Em uma época onde eu não fazia ideia do que era brigar ou lutar, na verdade eu nem era nascido ainda, Hélio Gracie transformava o jiu-jitsu japonês em algo muito mais refinado e técnico, onde você, rapaz franzino e considerado fracote, poderia facilmente derrubar e dominar aquele brutamontes que te importunava na escola, e isso lá por meados da década de 1970. Garanto que se soubessem disso teriam pedido a seus país para fazerem jiu-jitsu na época da escola e teriam inibido o bulling na base da porrada.

Com isso, em 1993, surgia um evento que tinha o intuito de definir qual é o melhor lutador do mundo, no estilo Mortal Kombat e Street Fighter, então, juntando os melhores lutadores, cada um com a sua especialidade, saiam na porrada em um octágono rodeado por uma cerca de ferro com apenas duas regras, não morder e nem colocar os dedos nos olhos do adversário, no mais, valia tudo, inclusive soco no saco! Assim surgia o Ultimate Fighting Championship e o seu evento #1. Organizado por Rorion Gracie e Art Davie. Isso foi o mais perto que chegamos de um Clube da Luta legalizado.

Claro que o evento tinha um foco em aumentar ainda mais o ego dos Gracie, mostrando que a sua técnica de jiu-jitsu era superior e blah, blah, blah, do que para achar o melhor lutador dentre todas as artes marciais existentes. E para provar isso o prodígio Royce Gracie venceu três das quatro primeiras edições do UFC.

“Vem cá gordinho que te meto o pé na cara!!”

Como a luta era sangrenta e o juiz não podia encerrar a luta – no máximo pedir tempo para a equipe tapar um buraco na cara de alguém – havia um risco sério aos lutadores e a mídia, as comissões atléticas e o senador John McCain – aquele que perdeu a eleição para o Barack Obama em 2008 – começaram a pressionar os organizadores para que regras fossem estabelecidas ou o encerramento do evento, mesmo que não se tenha registro de um caso de morte nos octágonos, mas isso gerou o declínio da empresa organizadora por conta dos contratos perdidos e/ou cancelados. E assim o UFC caia rumo a seu fim.

“Mano! Ele bateu no chão!! Tenho certeza!”

Juiz – “Eu não vi! E vocês nem estão sangrando porra! Continuem essa merda!”

Estando prestes a abrir falência, ter muito degaste para a homologação dos seus eventos e total falta de vontade em continuar, o grupo responsável se reuniu com uma galera marota em 2000, onde inclusive Dana White, atual coordenador do evento, estava presente, para uma compra por 2 milhões  de dóletas de todo o conjunto do UFC – dívidas, os problemas e toda a marca UFC. E assim o evento tomou o patamar em que está hoje, graças a um grande investimento em propagandas, regulamentação e melhorias nas regras para que o evento fosse socialmente mais aceito, como era o boxe na década de 1990.

Depois de tudo isso, chegamos ao que conhecemos hoje como o novo esporte favorito do povo brasileiro o MMA, ou Artes Maciais Mistas, onde o povo se quebra na porrada, mas com regras mais claras.

Vou confessar que acompanho o UFC desde 1998, onde via Tito Ortiz batendo tanto quanto era possível nos adversários, além de acompanhar alguns brasileiros no Pride – evento concorrente ao UFC, realizado por uma corporação japonesa e que posteriormente foi comprado por Dana White -, então estava meio por dentro dos assuntos, sabia alguns nomes e alguns campeões, apesar de ainda ser uma criança de 10 anos, curtia ver as lutas. Então posso dizer que acompanho o UFC desde seu período mais remoto e posso tentar dar uma opinião um pouco mais clara sobre os reais motivos do evento ter tomado tamanha proporção nas terras tupiniquins.

O carismático

Para começar, em todos esses anos acompanhando os eventos nunca vi um lutador que você olhasse e dissesse “cara, gostei de você”. Nunca. Eram brutamontes ou seres magrinhos que batiam mais rápido que o Jet Li em seus filmes e isso era assustador. São pessoas que você nunca gostaria de cruzar na rua, pois a cara de mal e o tamanho dos músculos provavelmente te fariam borrar as calças caso eles dissessem “oi”. Fora aquelas orelhas que mais parecem lesmas de tão deformadas e os rostos tão acabados e cheios de cicatrizes quanto o Deadpool.

Mas isso tudo mudou com a chegada de Anderson “Spider” Silva. Carismático, com uma voz engraçada, simpático e campeão. Palavras que o povo brasileiro tanto gosta “carisma, simpatia e um título”. Foi assim quando o Brasil foi o país da Formula 1 com Ayrton Senna – o que apaga tudo o que Rubens Barrichelo construiu e fez na categoria -, foi assim com o país do vôlei quando as seleções feminina e masculina ganhavam tudo o que viam pela frente, com o Guga no tênis e com o boxe na época do Popó. Agora todos querem praticar MMA e as crianças brigam por quem será o Anderson Silva nas brincadeiras. Mas até quando? Até o Anderson Silva abandonar a carreira e/ou não manter mais seu cinturão. Infelizmente é assim, os esportes são completamente descartáveis no Brasil.

Um ponto negativo disso é que mostra que o Brasil nunca terá outro esporte tão amado e cultuado quanto ao futebol e nos mostra até uma falta de capacidade em assimilar e apreciar outros esportes, exceto quando há um brasileiro vencendo. Uma pena, pois poderíamos aproveitar mais o que outros esportes tem a nos oferecer. Não estou generalizando, pois conheço pessoas fãs de diversos esportes, inclusive alguns nem praticados no Brasil são, mas essas pessoas são exceções. São pessoas com visão aberta e não apenas curtindo aquilo que a Globo enfia goela abaixo. Hoje a Globo faz com os esportes mais ou menos o que a MTV fazia com a música, criava fãs temporários de qualquer coisa, mas isso seria um assunto para outro artigo.


E esse é o nosso segundo motivo do esporte estar se tornando mais “popular”. A Globo resolveu transmitir algumas lutas – da primeira vez foi só a luta principal – depois de ver o quanto de audiência a Rede Tv havia conquistado durante o UFC Rio e audiência significa bons contratos e que nos leva ao maior anseio deles, dinheiro. O mesmo conseguido pelo Big Brother Brasil, pelas transmissões quase exclusivas de campeonatos estaduais e o brasileiro de futebol, além de roubar da Band as transmissões da Champions League – que a anos eles faziam, mas o olho cresceu e pouco a pouco a Globo vem adquirindo os direitos dos jogos. Nada contra sabe, mas é como você gostar de System of a Down e acompanhá-los desde o início da carreira e um dia surgir o clipe de Byob na MTV e nascer diversos “fãs” da banda que só conhecem a porra da música que toca na MTV!

Acho que a informação dos outros esportes devem sim passar pelas emissoras abertas, senão o povão nunca irá conhecer nada de novo, mas agora mostrar duas lutas ou dois jogos e passar a impressão aos espectadores de que agora eles são grandes fãs e especialistas nos esportes apresentados ou parar de transmiti-las após não haver mais um brasileiro carismático participando é sacanagem. Eu não sou um especialista em UFC, mas posso dizer que tenho um conhecimento muito maior do que alguém que assistiu três ou quatro lutas ou posso dizer que acompanho o futebol europeu muito antes de existir Messi ou Cristiano Ronaldo, quando Ryan Giggs ainda tinha uns 25 anos. E olhe que as vezes tenho a impressão que esse cara vai jogar até os 50 anos de idade.

Quero muito que outros esportes desconhecidos apareçam, como Rugby ou mesmo o Futebol Americano, e possam se tornar agraciados pelos brasileiros e que ganhem campos, arenas ou qualquer outro investimento que atraia novos adeptos e praticantes aos esportes, mas sem hipocrisias. Não se intitule especialista ou fã caso não conheça o suficiente para tal, pesquise, leia, assista, entenda as regras e converse com colegas que conheçam o esporte, além de praticar se tiver a oportunidade.

Agora, finalizando, eu espero muito que o UFC – e outras franquias de MMA – continuem a crescer, pois é uma modalidade muito mais interessante e disputada que um boxe ou um – chato pra caralho – campeonato de judo, além de estimular a galera a praticar esportes. O problema será quando, se é que isso já não está ocorrendo, começar a ser banalizado como foi quando começaram a surgir os criadores de pit bulls – que por sinal é umas das raças mais belas que conheço – e que a televisão e a população prejulgavam os cachorros como se todos fossem monstros violentos e sanguinários. Aprendam a diferenciar babacas de atletas.

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Oi! Eu sou o Sayron! Não é Saimon, Taimon ou Sauron... Sou um eterno perseguido por Murphy! Viciado em games, fanático por RPG e assisto Futebol Americano de vez em quando. Gosto das bizarrices desse mundo chamado internet. Vivo com sono, sou reclamão, mas se é para fazer zuera, conte comigo!

24 COMENTÁRIOS

  1. Cara muito bom seu texto, mas ainda assim estamos falando de Brasil, coisa que me deixa muito p… da cara, com tudo que você comento, ainda falta falar um pouquinho de certos políticos, mas acho que isso pode ficar para outra, parabéns.

  2. Bem interessante seu ponto de vista, mas será que esse tipo de esporte não vinga, pois o investimento para praticá-lo é alto?
    Como citou o futebol sendo a preferência nacional, uma bola de futebol é muito mais barata do que um par de luvas por exemplo.
    E sem falar na questão de espaço, conhecimento…
    Também entra a questão governamental, é muito melhor pagar um salário de R$810.00 para um presidiário do que investir em esportes, bom na verdade o único investimento na área do esporte que ouço ultimamente é nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Ok, ok, agora temos o Programa Bolsa-Atleta, mas espera ai, para ter direito ao beneficio independente da categoria , você já precisa estar inserido no “mundo dos esportes”, você já precisa estar investindo… Opa, mas se você possui baixa renda? Ah, é mesmo, a bola é mais barata, da para comprar com o Bolsa Família. Mas que injustiça um criminoso pode ganhar seu auxílio mesmo sem merecer.
    Esqueci de um detalhe ele já estava incluído no mundo da criminalidade por isso ele já tem o benefício, agora tudo faz sentido.
    É meu bem, acredito que será bem difícil diferenciarem babacas de atletas, assim como é difícil acreditar em um país para todos ou governança com seriedade.

  3. Sayron, não acompanho MMA há tanto tempo quanto você, mas me lembro da época em que tinhamos uma disputa de cinturão no UFC entre o Lyoto e o Shogun, e não saia nem uma notinha na globo.com. Hoje saem até fofocas sobre o Dana White lá, meodeus.
    Agora você falar que o Anderson é carismático, peraí,né. O Anderson é tããão carismático que a Globo já pegou o Vitor pra ajudar o Galvão nas narrações. O Spider pode ser o melhor do mundo, mas o cara é mala demais, quem acompanha o UFC há um tempinho sabe disso. Ele pode até ser um pouquinho simpático (não foi o que eu notei nas entrevistas dele,maaas) mas faz sucesso mesmo por ser o melhor no que faz, e como você disse, é disso que o brasileiro gosta.
    Eu, da minha parte, torço muito pro Sonnen acabar com ele no próximo UFC Brasil. Quem sabe assim a mídia não comece a dar valor para atletas tão mais carismáticos, como o Cigano e o José Aldo.
    E eu acho que o que está acontecendo agora, é a conscientização de que o lutador é diferente do babaca, como você disse. O que me surpreende é que a própria Globo vem fazendo isso através de novelas e também exibindo o TUF, pq o Wanderley e o Vitor passam uma imagem do lutador mesmo, a cara focado no treino, que não briga fora do ‘ring’.
    Acredito que mesmo quando o UFC não for mais a modinha do momento, essa impressão vai ficar, a diferença entre lutadores e babacas…

    *O direita-esquerda do Galvão causa vergonha alheia demais, será o que o velhinho não consegue assistir a umas narrações decentes e aprender o nome dos golpes???! rsrs

    • O carismático que eu digo é saber se vender, usar a oralidade a favor de alguma coisa, seja ela qual for. Quem trabalha com mídia sabe como é.
      Vitor Belford, Wanderlei Silva, José Aldo e o Cigano não possuem esse perfil. Eles batem, fazem cara de mau e pronto. São profissionais de MMA. O Anderson Silva já se encaminha para trabalhar na mídia. E eu aposto que ele só não está como um dos técnicos do TUF Brasil devido a seu confronto com o Sonnen, não faria sentido ele lutar ou com o Vitor ou com o Wanderlei ou qualquer outro da categoria dele não acha? A luta entre Wanderlei Silva e Vitor Belford tem grandes possibilidades de roubar a cena da luta entre Sonnen e o Spider, é uma rixa de mais de 10 anos e ninguém vai querer perder.
      Esqueci de citar o lance das novelas, mas é bem por ai mesmo. Isso é positivo, mas tem que ver que quando não rolar mais grana nos bolsos deles, foda-se UFC ou MMA. Infelizmente é assim que funciona.

      • Sayron, o Anderson realmente sabe usar a oralidade, como você disse. Mas discordo quando você diz que o Vitor, e até msm o Wand, fazem cara de mau e pronto. Na verdade o que eles não tem é o espaço na mídia, que o Anderson tem merecidamente, já que é o melhor do mundo…
        Também acho que o Anderson não é técnico do TUF por essa luta com o Sonnen, se não seriam ele e o Vitor, eu acho, e o hype seria bem maior, né. Mas a escolha foi boa, na minha humilde opinião o Anderson seria um ‘técnico’ terrível no comando de uma equipe…
        (Deu pra ver que não gosto do cara, né?! Já gostei, mas a partir daquela luta com o Demian ele não me desce mais.)
        A luta do Vitor e do Wanderlei tem tudo pra ser boa mesmo, mas acho que vai acabar muito rápido… rs Os dois são agressivos, e nem sei pra quem estou torcendo.
        Já a luta do Anderson é aquela coisa de sempre, né, se o Sonnen não surpreender como daquela primeira vez, a luta acaba no 1º round.
        Legal esse tema aqui na MOB, gostei!

        =)

        • É, eu tive a impressão que você não gosta do Anderson Silva mesmo! hahaha

          Um detalhe que, estão ligando a imagem dos atletas a clubes de futebol para tentar atrair mais a atenção das pessoas. E causar uma rivalidade e torcida com os atletas, já que, como o Sayron disse, a primeira vista nenhum deles é cativante.

      • Então, li esse comentário agora e falando de carisma, discordo na lista dos “carismático”. O Cigano, por exemplo, é um cara que vem se destacando no quesito. Muito articulado, oralidade boa. Belfort sempre mito no assunto, um dos primeiros marketeiros do MMA. Acho que ambos são mais carismáticos que o Spider.

        Já o Wand, é um figura e por aí ganha seu carisma. Talvez não tenha muito do povão, mas a galera old school ama ele.

        • Então, o carisma em questão é o carisma popular, o carisma do garoto propaganda. Não estamos falando em relação aos “fãs old school”.

          Nesse tipo, o Anderson está se saindo muito bem sim. Já que, até perdemos a conta de quantas campanhas publicitárias já foram feitas com ele.

          • Cara, para fazer tantas campanhas assim, basta os demais fecharem com a 9ine também. Não é nenhum dote do Anderson, apenas um bom assessoramento.

            Quando citei “old school”, só me referi ao Wand, e o resto falei por analisar o potencial dos caras, mesmo que ainda não concreto.

  4. Salve Sayron!

    Então, legal o texto cara, mas associar a popularização do MMA, que vem sendo trabalhada há muito tempo por aqui, com o grande campeão Anderson “Spider” Silva acho um equívoco. Ele ficou mais conhecido após vencer o Vitor Belfort no ano passado. Mas está longe de ser um cara carismático. É só prestar bem atenção, ele e a 9ine tentam vender isso, a imagem boa praça, mas não cola muito aos mais atentos que reparam bem e veem um cara arrogante e bipolar em suas declarações.

    Belfort sempre foi um cara popular por aqui, em 1997/98 apareceu na Malhação, fez ponta grande em novela (O Clone), Casa dos Artistas em 2000, já era muito popular. O esporte em si está chegando ao grande público (Globo) hoje pelo simples fato de ser febre nos EUA. Se bomba lá, cedo ou tarde bomba aqui. E como a RedeTV viu isso primeiro e ganhou muita audiência no primeiro UFC Rio, a Globo abraçou o esporte, pra não ficar pra trás.

    Falando dos motivos do MMA ser popular, excetuando um lutador ou outro, o maior fator que o torna muito popular no Brasil é o alto nível de nossos atletas. Algo só visto no todo poderoso futebol. Ouso dizer que hoje, somos melhores no MMA do que no Futebol.

    Essa popularização que vemos agora, é apenas um retorno do filho pródigo, já que o esporte foi inventado aqui e da década de 50 lotava as dependências do Maracanãzinho, por exemplo. Abraços!!

    • Na verdade meu intuito não foi dizer que a popularização do MMA está sendo feita por ele, mas sim que estão usando a imagem carismática que o Anderson Silva tem como alavanca para o esporte dar audiência em canais abertos. Assim como, em breve, ele será um dos comentaristas ou apresentadores da Globo.

      Outra coisa é que quem assiste UFC ou outros eventos de MMA a muito tempo como eu e, provavelmente, você, sabe que os brasileiros sempre tiveram um alto nível no esporte e não é de agora.

    • Ok, Fernando. Já entendemos que você não gosta do Anderson Silva, assim como o autor do texto linkado que, usou do seguinte pérola contra o lutador:

      “Não aguentou a pressão psicológica e partiu para a agressão.”

      Vou te dizer que, o Sonnen tentou fazer uma pressão psicológica e tal, mas como deu para perceber, na hora da luta esse marketing todo não resultou em nada.

      Enfim, você tem o direito de não gostar do Anderson Silva, não achá-lo carismático e tudo mais. E eu respeito isso.

      • Então Thiago, legal debater com vocês, mas acho que a correria para comentar acaba depondo contra mim. Show esse novo comentário do Sayron, vejo que realmente o entendi mal, ele não creditou a popularização ao Anderson, por isso acho que discordo somente na questão do Spider ser carismático. Tentam vender ele assim (a 9ine), mas realmente não acho que ele seja.

        É uma visão totalmente isenta, não é que eu não goste dele, como lutador não há o que falar, o maior vencedor da história. O cerne do que quis comentar aqui desde o começo, explicando melhor agora, é que entre os fãs hardcore (vocês entenderam) ele não é popular. E não é pra menos, não o acho bom com entrevistas e tal (aquele papo de “meu clone” enche muita gente), mas tudo bem. É opinião, e todos respeitamos a de cada um. Só quero que entendam mesmo o que queria dizer, assim como entendi melhor o Sayron agora.

        O link que postei não é a minha opinião exata sobre os fatos, e acho que até você entendeu errado Thiago. O autor ali, no que você mencionou como pérola, está se referindo a luta com Demian, dizendo que o Demian o provocou (provocação normal, básica, sem desrespeito) e ele não aceitou revidando agressivamente no âmbito psicológico (xingar o cara no octógono foi o fim, ato muito distante do que o Sayron mencionou abaixo como provocação normal do esporte, como há no vôlei).

        Como disse, não é exatamente a minha opinião naquele texto, apesar de concordar com ele, apenas linkei para verem que o Spider não é uma unanimidade. Só no povão mesmo, que não acompanha tudão que rola no MMA.

        A minha opinião é fácil de ser entendida, já escrevi muito sobre o Anderson e nos textos vocês perceberão melhor (por favor, leiam, para terem a noção correta do que acho desse imbróglio todo, principalmente o texto do Sonnen). Minhas análises são sóbrias, vejam se concordam.

        http://www.feedbackmag.com.br/obrigado-chael-sonnen/

        http://www.feedbackmag.com.br/anderson-silva-e-imbativel/

        As vezes a comunicação via texto não fica tão clara, por isso um texto mais explicado e longo pode ajudar – perdão por esse tamanhão todo, mas como o debate ficou bom…

        Abraços aos dois!

        • Opa, então, entendi melhor a sua opinião agora.

          Li seu texto sobre o Sonnen, e é como eu já disse. Para vender o seu produto, ele criou uma polêmica (passou do ponto? sim.). Mas de nada adiantou na hora da luta. Até porque, se ele fosse um vilão mesmo, agrediria o adversário da mesma forma que a mulher fez lá no “Menina de Ouro”.

          Pra resumir, tudo não passou de uma jogada de marketing para promover a luta. Tanto do Sonnen, quanto do Silva (que ignorou no início e depois fez declarações “duras”). Eu, bom…mesmo sabendo disso, comprei a idéia do Sonnen e torci para que o americano se desse mal lá dentro. Não porque eu seja um desses fãs fanáticos do Anderson Silva, nada disso.

          E claro, também acho que o Anderson Silva não seja imbatível. Depende muito, até porque nem sempre o melhor consegue ganhar a luta.

          * E quanto a pérola que citei, no texto linkado, o autor falava sobre a luta contra o Sonnen, sim.

    • O que eu acho mais interessante, e que quase ninguém percebeu no texto, é que não falo que o Anderson Silva é um cara carismático ou encantador, mas sim um cara que sabe usar a mídia e as palavras dos adversários a seu favor.

      Ele é um atleta acima da média? É sim, não tem como negar. Ele usa das mesmas artimanhas que o restante dos lutadores para desestabilizar o adversário? Usa.

      Assim como jogadores de futebol ficam provocando os adversários até que um seja expulso, assim como os jogadores de volei fazem comemorações estrondosas com intuito de acabar com a concentração do adversário.

      O texto do link que você postou Fernando é um ponto de vista bem interessante, até porque concordo em alguns pontos. Mas convenhamos que, em qualquer modalidade esportiva, existe o jogo psicológico, antes, durante e depois do evento, não existe meios de se fugir disso.

      Acho que você, assim como o autor do texto que você linkou, simplesmente não gostam do Anderson Silva e querem expor isso. Acho válido.

  5. Eu não gosto do Anderson e quero expor isso para o mundo, Sayron, você está certo!!!!
    Vi que o texto voltou a receber comentários, então estou de volta, não podia perder a chance de falar mal do cara. O que mais me deixa p da vida é saber que ele é um lutador perfeito e vai ficar lá por muito tempo… E pelas manifestações que eu vejo hoje na internet e até mesmo no dia-a-dia, tenho que concordar com você, o cara sabe ser popular. Mas me pergunto se todos os vencedores não são populares por um tempo…
    Quanto a ele ser comentarista de MMA um dia, ainda acho difícil. Pq no octógono ele é rei, mas na hora de vender o peixe dos outros lutadores, será que ele vai conseguir? O cara nem visitou os atletas do TUF que eram do time Vitor, o que esperar de um cara desses? Imagina comentar luta de um de seus desafetos? Quero nem pensar.
    Acredito que ele queira fazer isso, ser um popstar aqui no Brasil, na mídia brasileira, e ele tem se direcionado para isso, mas não acho que ele vai se firmar. Veremos.
    Mas pode ser só implicância minha minha, né? rsrsr =)
    Você tinha que escrever mais textos sobres esportes aqui pra Mob.

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