uma obra prima digna de reconhecimento, ainda que tardio. Sem mais delongas, senhores, nove minutos de Job for a Cowboy “Tarnished Gluttony

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