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#Viva e deixe morrer

No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) nos apresenta um dia na vida do oficial Cage (Tom Cruise). Contra sua vontade, ele é enviado para a mais importante batalha da raça humana contra os Mimics, espécie alienígena que assola a Terra. Por ironia do destino, o soldado se torna peça fundamental para uma possível vitória do exército dos homens, isso ao descobrir que desenvolveu a habilidade de reiniciar aquele mesmo dia toda vez que morre.

Ou seja, ele não morre. Depois de ser destroçado por um Mimic, esmagado por um avião, ou tomar um tiro na cabeça, Cage acorda sempre na mesma manhã. Tudo ao redor dele acontece metodicamente da mesma forma, mas suas ações podem influenciar a ordem dos fatores, pois aquele que conhece o momento exato de desviar, tem maior chance der vencer o confronto.

Só que para conquistar a habilidade de realmente conseguir desviar de qualquer coisa, ele vai precisar de muita ajuda, mais especificamente da ajuda e do treinamento da Full Metal Bitch Rita (Emily Blunt) – a tradução seria algo como Vadia de Ferro, um apelido carinhoso da moçoila, que exemplifica o quão eficiente ela é no ofício de matar Mimics.

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O grande diferencial de No Limite do Amanhã é seu humor. Tom Cruise realiza um excelente trabalho ao fugir daquele estereótipo de fodão, e se permite ser enxovalhado e humilhado por tudo e todos. Obviamente, com o tempo ele se torna o fodão, mas até lá a zuera é imensa. Depois resta apenas acompanhar as sequências de ação, que são arrasadoras, para se dizer o mínimo.

Efeitos especiais incríveis criam uma espécie de inimigo espacial extremamente ameaçador, uma mistura das sentinelas do Matrix com o Space Jockey do Ridley Scott. Todo trabalho de cenografia, trilha sonora e figurinos funcionam perfeitamente. Os pesados trajes, que servem como exoesqueletos que fortalecem os soldados, geram algumas sequências bélicas memoráveis, e também ótimas piadas.

O filme foi dirigido pelo americano Doug Liman. Ele fez o primeiroA Identidade Bourne, mas depois lançou algumas porcarias, como Jumper eSr. & Sra. Smith. Aqui ele finalmente se redime. Como toda a história se passa no Reino Unido, e a maioria da equipe de filmagem e elenco é formada poreuropeus, incluindo a belíssima e atlética Emily Blunt, o filme ganha um caráter intercontinental bem distinto, ainda mais com a cara do Tom Cruise como astro principal. Uma mistura de influências que sempre funciona bem, pois mescla aquela autenticidade técnica imersiva do cinema europeu, com o sentimento “Explosions? Fuck Yeah!” de Hollywood.

Enfim, No Limite do Amanhã é tão divertido que você vai querer ver de novo. É o dia da marmota mais uma vez. A direção de Liman é precisa, o roteiro, que adapta a série mangá All You Need is Kill, de Hiroshi Sakurazaka, chega a ser brilhante em determinados momentos, inovando de maneira instigante este conceito de repetição. E Tom Cruise e Emily Blunt formam uma dupla implacável, que no final do dia, se tornam heróis admiráveis. Recomendado.


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Jornalista guerrilheiro, entusiasta de games ligeiramente sangrentos. Já teve banda de Heavy Metal, hoje toca Beatles no violão. Ama a sétima arte de forma visceral, prefere dramas reais - pois acha que a vida em certos momentos é incrível demais para ser verdade. Já escreveu sobre cinema, música e jogos em alguns lugares, hoje é editor do site Crítica Daquele Filme... e precisa fazer mais exercícios.

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