Fala pessoal,

Resolvemos fazer um daqueles posts especiais sobre o que de melhor aconteceu no ano anterior, e 2015 por mais que tenha sido um ano complicado -como a internet gostava de reclamar -, também foi um ano muito bom em se tratando de quadrinhos, livros, filmes e séries.  Mas nessa primeira parte do nosso especial, vamos destacar os melhores filmes que vimos em 2015.

Para isso, a nossa equipe da Mob (Giancarlo Silva, Filipe Siqueira, Beatriz Paz, Alessio Esteves e eu) se reuniu e convidou uma galera de credibilidade – diferente de nós – para agregar valor ao camarote dessa postagem. São eles: Daniel Lopes e Alexandre Callari (Pipoca e Nanquim), Raquel Moritz (Pipoca Musical), Raphael Fernandes (Contraversão) e o Eder Alex (Cinema por Escrito).

Cada um indicou um filme, então aqui não existe um ranking interno, apenas as nossas indicações e respectivos comentários. Vamos até deixar em ordem alfabética pelos nossos nomes.

Estão preparados? Então vamos lá!


Kung Fury (2015)

Por: Alessio Esteves

Kung Fury

Fruto de um financiamento coletivo, é despretensioso, bem feito e MUITO divertido. Pegue tudo o que era legal nos anos 1980, mistura, coloque em um único filme que não se leva a sério e temos Kung Fury. Já na espera da continuação!

Vale a pena ver a versão dublada (elogiada pelo diretor do filme) e baixar o game no Steam.

Confira a nossa postagem especial sobre o filme: aqui


Creed – Nascido para Lutar (2015)

Por: Alexandre Callari (Pipoca e Nanquim)

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Eu não dava nada pra esse filme. Na verdade, quando foi anunciado, achei uma péssima ideia, do tipo que o cinemão de Hollywood está cheio. Quando vi o trailer, minha curiosidade foi despertada e, ao assistir o filme, não me envergonho de dizer que me emocionei de várias maneiras. O filme é tão bom quanto Rocky Balboa (se não melhor) e acho que só perde mesmo para o original. Stallone está bem demais no papel e ganhou uma indicação de melhor ator ao Globo de Ouro. Fica pau a pau com Mad Max – Estrada da Fúria na minha escolha de melhor filme do ano.


Divertida Mente // Inside Out (2015)

Por: Beatriz Paz

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Provavelmente a escolha mais softcore da minha lista. Também demorei pra assistir esse filme da Pixar, mas fiquei satisfeita com o resultado. Explorando como nossas emoções e memórias influenciam nossa personalidade e o papel que elas têm em nossas vidas e relações, Divertidamente é uma abordagem leve e bem humorada sobre como nossos cérebros funcionam. Ah, e você provavelmente vai chorar.


Vício Inerente // Inherent Vice (2015)

Por: Daniel Lopes (Pipoca e Nanquim)

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Paul Thomas Anderson é um dos meus cineastas favoritos e nunca me decepcionei com nenhum de seus filmes. Todas as minhas expectativas foram superadas com essa maravilhosa adaptação da obra de um dos escritores mais instigantes da literatura contemporânea, Thomas Pynchon. Loucura pura da melhor qualidade.


A Visita // The Visit (2015)

Por: Eder Alex (Cinema por Escrito)

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Quando todos nós achávamos que M. Night Shyamalan se tornaria um especialista em obras indicadas ao Framboesa de Ouro, eis que ele ressurge das cinzas com A Visita. O filme sobre dois irmãos visitando os avós no campo revigora o tão desgastado gênero found footage, mostrando que câmera na mão não precisa ser sinônimo de coisa tosca. E de quebra o longa nos apresenta uma história sinistra, com direito a um plot twist bizarro de fazer muito marmanjo dormir com a luz acesa.


Coherence (2013)

Por: Filipe Siqueira

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Coherence é um caso esquisito. É um filminho de baixo orçamento, com atores não-tão bons e toda a ação filmada na mesma casa. Mas é inteligente. Bastante. Já assistiu Primer e ficou com a cabeça revirada diante da velocidade e intensidade daqueles montes de teorias de viagens no tempo e paradoxos temporais? A ideia aqui é similar.

Mas o tema não são exatamente viagens no tempo, mas universos paralelos (ou algo assim), quando um grupo de amigos que se reúne durante a passagem de um meteoro começa a mergulhar em uma realidade cheia de complicações quânticas, gente trocando de universo, portais e assassinos.

É bizarro, divertido, complicado e maravilhoso.


Ex_Machina: Instinto Artificial (2015)

Por: Giancarlo Silva

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Desde bem antes de os computadores ocuparem andares inteiros de prédios, nós humanos éramos fascinados com a ideia de máquinas com consciência idêntica à nossa. Numerosas foram as vezes em que a temática da Inteligência Artificial foi abordada em romances, contos, livros, filmes e jogos. Ex_Machina veio para marcar o ano de 2015 com tal temática e, na minha opinião, fez isso de forma magistral.

Desde o primeiro dos 108 minutos da película escrita e dirigida por Alex Garland ficamos estarrecidos com a forma realista, convincente e assustadora como uma androide se comporta ao ter consciência de sua condição e de como um experimento que poderia ser a chave para uma grande descoberta pode ter graves consequências.

Sem dúvida este interessante suspense é recomendado a quem busca mais do que estórias de Pinóquio.


Corrente do Mal // It Follows (2015)

Por: Raphael Fernandes (Contraversão)

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Sou obcecado com o gênero terror em absolutamente todas as linguagens, mas o cinema é onde essas histórias revelam seu verdadeiro potencial. De tempos em tempos, surgem obras como o It Follows, que revolucionam esse tipo de história e criam algo completamente novo a ser explorado. Esse filme é uma perturbadora metáfora para o comportamento sexual dos adolescentes. Maligno. Esquisito. Perturbador. Obrigatório.


Star Wars VII – O Despertar da Força // Star Wars: The Force Awakens (2015)

Por: Raquel Moritz (Pipoca Musical)

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Da série: filmes que vou maratonar no futuro com um sorriso no rosto. O Episódio VII, tão aguardado pelos fãs no mundo inteiro, não deixou a desejar. A exemplo dos demais episódios da Trilogia Clássica, tem ação, humor, aventura e personagens marcantes. Foi ótimo rever os personagens mais queridos e igualmente incrível conhecer uma garota como a Rey. Quero mais.


Mad Max – Estrada da Fúria // Mad Max – Fury Road (2015)

Por: Thiago Chaves

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Alucinante, apoteótico, mortal, avassalador, lindo, magnífico… What a lovely day!

Essas são as palavras que uso para descrever essa obra prima de George Miller, que fez renascer sua franquia distópica que até então era estrelada por Mel Gibson. e que tem agora como protagonista Tom Hardy (Warriors) no papel do nosso justiceiro.

Mad Max – Estrada da Fúria, esse sim é um verdadeiro e honesto reboot. Além de manter a essência e estética dos filmes (não copiar a estrutura como fez J..J. Abrams no novo Star Wars – O Despertar da Força), trouxe ainda um roteiro bastante profundo com temas essenciais que devem ser discutidos. O mais notório é a questão da força das mulheres (brilhantemente ilustrado no papel da Imperatriz Furiosa, Charlize Theron) e a submissão perante a religião.

Além de tudo isso, o filme tem ainda uma trilha sonora absurdamente foda (ouça aqui e tenha um dia produtivo), uma fotografia belíssima, e trás ainda os grandiosos efeitos especiais de antigamente feitos na raça, sem aquela frescura de CGI (chora Michael Bay e cia).

Não vou mais me alongar, pois não é esse o objetivo desse texto (veja aqui a crítica do filme). Enfim, há muito tempo um filme não me fascinava tanto. Simplesmente o melhor filme que eu testemunhei nos cinemas nesse século.


Bom, esses foram os nossos destaques – lembrando que cada um só podia indicar um -. Então, claro que MUITOS filmes ficaram de fora da nossa postagem. O que não impede de vocês nos ajudarem ai nos comentários. Qual filme tivemos a audácia de deixar de fora?!

Obs: No próximo capítulo no nosso especial, tem as Melhores Séries que vimos em 2015. Não perca!

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Designer (gráfico e web), viciado em séries e em filmes, colecionador, rockeiro, torcedor do Tricolor Paulista...

2 COMENTÁRIOS

  1. Se eu pudesse escolher apenas um seria Beast of no Nation, primeiro filme da Netflix. Visceral, emocionante pra caralho, atuações sensacionais e um diálogo final que é um verdadeiro soco no peito.

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