Sabe quando algo é tão ridículo que ganha proporções absurdas, pois é. Esse é o mais novo episódio do blogueiro Mauro Tavares contra a representação de homossexuais nas HQs. O espetáculo de vergonha alheia começou logo após as duas maiores editoras do mercado de HQs, a DC e a Marvel, anunciarem eventos ou personagens homossexuais em suas publicações. Claro que como um bom esquerdista babaca sedento por justiça social, eu não pude deixar quieto, ao imitir uma nota de repúdio no Contraversão ao post publicado no blog Caixa de Gibis “A Derrota dos Super-heróis: Ou porque não precisamos de heróis gays” onde Tavares se esforça para racionalizar a premissa do título. Óbvio que ele não apenas fracassa, como vira motivo de vergonha alheia para todos nós. A brincadeira vai além, com a publicação de “EXCLUSIVO! Lanterna Verde gay prejudica indústria de brinquedos!” onde o autor, alegando possuir uma fonte inédita e anônima, argumenta que a venda de produtos licenciados do Lanterna Verde estaria sendo prejudicada por um boicote silencioso por parte da indústria de brinquedos.

Claro que ele esquece de comentar no blog dele sobre o fracasso comercial do filme licenciado e que Earth-2 #2 (onde o Alan Scott gay “debutou”) alcançou o Top 10 de vendas nos Estados Unidos. Dessa vez a merda bateu no ventilador e foi parar no Bleeding Cool. O mais engraçado foi a reação do próprio público brasileiro ao evento, comentando nunca antes ter ouvido falar do site “Caixa de Gibis” ou até mesmo de seu autor, Mauro Tavares. Fiz questão de ir no fórum de comentários do site inglês, comentar que mesmo vocal – justamente pelo tom reacionário e polemista – a opinião homofóbica do blog Caixa de Gibis não condiz com a maioria dos brasileiros inteirados no assunto, muito pelo contrário.

Essa semana, James Robinson (o roteirista de Earth-2) comentou no painel da San Diego Comic Con 2012  que a reação mais negativa da notícia veio por parte do público brasileiro e  que só de birra, o próximo namorado do Lanterna seria brasileiro. Claro que quem conhecia o assunto poderia ligar a situação ao infame blogueiro e seu surto homofóbico. Em represália, Mauro Tavares publicou hoje o post “Os Brasileiros foram os mais Corajosos!” que agora eu pretendo contra-argumentar. Mauro Tavares alega que as declarações homofóbicas e a reação negativa de James Robinson dão a ele “orgulho de ser brasileiro” argumentando que nós resistimos a uma suposta “lavagem cerebral da agenda esquerdista“, e que o uso da expressão “homofobia” blinda o artista de possíveis críticas.

Outro absurdo contraditório é deferido quando Mauro Tavares diz “O Lanterna Verde de James Robinson é uma prova da falência da indústria de quadrinhos de super-heróis quando cai na mão de ideólogos que, em vez de realizarem o seu trabalho, construírem boas peças de entretenimento, preferem fazer militância política.” Essa é a nova piada onde Tavares apresenta dificuldade em articular o que deveria ser uma “história de super-heróis”. Onde ele acusa James Robinson de ser ideólogo (e esquece que seu próprio tom fascitóide é apologético), reduzindo os quadrinhos como mero entretenimento descompromissado, usando argumentos que por décadas foram utilizados por moralistas e religiosos para desqualificar o potencial das HQs como mídia e meio de expressão. O autor do Caixa de Gibis ainda comenta sua “repercussão internacional” no Bleeding Cool (um  tímido post de final de semana, diga-se de passagem) Onde ele acusa o site, uma das principais fontes de notícias de HQ no mundo todo de “promover militância esquerdista em HQ” e seu diretor, Rich Johnston de ser um ” um jornalista britânico manipulador que odeia os EUA“, aparentemente voltamos nos tempos de McCarthismo.

Ele afirma que o silenciamento e perseguição intelectual e social de gays é digno de “orgulho brasileiro” Não apenas sua voz representa uma minoria constantemente ridicularizada por fomentar um sentimento revanchista que assola o debate político de nosso país há uma década, como a única coisa que eu sou capaz de sentir em meio a tanto ufanismo é vergonha. Parece que eu não vivo no mesmo país do blogueiro, onde questões como direitos dos homossexuais, minorias e agendas sociais são elementos nocivos para a sociedade. Parece que de fato eu vivo em uma Terra-2, onde adolescentes gays são espancados e até mesmo assassinados na Av. Paulista aqui em São Paulo, onde perseguição e ostracismo são responsáveis por índices alarmantes de suicídios entre homossexuais jovens, onde instituições políticas e religiosas sistematicamente sabotam campanhas de conscientização aos direitos civis e até mesmo prevenção de DST/HIV. Para Mauro Tavares não existe homofobia, apenas uma “agenda esquerdista de lavagem cerebral” e isso é tudo que sua falta de perspectiva consegue enxergar, uma pena.

Fiquem então, com a nossa campanha (compartilhem ela se possível):

* Banner atualizado, graças ao Eurico Junqueira.

Créditos imagens: @giancarlozero e @chavespapel

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33 COMENTÁRIOS

  1. Ótimo texto. Realmente, quem é esse Caixa de Gibis? Nunca tinha ouvido falar desse “ser”. Um homofóbico desses só me passa vergonha alheia, não sinto orgulho nenhum de saber que por causa de uma opinião tosca dele o mundo acha que o Brasil é assim homofóbico… eca. Quem tem que ser processado aqui é esse Mauro Tavares e seu blog fomentador da cultura do ódio.

  2. pelo menos não foi aqui que teve a marcha de 1 milhao de maes catrolicas contra a revista,aqui no brasil no maximo criticaram e o james falou que os brasileiros são homofobicos,a critica do mauro por mais que eu discorde para mim não foi homofobica e por falar nisso o escritor matou o namorado do cara em 1 edição foi mais superficial e mau escrito que a morte da namorada do kyle na geladeira,alem de ter copiado o lanterna verde do stan lee,ou seja por mais que curta o escritorpor starman(e somente isso) atualmente ele ta senil que nem o grant morrison

    generalizar os brasileiros é uma forma de preconceito que o cara fez e vocês ficam babando o ovo do gringo sinceramente só nos babacas brasileiros para fazermos isso

    • “Pelo menos não foi aqui que teve a marcha de 1 milhão de mães católicas contra a revista”

      Primeiro, nunca existiu marcha apenas um baixo-assinado, mesmo assim a questão não é a força por trás de quem representa essas manifestações de ojeriza.

      “Aqui no Brasil no máximo criticaram e o James falou que os brasileiros são homofóbicos”

      não tenta amenizar o tom porque você sabe que o mundo não funciona assim, para adotar uma postura homofóbica você precisa ser apenas vocal.

      “A critica do mauro por mais que eu discorde para mim não foi homofóbica e por falar nisso o escritor matou o namorado do cara em 1 edição foi mais superficial e mau escrito que a morte da namorada do kyle na geladeira.”

      Cara, foi homofóbica ao falar no título que a presença de super-heróis gays é uma “derrota” ao gênero e que em tese, não se precisa dos mesmos nas histórias. e esse é apenas UM ponto entre tantos outros.
      E daí se ele matou o namorado do Alan Scott logo na terceira edição? Isso menospreza ou infere o fato do personagem ser gay? Não sei se entendi seu ponto de vista com essa constatação.

      “Alem de ter copiado o lanterna verde do stan lee,ou seja por mais que curta o escritorpor starman(e somente isso) atualmente ele ta senil que nem o grant morrison”

      rant de fanboy seboso.

      “generalizar os brasileiros é uma forma de preconceito”

      sim, eu concordo com você, mas esse não foi o caso, ele alegou que a maioria das reações negativas vieram de brasileiro. Ou por acaso você leu que “todos os brasileiros leitores de hqs SÃO homofóbicos?”

  3. A posição dominante (ou de quem fala) nunca é vista como ideológica, assim fica difícil pra um cara como esse ver que as HQs sempre foram ideológicas, porém a favor dos EUA. Ou seria coincidência que durante a segunda guerra os Invasores lutassem contra o Eixo? E durante a guerra fria o Hulk ter sido criado por sabotagem da URSS, isso sem falar do Homem de Ferro reformulado do cinema que foi sequestrado por “terroristas” do Oriente Médio! Ou seja, todo discurso tem posicionamento ideológico, e as HQs não escapam disso. O texto do Mauro só confirma que o discurso foi eficaz, pois até mesmo fora dos EUA conseguiu gente que comprou a conversa da luta entre o bem e o mal e da possibilidade de resolver os conflitos no soco e nos raios.

  4. Sabe, o que me surpreende não é tanto o fato de ele ter errado a primeira vez com o artigo “A Derrota dos Super-heróis”, mas sim ter INSISTIDO no erro com o “Orgulho de ser brasileiro”.

    Não conseguiu admitir a cagada e ainda tentou ratificar, sabe?

    Excelente texto, Roberto, como sempre. :)

  5. Na moral, ambos são idiotas. O Autor por ficar criando polêmica e com isso vender gibi, e o maluco por postar, na boa mesmo, embora eu não tenha nada de homofobismo, achei uma tremenda babaquice toda essa discussão em relação a um personagem inanimado. Temos problemas muito mais graves em território nacional.

  6. Eu não sei se é a página correta para discutir o assunto, mas é interessante a título de consideração.

    Eu não quero com meu comentário municiar comportamentos preconceituosos, então quero deixar claro que quanto a ser ou não gay cada um faz o que quiser da própria vida e que assim como existem gays na vida real, devem haver nos quadrinhos – porque os quadrinhos são – dã – feitos por pessoas para pessoas.

    Eu sou contra a reformulação do Lanterna. Não porque ele tenha sido reformulado como gay, mas por ter sido reformulado sendo um dos pilares históricos dos quadrinhos. Eu li o “Livro das Mentiras” do Brad Meltzer a pouco e vi o potencial da mitologia dos quadrinhos para a produção de conteúdo nele de uma maneira única: a pouco tempo eu não era lá muito fã da mitologia do Superman, mesmo com o brilhante comentário sobre ela em Kill Bill Vol. 2.

    Eu sei pouco sobre a mitologia do Lanterna e posso estar dando um tiro no escuro, mas me parece que parte das “reações negativas” que o sujeito manipulou pra fazer parecer homofobia é só dissonância cognitiva pela reformulação de uma personagem histórica.

  7. A respeito desse rapaz Mauro Tavarez sinceramente só se pode esperar algo do tipo, fiz parte de um debate com ele no facebook onde além de não conseguir convencer ninguém de suas teses começou a ofender aqueles que eram contrários. Exatamente como faz com o autor agora! Sou fã de quadrinhos e garanto que o que incomodou a grande maioria de nós não foi o fato do personagem ser gay, mas sim pegar um personagem de mais de 70 anos de história, hétero, sem nenhuma menção anterior a homossexualismo, com dois filhos e o tornarem gay, sei que foi num reboot e por isso aceito. Por que não teve essa repercussão com o Estrela Polar da Marvel? Por que na editora nunca se escondeu o fato de ele ser gay, sempre soubemos e a vida continuou sem estardalhaço, sem nenhum problemas. Por que não teve essa repercussão com a Batwoman? Por que desde que essa nova versão surgiu nas histórias do Morcego, sabíamos que ela era homossexual e tudo bem, continuo lendo suas histórias sem nenhum tipo de restrição!

  8. Synthzoid, muito bom teu post cara.

    Só um toque pra não te tirar mérito: quando vc escreve “ao imitir uma nota de repúdio”, ainda no primeiro parágrafo, o correto seria “ao emitir uma nota de repúdio”.

    Seria ‘emitir’, não ‘imitir’.

    Parabéns e força na campanha!

    Abs

  9. Eu li o site Caixa de idéias e esse Tavares é o típico bem comum de crítico. O fracassado que nos quer ensinar como se

  10. Faz um tempo que, para manter minha paz interior, passei a ignorar o que esse rapaz da “caixa” escreve por aí.

    De todo modo, duvido que uma postagem dessa pessoa vá “manchar a imagem dos brasileiros no exterior”. Ele tem um pensamento tacanho demais pra tamanho feito.

    Contudo, acredito que a resposta mais adequada para essa situação (e todas as similares) é acompanhar o Mix em que Terra 2 está incluída. Se vc, assim como eu, não se importa com orientação sexual do lanterna, ou acha bacana ele ser gay, ou é maduro o suficiente para não achar que a mudança na sexualidade do Alan Scott é um ataque à sua própria, compre o gibi.

    Mas não o guarde numa caixa. O mantenha, como as suas ideias, num lugar arejado.

  11. Muito bom o texto.
    Sabe o que me deixa mais triste nessa história toda?
    O cara tem todo o direito do mundo de não concordar com o modo de vida das outras pessoas; o cara tem todo direito de não querer ver seus heróis reformulados. Mas ele não pode fazer uma besteira desse tamanho, e bater no peito dizendo que fala por todos os leitores brasileiros.
    Aliás, esse é mais um episódio lamentável dessa saída de alguns heróis do armário. Foram poucas as críticas que vi que tinham uma base razoável de argumentação. A grande maioria se baseava nos preconceitos pessoais de seus autores, e tinha um caráter bastante agressivo e irracional.
    Tenho muita pena de pessoas como esse cara, que demonstra ter uma cabecinha tão tacanha…

  12. A galerinha de hoje em dia é bem canalha mesmo. Difamando o nome do cara, escrevendo um texto cretino que relaciona opinião com extremismo… A Internet faz as pessoas que estão na Matrix pensar que podem fazer qualquer coisa para defender seu direito de ter plugues socados na nuca.
    Mas é isso mesmo que nerds covardes fazem: Linxamento pela Internet, porque ao vivo eles são uns fracotes que são assaltados na Sé por um pivete e ficam com sindrome do panico.

    • Pois é cara, que nem você fica quando é assaltado em qualquer ocasião ;) Pior que a Internet é a síndrome de invulnerabilidade que alguns denominados machões acreditam ter.

      Meus pêsames pra você rapaz.

  13. Pesames pra mim porque exatamente filhote? Voce mostrou nesse texto que discute usando palavras e vazias, como essa sua resposta, que tem apenas peso estetico e conteudo zero. Quem é voce para ostracizar uma pessoa e difamar seu nome garotao? Que envergadura intelectual ou moral voce tem, pra fazer linchamentos pela Internet? Voce é um tipico rapazinho paulista de esquerda, talvez o namorado do Lanterna Verde deveria ter o seu nome.

    • Perdeu a compostura rapaz? Quem sou eu? Alguém que não se esconde atrás de anonimato e falso bravado, pra começo de conversa.

      Alguém aqui foi ostracizado? difamado? Não de onde eu vejo

      Então baixa a franga antes de ficar escalando esse tipo de papinho.

      • A menina paulista esquerdista, que poe fotinhos de cachorrinhos no facebook e é um homofilo fanatico a ponto de chamar de homofobico qualquer um que não idolatre o homossexualismo, me chamando de franga! Voce não pensa nas merdas que voce fala não, seu bocó?

        • Engraçado, você está criticando o Roberto, dizendo da falta de coragem e coisas do gênero. Até agora não vi você defendendo seu ponto de vista, apenas está tentando desestabilizar o debate, assim como o Mauro Tavares fez diversas vezes.

          Se você gosta tanto da visão dele, ao ponto de defende-lo e nos acusar de difamação, que tal sair fora e ir atras daqueles que partilham dessa mesma opinião?

          E outra, se ele ou qualquer outro se sentir ofendido com algum texto ou opinião exposta aqui, a justiça está ai para isso, agora tem que ter culhões para fazer algo do gênero, pois qualquer um corre o risco de abrir um processo contra nós e ele passar a ser a nosso favor.

          Vamos nos ater ao debate e não a ofensas ou insinuações baratas.

        • amigo, “paulista” não é ofensa. “esquerdista não é ofensa. Ao contrário da sua laia eu nunca precisei articular argumento pra suprimir o absurdo que existe por trás de suas ideias reacionárias. Se você tem algo contra homossexuais e sua opinião se restringir a isso, você é sim homofóbico. ponto final.

          E sim, virou a partir do momento que ao contrário de você, não me faço de vítima ou oprimido. A única realidade aqui é que seus argumentos são fracos.

        • e ao contrário de você, eu não fico por ai dizendo que sou vítima da “ditadura do politicamente correto” venho dar a cara a tapa e tenho argumentos para sustentar meu ponto de vista. conviva com essa realidade

          • Voce não tem argumentos, voce tem um discurso extenso e empolado, um engana-trouxa e só.
            Seus argumentos tem uma logica fragil confeitada com palavras complexas. Sua argumentação se resume a: quem é contra qualquer pedido, exigencia, imposição ou manipulaçao do Politicamente Correto esquerdista gayzista, automaticamente é homofobico e merece ser excluido do debate. Pela sua logica, não existe nada a não ser o homofilo e o homofobico, ou seja é uma argumentaçao polarizadora, tipico de pessoas com baixo QI. Voce realmente acha que alguem com um minimo de inteligencia vai perder tempo argumentando com voce, garoto, ou vai te mandar pra puta que o pariu de uma vez?
            Com essa base argumentativa vazia sua, sequer é possivel iniciar um debate muito longo, basta um pequeno post para refutar a premissa e pronto.
            Eu não leio mais essa bosta de blog. Mas fique tranquilo, pessoas que pensam são minoria, logo sua base de leitores nao será prejudicada!

  14. Vamos ver os passos dessa dança:

    1) um sujeito de mentalidade tacanha escreve o que quer por aí. Até o ponto em que ele começa a falar pelos outros (todo o país, salvo engano), isso é problema dele.

    2) Gente que se indigna com esse abuso, mas insiste em dar atenção para essa tal pessoa, começa uma discussão/ campanha para torna-la alvo da própria crítica (como chamar um homofóbico de gay, por exemplo)

    3) Aparece alguém pra discodar dessa resposta, mas a discussão descamba para o lado da ofensa pessoal (momento onde todo argumento e racionalidade acabam)

    4) Todos se aborrecem, exceto a pessoa que queria ser assunto. Esse está gargalhando, pq conseguiu a platéia que queria.

    Parabéns a todos nós (claro que me incluo nessa), que continuamos alimentando com nossa atenção um sujeito que vive de polêmica barata. Que o atacamos cometendo esse tipo de excesso e o defendemos sem entender que isso faz parte desse joguinho medíocre.

  15. Pronunciamento oficial do blog Caixa de Gibis:

    Este blog não fala pelos brasileiros, mas os berruaso da vida e os mog bround da vida falam pelo Caixa de Gibis! Obrigado pelos milhares de novos leitores!

    Tem um cara chamado roberto berraiso, ou algo assim, não consigo lembrar o nome, que se dedica a me perseguir pelo twitter. De início fiquei até irritado, porque considerei que ele estava me difamando, depois deixei de lado, com tanta coisa pra pensar e fazer você nem liga pra isso. Adolescentes que se ocupam de brigar na internet são pessoas que só querem atenção.

    Do ponto de vista mais inocente você tem do outro lado um adolescente desocupado; o mais comum e provável seria de que se trata de um invejoso. Mas tudo não passa de besteira com que não perco mais tempo. Prefiro me concentrar em escrever bons textos para o blog.

    O fato é que hoje, depois de semanas, descobri que ele tinha escrito outro texto pra me difamar. O cara se preocupa mais com meu blog e meus textos do que eu mesmo. Porém os textos dele sobre o Caixa de Gibis e sobre mim fazem tanto “sucesso” na rede que nem eu mesmo chego a ler! Foram 15 dias sem que eu soubesse que o infante perdeu horas pensando em mim.

    Mas uma coisa é certa: a audiência do blog subiu cerca de 50% nos últimos dois meses e ganhei muitos novos leitores fieis, que apoiam minhas ideias.

    O Caixa de Gibis já é um dos mais originais e importantes sites de quadrinhos do Brasil, porque é influente entre pessoas com um bom nível intelectual.

    Não se limita apenas a traduzir notícias de sites estrangeiros ou fazer publicidade gratuita para as editoras, ganhar centavos com anúncios e enganar fan boys com resenhas retardadas, mas vai muito além, e realmente pensa as histórias em quadrinhos.

    O que faço, com nenhuma modéstia, nenhum crítico ou jornalista brasileiro que escreve sobre quadrinhos jamais teve coragem de fazer.

    Obrigado aos berraisos da vida por divulgar meu trabalho.

    E obrigado aos leitores do blog, que, concordando ou não, continuam ajudando a criar uma nova visão sobre os quadrinhos.

    • Há dois anos eu era proprietário de um pequeno e tímido blog chamado “nerdevils” (sei, o nome é infame) e foi lá no espaço dedicado aos comentários que tomei ciência da existência de Mauro Tavares. Na época, nosso querido blogueiro apenas focava seus esforços em sabotar com comentários depreciativos os posts em que eu e meus amigos nos esforçamos tantos para construir. O que era apenas uma questão de pontos de vista antagônicos foi reforçado pela atitude troll e chauvinista de Mauro Tavares, que hoje insiste em me chamar de “adolescente desocupado”. O que eu gostaria de deixar claro é que desde 2010 eu tenho registro de atividades do moço contra minha pessoa e meus colegas e o que eu resolvi fazer foi simples: reagir e não deixar barato.

      Ao contrário do nosso blogueiro, eu nunca precisei me portar como vítima. Acredito que a Internet é um espaço aberto ao diálogo e é com ideias que nós combatemos aquilo que julgamos como nocivo para a sociedade. Algumas pessoas podem se distrair com eufemismos, sofismas, prolixidades e retóricas de duplo pensar que mitigam o verdadeiro tom de discurso de ódio por trás de vários textos que circulam a Internet, vários deles escritos pelo próprio Mauro Tavares. Quando resolvi ir ao espaço de meus colegas blogueiros para denunciar Mauro Tavares, o motivo foi simples: o mesmo negou espaço em sua fan page para debater o post “A derrota dos super-heróis – Ou porque não precisamos de heróis gays” onde pifiamente Mauro Tavares insiste em dizer que não é homofóbico, por se tratar de “um artigo sobre quadrinhos”.

      Como bom paranoico, Mauro Tavares não acredita em nenhuma verdade liberdade além da sua, algo que exclui opiniões discordantes com seu ponto de vista. Embora seja livre para se expressar, assim eu também sou e enquanto entender seu discurso como nocivo, eu pretendo bater na tecla o quanto for necessário (o que pode aborrecer alguns amigos). O que você faz não é um trabalho de coragem, isso fica por parte dos homossexuais e outras minorias que você insiste em desqualificar e humilhar, você é um covarde que se esconde atrás de anonimato e retórica.

      Já escrevi dois posts belicosos contra seus ideais e o ridicularizo abertamente pelo simples motivo de não temer falsos eruditos que escondem discursos fascistas, que inclusive inventam “fatos” para suportar seus próprios pontos de vistas e teorias. O Caixa de Gibis aumentou seu número de acessos em 50%? Isso não é nada além de um apontamento estatístico isento de opiniões. Após o episódio pivô dessa rixa muitos que acessaram o Caixa de Gibis vieram até a minha pessoa compartilhar o sentimento de ultraje e ofensa.

      Se existe um indício qualitativo é porque infelizmente em nossa sociedade diversos brasileiros compartilham de suas opiniões infundadas sobre questões como sexualidade e política, se isso é bom, se reduz a uma mera questão de perspectiva que gradativamente tem sido combatida com diálogo e educação.

      Passar bem ;)

  16. Não dá pra ligar para o que esse Tavares diz. O cara é um ranzinza, onde 80%, no mínimo, do que ele escreve são críticas recalcadas sobre assuntos que ele adora mostrar que sabe, ou acha que sabe, num surto pseudo-intelectual típico de quem fala muito e no fim das contas não diz nada que preste, ou que valha a pena levar a sério.
    Na boa, indiferença é a sentença de babacas egóides como ele.

  17. Acho muito perigosa toda forma de generalização, como um leitor de HQ’s o que me fascina e atraí são boas histórias, independentemente do plano de fundo que usam para as mesmas, agora nitidamente tudo isso que vem ocorrendo seria tolerável se boas histórias estivessem sendo produzidas.
    Não sou inocente a ponto de defender heróis estáticos e imutáveis ,mas acredito que toda mudança deveria ser em busca de um objetivo maior, a arte! Notadamente toda essa preocupação com minorias (e sejamos sinceros os homossexuais de minoria não tem nada) nada mais é do que uma forma de gerar fundos com um material de qualidade notadamente questinável.
    Não consigo odiar o autor do texto citado, da mesma forma como não repudio o autor desse artigo, mas acredito que o ultimo citado deveria rever um pouco a sua forma de discordar, afinal pensar diferente não é crime (ainda). Toda generalização peca por ser superficial.

    Finalizando algo que me preocupa é o fato do roteirista ter se preocupado tanto com o “infame” artigo publicado, sei que em todo lugar você inconscientemente deixa seus rastos, aquilo que pensamos, mas toda essa preocupação com polêmicas me deixa receoso e entristece ao mesmo tempo, o certo é que temos vivido um tempo de pouca criatividade, onde é preciso se fazer reboot a cada mês.

    POR FAVOR MENOS POLÊMICA E MAIS ARTE!

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