Olá, Pachuchus!

Começaram oficialmente as Olimpíadas aqui na nossa terra de Brasil e mesmo com 28374382 modalidades para assistir, consegui arranjar um tempo para resenhar mais uma obra lançada pelos lindos e lindas da Darkside Books.

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Como bem diz o título da resenha, o livro da vez é O Menino que Desenhava Monstros. Escrito por Keith Donohue, a obra conta a história de Jack Peter, um garoto com Síndrome de Asperger que quase morreu afogado. Após o incidente, Jip se tornou uma pessoa diferente. Mais fechado do que normal, mais calado que o normal. Uma das únicas coisas que deixava Jack Peter feliz e calmo era desenhar. Monstros, principalmente.

E esses monstros começam a ganhar vida. Literalmente.

Uma coisa que Keith deixa bem claro em seu livro é que ele retrata o ambiente familiar cuja estabilidade já viu dias melhores. Ele não explora a Síndrome de Asperger e como ela afeta os relacionamentos familiares como se tudo tivesse saído diretamente de um comercial de margarina. E isso é maravilhoso. Ele mostra o lado real dessa síndrome e suas consequências.

A atmosfera do livro é densa e pesada. Você sente um desconforto nas interações entre Jip, seus pais, e seu amigo Nick, filho dos vizinhos. É um sentimento que fica quieto e cutucando o fundo do seu cérebro. Você não consegue identificar logo de cara, mas ele te incomoda. É a sensação de que alguma coisa está muito errada, mas você não consegue descobrir o que é. Pelo menos não até a última linha do livro.

O Menino que Desenhava Monstros é uma história de terror psicológico e, como vocês bem sabem, terror psicológico não é explícito. Muitos dos significados e explicações estão escondidos nas entrelinhas ou são parcialmente lançados pela trama através de detalhes. Porque é isso que o terror psicológico faz, ele conta a história toda através de detalhes e simbologia.

[Gostaria de exemplificar melhor esse ponto, mas se eu o fizer, seria um spoiler e minha política pessoal não permite.]

Como disse previamente, a história do livro não é nítida e mastigada para o leitor, você precisa ler até a última linha, pensar e, principalmente, prestar atenção. Só fui compreender totalmente quando terminei o livro e ainda tive que ligar alguns pontos que foram mencionados rapidamente em outros capítulos.

A história de Jack Peter não é uma história feliz. O Menino que Desenhava Monstros fala sobre ressentimento, medo, vulnerabilidade e mostra que nem sempre a criatura que se esconde nas sombras é o verdadeiro monstro.


o-menino-que-desenhava-monstros-darkside-keith-donohue-3dTítulo:
O Menino que Desenhava Monstros

Autor: Keith Donohue

Tradução: Claudia Guimarães

Editora: DarkSide Books

Páginas: 256

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