venusiano

Devo confessar que, apesar de sempre ter acreditado em vida extraterrestre, nunca havia tido contato com seres de outro planeta. Já tive causos envolvendo druidas, rosacruzes, bruxas, vampiros, animais de poder, seres de outra dimensão, deusas nórdicas e até Gabriel, o anjo (sabiam que ele é anarquista?), mas nada de ETs. O mais próximo que cheguei disso foi há muitos anos em Juquitiba, interior de São Paulo, quando eu mais o Zloth vimos uma estrela se mexendo. Tudo bem que depois entramos na Umbra, mas como o papo aqui é ET, essa história fica pra outro texto.

Mas, recentemente, fatos bizarros tem acontecido. Há uma três semanas, em Itanhaém, fui abduzido na praia em pleno luau e ninguém percebeu, o que reforça a teoria de que eles “param” o tempo. Ainda não descobri se tenho um chip na nuca ou uma sonda anal, preciso fazer exames mais complexos. A coisa toda foi muito difusa, confusa, de modo que tenho lembranças muito vagas desse episódio.

Porém, ontem, a coisa toda mudou de figura. Era pra ser mais um dia normal, naquele esquema casa-estágio-escola-casa, mas, durante o intervalo, meu grande companheiro, o Lesma, me chamou para ir tomar uma no grande Cervejazul. E lá fomos nós.

Papo animado, cerveja gelada, salgadinho de cebola e cigarros. Isso que é vida! Num certo momento, um daqueles moleques vagabundos que ficam nos bares chupinhando todo mundo veio me pedir um cigarro. Normal, demos um a ele. Então pediu um gole de cerveja e ficamos num impasse. Esse é o ponto onde achamos que o cara começa a abusar. Mas como estávamos de bom humor e o convidamos a sentar na mesa conosco. E começa aquele papo de chapado: escola, vida, amor… E o cara me chamando de Renato Russo (incrível como isso só acontece em bares). Uma hora o papo enveredou para o misticismo e então ele perguntou se acreditávamos em aliens. Dissemos que sim e então ele soltou:

– É que eu sou de outro planeta.

Óbvio que ficamos boquiabertos e começamos a fazer perguntas. Afinal, não é todo dia que você encontra um ET num boteco! O nome dele é Davi (em seu planeta natal é Kaminosflaw) e ele veio de Vênus. Segundo ele, a civilização lá é igualzinha a nossa, só que muito mais avançada. Até temos tecnologia para fazer coisas como teletransporte, mas não “caiu a ficha”. Lá, os maiores países chamam-se Antares e Antares II e o planeta está com uma enorme escassez de água. Disse que veio para cá porque somos “medievais” e ele curte coisas desse tipo. Nos confessou que existem cerca de 3 milhões de venusianos entre nós, dos quais 503 estão no Brasil. Aliás, nosso país ainda vai virar potência por causa de toda água que temos. Prefere as terráqueas às venusianas, porque aqui as minas “são mais puras”. Nosso deus e o deles é o mesmo, assim como em toda galáxia. E todos somos humanos, com quase nada de diferente em nossas fisiologias.

Outras informações que ele nos deu:

– As recentes explosões na superfície do Solsão, na verdade, potências alienígenas jogando bombas nele para se livrar delas e alimentá-lo. Buscam assim evitar que o Sol se apague;

– Marte já foi habitada por uma grande civilização que se dizimou em uma guerra nuclear.

Então, após uma hora e meia de papo, o dinheiro acabou e fomos obrigados a nos despedir, mas nosso amigo ET, antes de tocar sua vida atrás de terráqueas purinhas, nos disse para cuidarmos de nosso planeta para não termos que fugir de lá como eles estão fazendo. Sendo ele um ET ou um doido que tirou uma com a gente, o aviso fez sentido.

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É um cara que já trabalhou (e trabalha) em muitas coisas e nas poucas horas que tem dá uma de escritor/poeta/jornalista/roteirista. Quando tem vontade atualiza seu blog, o “O Protagonista 2.0”. Foi colaborador do blog Cultura Nerd e atualmente escreve para os blogs sites Novelas Teen, Contraversão e Revista Entremundos. Pode ser encontrado a noite cambaleando bêbado pelas ruas de São Paulo ou falando seu nome três vezes em frente a espelhos em botecos suspeitos da Augusta e da Mooca. Uma mistura de Spider Jerusalem e John Constantine, ou não.

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