Olá meus queridos leitores do Paraíso dos Insanos! Hoje é dia de falar de um assunto que eu tenho certeza que 100% do mundo adora, assumidamente ou não: Sexo.

Não, não vai rolar um Ponto P, Jairo Bauer ou “Falando de sexo com Sue Johanson” no texto de hoje, mas uma coisa é fato. Todo mundo gosta de sexo. É como um autor de Hentai (Mangás pornográficos) uma vez disse “Sexo é popular”, todo mundo gosta de conversar a respeito independente de anatomia, cor, credo ou opção sexual, todo mundo adora se juntar numa mesa de bar e partilhar opiniões, dicas, truques, experiências engraçadas, maravilhosas ou desastres que geraram uma boa dose de vergonha alheia e gargalhadas.

Para alguns, o assunto ainda pode ser um tabu, seja por constrangimento ou qualquer outro fator pessoal, mas de novo, todo mundo adora sexo, seja ele softcore, hardcore, extreme, fetichista, erótico ou até puxando pro bondage ou sadomasoquismo. E é sobre isso que a publicitária Gisela Rao fala no seu descontraído livro “Sex Shop.”

A obra se divide em vários contos que vão de homens apaixonados pela Gina (da embalagem de palitos) até o último desejo de um conde no seu leito de morte: ter o melhor sexo oral da sua vida. Não pense que, por ser um livro de humor erótico a coisa é mal escrita e a putaria rola solta, bem a putaria realmente rola solta pelos contos, mas a narrativa de Gisele não é nada comparada aos textos que o querido fantoche Marcelinho lê todas as segundas no YouTube pra gente. A coisa é muito bem escrita e o principal, ela é divertida. Como o sexo deveria ser.

Rao explora todos os tipos de sexo, homossexual, heterossexual, travesti, sonhos eróticos, o famoso sexo bêbado (Quem nunca?) e até o sexo entre pessoas de mais idade, por que não minha gente? Todo mundo, independente da idade gosta e faz sexo a única parte ruim é que a idade de iniciação sexual baixou assustadoramente, a ponto de amigas minhas me contarem que suas ginecologistas realizaram partos em garotas de 11 anos. Mas isso pode ser discutido num texto mais pra frente e bem mais sério.

O livro é curto, leve e sensacional. Me peguei rindo alto no ônibus mais de uma vez, e, como acontece com a maioria dos livros que eu pego pra ler, várias pessoas me davam olhares de censura ou repreensão (Nada comparado a quando eu li “O Exorcista”). Aparentemente, ainda nos dias de hoje, tratar abertamente do tema sexo pode ser, para alguns, uma coisa ruim. Carregar pela rua um livro cujo título é “Sex Shop” ainda leva algumas pessoas a pensarem que o portador da obra é um devasso, um promíscuo ou qualquer coisa do tipo. Gente, não há problema nenhum nisso, vocês mesmos leitores adoram ver uma pornografia na internet, então eu lhes pergunto: Qual é o problema de carregar um livro de contos eróticos pela rua?

Um ponto que eu gostei muito a respeito do livro de Gisela é que ela enfatiza uma coisa muito importante: O sexo tem que ser divertido, tem que ser aquela coisa gostosa e não só mais um ato consumado entre duas pessoas. Assim como o livro, o ato de transar tem que ser descontraído e acima de tudo prazeroso, como uma boa leitura. Por isso recomendo a obra pra todo mundo que quer sair um pouco dos textos mais pesados ou sérios, não que “Sex Shop” deva ser visto como uma piada, não, muito pelo contrário. Só porque um livro é leve e descontraído não significa que ele seja ruim, eu particularmente amei a obra de Gisela e realmente espero que vocês curtam também, porque nos dias de hoje, com tanta pressão e bullying da vida nos nossos ombros, 130 páginas de prazer e diversão curam qualquer mau humor. Só não vale dizer que não leu porque estava com dor de cabeça hein?

Livro: Sex Shop
Editora: Lilith
Autora: Gisela Rao
Páginas: 130
Nota: 9 (Pontos de exclamação demais nos diálogos irritam)

 

 

 

 

ARTE DA VITRINE: Thiago Chaves (@chavespapel)

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Jornalista. Fã de gore, terror e todas as bizarrices da internet. O pessoal daqui diz que eu sou um Shinigami.

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