ARTE DA VITRINE: Thiago Chaves (@chavespapel)

Parece haver uma lei implícita no cinema que determina que as adaptações de livros tenham que ficar aquém das obras originais (isso não se limita só a livros, mas a gibis e games também). Claro que existem exceções. É o caso de Laranja Mecânica, Orgulho e Preconceito, O Perfume, À Espera de um Milagre e é também o de Clube da Luta. Clube da Luta, um dos filmes favoritos de boa parte da equipe da MOB GROUND, traduz com brilhantismo as idéias controversas de Palahniuk e fez com que elas ganhassem mais e mais as mentes das pessoas. Uma paulada em perfeição técnica, atuações que se tornaram icônicas e uma fidelidade gigantesca, até as frases dos personagens aparecem no filme. A estrutura do filme só é um pouco mais linear, mastigou algumas idéias para que fossem de mais fácil entendimento ao público geral e trouxe interpretações fantásticas de Edward Norton e Brad Pitt como Tyler Durden, seu melhor papel até hoje. Não pretendo gastar meus dedos aqui discutindo qual é o melhor, o livro ou o filme. São mídias diferentes, cabe a cada um escolher seu predileto. O meu é o romance de Palahniuk. De qualquer forma há coisas no filme que não existem no livro, e vice-versa. Ambos merecem ser vistos. Principalmente para quem gostou da versão cinematográfica, onde a ideologia não é apresentada de forma tão forte.

Toda geração tem seus escritores polêmicos. Chuck Palahniuk se tornou um deles quando escreveu Clube da Luta, seu livro mais importante. É impossível falar dele sem mencionar seu primeiro livro. Além de ser sua obra mais célebre e ter gerado o MELHOR filme dos anos 90, ela se tornou a base de todos os romances que escreveu posteriormente. Praticamente, tudo o que Palahniuk escreveu retrata personagens marginalizados e expõe o pior lado do mundo capitalista. Tornou-se o autor mais popular do underground e, ironicamente, o sucesso mundial fez gerar outro espírito consumista: seus livros vendem milhões de exemplares.

O primeiro livro que ele escreveu foi Monstros Invisíveis,  recusado pelas editoras por ser chocante demais. Depois escreveu Clube da Luta como um conto e o ampliou para uma novela com a intenção de que seu editor o recusasse, mas para a sua surpresa o livro foi aceito. Com a popularidade adquirida Chuck Palahniuk é até hoje abordado por fãs para saber onde fica o Clube da Luta que ele freqüenta, embora o autor jure que não existe nenhum clube da luta em que tenha se inspirado. Mas alguns amigos seus e histórias que ouviu de diversas pessoas inspiraram personagens e passagens do livro. Um método que se tornaria habitual na forma de escrever de Palahniuk.

O protagonista de Clube da Luta é um corretor de seguros bem sucedido, tem o que muitos costumam chamar de vida perfeita, o ideal de felicidade perseguido pelos habitantes da sociedade capitalista. Tem dinheiro, boas roupas, móveis e eletrodomésticos novos ou as últimas novidades tecnológicas. Ele tenta encontrar um sentido na vida mediante a cultura comercial. Mas ele passa por uma crise de identidade, descontente com a própria vida e o seu emprego. Esta crise culmina em uma insônia terrível. Passava seus dias distante, porque quando se tem insônia nada é real, nada pode te tocar ou ser tocado. A cópia da cópia da cópia. Ele começa a freqüentar grupos de apoio para doentes terminais, pessoas com armas invisíveis em suas nucas, para sentir mais confortável perante o mundo. Saber que existiam pessoas em situações bem piores do que ele e poder se entregar por completo. Começou a ir todas as noites, sete dias por semana. Cada vez perdia a esperança, via que a vida toda só fez merda em cima de merda e renascia de novo. Tornou-se um viciado, freqüentando estes grupos por dois anos. Logo, ele dormia tão bem quanto um bebê. Ele poderia ir a estes grupos pra sempre.

Não fosse por Marla Singer, claro. Era uma mentirosa, uma fingida, não estava doente coisa nenhuma. Uma turista! Ela estava em todos os grupos de apoio. A mentira dela refletia sua mentira. E de repente não conseguia mais chorar. Era a parte que ele mais gostava! Não conseguia mais dormir, novamente.

Não sou o único escravo do instinto doméstico. Conheço pessoas que já se sentaram na privada com uma revista de sacanagem e hoje se sentam com um catálogo da IKEA.

Todo mundo tem uma poltrona Johanneshov com o mesmo padrão Strinne de listras verdes. A minha caiu quinze andares, em chamas, dentro de uma fonte.

Todo mundo tem luminárias Rislampa/Har de arame e papel reciclado não desbotável. As minhas são com bolinhas coloridas.

Tudo isso sentado na privada.

Um dia, após voltar de uma viagem a trabalho descobre que seu apartamento pegou fogo, literalmente explodiu pelos ares. Não sobrou nada. Perdeu tudo. Toda a sua vida estava destruída, cada pedacinho de si mesmo, que levou tanto tempo pra conseguir comprar. Só lhe restava pedir ajuda para uma pessoa. Ele não saberia dizer porque foi ligar logo para ele, já que mal o conhecia. Mas acaba procurando Tyler Durden e vai morar na casa dele, mas com uma condição: que ele lhe desse um soco mais forte que pudesse em Tyler. Do soco vira uma série de brigas, atraindo o interesse de um grupo cada vez maior de homens tão desiludidos quanto o Narrador. A partir disso surge o Clube da Luta. O Clube da Luta funcionava como uma terapia diferente, só pra homens, aos sábados. Das duas da madrugada até as sete da manhã. Não tinha nada a ver com palavras, ou com ganhar e perder. Era uma forma de por para fora a fúria contra tudo o que há de errado em sua vida.

 

Você não diz nada porque o clube da luta só existe naquelas horas em que começa e termina o clube da luta.

No clube da luta ninguém é o mesmo da vida real. Você pode dizer ao garoto da copiadora que ele fez uma boa luta, mas não vai falar com a mesma pessoa.

No clube da luta não sou a mesma pessoa que meu patrão conhece.

Depois de uma noite no clube da luta, o mundo real não é mais o mesmo.

Nada vai deixá-lo puto. Sua palavra é lei, e mesmo que alguém vá contra a lei ou provoque você, nem isso o deixa puto.”

 


Então, o Clube da Luta está em várias cidades, em todas as classes sociais e profissões. E começa a se tornar algo cada vez maior, o projeto Destruição. Uma seita formada pelos membros mais devotos do Clube da Luta que se organiza como um exército buscando destruir a civilização moderna. São os macacos espaciais, como Tyler os chama, sacrifícios em nome de uma causa maior.
A primeira regra do clube da luta é não falar do clube da luta.

 

Regras do Clube da Luta

 

A segunda regra do  clube da luta é não FALAR do clube da luta.

A terceira regra do clube da luta é apenas dois homens por luta.

A quarta regra do clube da luta é uma por vez.

A quinta regra do clube da luta é lutar sem sapatos e camisa.

A sexta regra do clube da luta é a luta só termina quando os dois quiserem.

E a sétima regra é: se esta é a sua primeira noite no clube da luta, você

tem de lutar.

Regras do Projeto Destruição

  1. Não se fazem perguntas.
  2. Não se FAZEM perguntas.
  3. Não há desculpas.
  4. Não se mente.
  5. Tem de confiar em Tyler

O projeto é dividido em vários setores. O de Incêndios Criminosos, o de Ataque, o de Maldades e o de Informações Falsas. Eram o Caos Organizado. A Burocracia da Anarquia. A cada semana seus membros decidem os eventos que realizarão. Queimar lojas, destruir caixas de bancos, arrumar briga com alguém, entre outros.

Você não é um floco de neve belo e único.

Você não é as roupas que veste. O carro que compra. Não é o seu emprego.

A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.

Somos uma geração sem peso na história, sem propósito ou lugar

Não temos uma guerra mundial

Não temos a grande depressão

Nossa guerra é espiritual

Nossa depressão, são nossas vidas

Fomos criados pela TV para acreditar que um dia seríamos milionários e estrelas de cinema,

mas não somos.

Aos poucos tomamos consciência do fato,

e estamos muito, muito putos!”

Somos a merda ambulante do mundo que faz tudo para aparecer.

Já se passaram quase quinze anos desde que Clube da Luta foi lançado e a sociedade está ainda mais apática, consumista, insensível, fútil e vazia. Nos acomodamos mais e mais, apenas reagindo a impulsos, principalmente da mídia. Por isso Tyler Durden soa tão verdadeiro quando diz que somos livres de verdade quando perdemos tudo.

Somos de uma geração criada por mulheres. Me pergunto se é de mais mulheres que precisamos.

A escola não é a principal forma que a sociedade tem de nos conter, de gerar indivíduos programados para serem funcionários perfeitos e estáticos. São as nossas próprias mães, mesmo sem saberem. E isso antes mesmo de aprendermos a andar e a falar. “Não fale palavrões. Você tem que se comportar na escola”. “Respeite os mais velhos. Coma tudinho. Você tem que estudar até decorar tudo”. E por mais que você insista que não, depois de casado, a mulher vai influenciar boa parte das suas decisões. Até mesmo se quiser largar um emprego pensará: “Não posso, agora tenho uma esposa. Uma família pra cuidar”.

O protagonista de Clube da Luta não tem seu nome revelado em nenhum momento do livro. Só é dito que ele é coordenador de campanhas de recall de uma das maiores concessionárias dos Estados Unidos. Um anônimo, como somos todos nós. Ele poderia ser eu, você, um parente. Somos como ele. Trabalhamos em empregos que detestamos pra comprar coisas que não precisamos. Nos esforçamos para ter corpos bonitos, entramos em academias, fazemos regime. Enquanto compramos um carro novo e descartamos o antigo fora, pessoas morrem de fome ao redor do mundo. Talvez até sintamos por ele durante algum tempo, mas continuamos nossas vidas. Se morrêssemos também não haveria diferença. O mundo continuaria seu ciclo, e as pessoas também continuariam suas vidas.

Mas se o Narrador é a nossa representação, Tyler Durden é o que qualquer um de nós pode ser. Basta querer. Um cara que não tem residência própria, não tem emprego, que age e não reage e, como todo anarquista, quer destruir a sociedade para criar uma nova. A pessoa que desrespeita todas as normas da sociedade, produz explosivos no porão de casa e vive da renda de sabonetes que produz com gordura humana. Ele é o nosso subconsciente, nossos desejos mais reprimidos porque não seriam bem vistos encarnados por ele. Como naquela vez em que sentiu vontade de mandar seu chefe se fuder. Ou de como queria dar um chute no saco de alguns conhecidos seus. Tyler é a voz que pode nos levar ao fundo. A voz da Anarquia. Tudo o que o Narrador sempre quis ser, mas não tem coragem de admitir.

Não estou dizendo com isso que Clube da Luta é sobre como deveríamos sair explodindo prédios por aí. É sobre mudar a sua visão de mundo. O livro não foi feito para criar novos Tylers Durdens pelo mundo. Palahniuk até ensina a como fazer bombas ou um silenciador caseiro. Mas não encoraja esses atos nem de longe, pelo menos não me encorajou. “Se furar errado, o revólver explode na sua mão”. O autor deixa claro que nem todos são capazes de enxergar a verdade e mesmo que a enxerguem não aceitarão. Há na verdade três tipos de pessoas no mundo segundo a visão do autor e são elas:

Os conformados, que estão felizes com suas vidas e nunca aceitarão a verdade mesmo que alguém a esfregue em suas caras.

Os macacos espaciais, que nunca enxergarão a verdade se não forem alertados por alguém, um Tyler Durden no caso. São os que serão sacrificados em nome de uma causa maior.

E os Tylers Durdens. Que estão por aí, embora talvez você nem saiba. Chuck Palahniuk seria um Tyler por alertar milhares de pessoas com seu livro.

Para os conformados, Tyler tem seu próprio jeito de cuidar deles. Ordena a cada macaco que realizem doze sacrifícios humanos. Os sacrifícios consistem em parar uma pessoa na rua, apontar uma arma para ela e dizer que vai assassiná-la friamente. A idéia é pegar pessoas que se acomodaram e desistiram de correr atrás de seus sonhos. Raymond K. Hessel é um desses, que desistiu de ser veterinário para ter um trabalho medíocre em uma loja de conveniências. É dito a ele que se não voltar à universidade em duas semanas será morto. O que ele preferia: Morrer ou ser veterinário? É a maneira que Tyler encontra de despertar esse tipo de pessoa do entorpecimento em que vive. De fazê-las seguir em frente.

Raymond K. K. Hessel, você vai jantar melhor que qualquer outra refeição que já tenha feito e amanhã terá o dia mais bonito de toda a sua vida.

Se você chegou até esta parte do artigo é porque já leu o livro, viu o filme ou não se importa com os spoilers. Próximo ao fim do livro o Narrador descobre que ele e Tyler são a mesma pessoa. Ou seja, ele tem transtorno de personalidade dissociativa. Todas as noites em que ele pensava sofrer de insônia ou dormir, Tyler estava no comando do seu corpo. Como um computador que troca de sistema. Uma maneira encontrada pela sua mente para conseguir o que queria, pois do contrário não conseguiria mais continuar vivendo.

Tyler Durden começa a guiar os rumos da vida do Narrador e a praticar atos que este discorda, como assassinatos e por em risco a vida de outras pessoas. Chega até a ameaçar sua individualidade de vez, tomando o controle de seu corpo por completo. Mesmo grato a Tyler por tudo o que ele fez de bom a ele, o Narrador o renega. Mas nunca poderá fugir disso. Para os macacos espaciais ele sempre será o Senhor Durden.

O estilo de Clube da Luta é impactante e entrecortado. Desolador em alguns momentos. Começa do final da história, como já se tornou costume na obra de Palahniuk, e intercala parágrafos desconexos entre si. Se em um parágrafo ele fala das viagens de avião, no segundo conta mais de Tyler, no terceiro sobre seu trabalho na concessionária e no quarto sobre viajar em aviões novamente. Às vezes o mesmo acontecimento é mostrado em capítulos completamente diferentes. Se o início já é o final da história, o romance em si é sobre como Tyler e o Narrador chegaram até aquele ponto. Chuck abusa das frases cortadas, sempre ironizando aspectos da sociedade. A linguagem é cheia de palavrões, mas quem já leu Bukowski ou Henry Miller considera até natural, para o tipo de romance.

A novela de Palahniuk é predominantemente masculina, tanto em sua audiência de leitores quanto em seu enredo. Só há uma mulher importante na história, Marla. E ainda há a idéia de que os homens não precisam de mulheres. Mas o próprio Palahniuk já disse que todos os seus livros focam um personagem em busca de um relacionamento. Analisando Clube da Luta percebemos que isso é verdade, em grande parte pelo final da história. Alguns críticos acusam a obra de ser homoerótica, mas isso não passa de uma má interpretação. A relação do Narrador com Tyler não se baseia em amor, mas no fato do primeiro precisar da ajuda do outro para alcançar a libertação. O curioso é que tempos depois o autor reconheceu publicamente ser homossexual.

A maioria dos best sellers traz uma gama imensa de curiosidades no enredo. Quem já leu Dan Brown sabe bem do que estou falando. Em Clube da Luta isso é extremo. “Tyler é cheio de informações úteis”. Você aprende a fazer bombas caseiras, as três formas de se preparar sabonete, até a intensidade da picada de determinada espécie de aranha. Mas nada é sem propósito como em muitos livros. As informações têm uma razão para estar ali.

Um livro com mensagens tão fortes como Clube da Luta não poderia deixar de provocar impactos na sociedade. Várias pessoas começaram a fundar clubes da luta, muitos garçons começaram a estragar a comida do mesmo jeito de Tyler e alguns fãs disseram até ter voltado para a universidade depois da leitura do livro. Tanto pelo uso da violência, polêmicas, seu conteúdo e influência ele é o Laranja Mecânica da década de 90! Só assim pra definir perfeitamente a estréia de Chuck Palahniuk como escritor.

Talvez Clube da Luta seja o livro que mais tenha chegado perto de representar nossos tempos atuais. Um romance que pode fazer você entender a sociedade em que vivemos e as pessoas ao nosso redor. Quem sabe no futuro ele não será estudado para entender melhor como foi o final do século XX e o início do século XXI. Ou permaneça cada vez mais atual, à medida que o tempo avance e o instinto capitalista aumente.

Agora, olhe pra si mesmo. A cada segundo que você perde lendo este artigo é um segundo menos da sua vida. Cada minuto lendo a MOB GROUND sua vida vai se esgotando, lentamente. O que vai fazer para mudar sua vidinha miserável? Ou vai ficar aí parado?

 

Clube da Luta (Leya Brasil, 2012)

Autor: Chuck Palahniuk

Páginas: 272

Nota: 10

 

 

 

 

 


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Atrapalhado, paranóico, assíduo falante, leitor e cinéfilo voraz, teve desde muito novo os livros e os filmes como grandes companheiros da sua vida. Graças a eles desbravou novos mundos e universos, venceu batalhas e guerras e conheceu pessoas e povos de diferentes tempos. Tem como seus maiores ídolos Louis Ferdinand Céline, Machado de Assis, Jack Kerouac, Charles Bukowski, Um dia pretende concluir seu próprio livro. Enquanto isso não acontece, escreve críticas literárias na Mob Ground. @MuriloAndrade Facebook

15 COMENTÁRIOS

  1. Quando eu assisti ao filme pela primeira vez tinha 13 anos, foi como uma porretada na cabeça! Texto muito bom, mas não consigo compartilhar no Facebook, aparece o dos 11 filmes mais insanos.

  2. Já assisti o filme e estou lendo o livro. Achei o livro muito mais agressivo que o filme, tanto que chegou a me desagradar.

  3. Ouço falar muito desse livro, mas ainda não li. Vou aproveitar o feriado da Páscoa para lê-lo, estou precisando de uma leitura assim para abalar as estruturas… rs
    E eu gosto de livros cheio de referências externas.
    Mas não concordei com uma coisa que você disse, “E por mais que você insista que não, depois de casado, a mulher vai influenciar boa parte das suas decisões.”. Acho que a forma correta de expressar essa idéia seria dizer que o cônjuge influencia boa parte das suas decisões. Eu mesma, se quiser largar o emprego, chutar o pau da barraca, como dizemos por aqui, vou pensar na minha família e em como isso irá afetá-la. É um grande erro achar que só os homens, nos dias de hoje, tem essa preocupação. Não sei se você quis mostrar como o livro expõe o tema ou se foi um comentário seu mesmo, mas achei legal comentar que as ‘mulheres modernas’ também sofrem pressão. rs
    Quanto ao spoiler, eu não ligo. Acredita que quando estou no meio do livro eu vou lá nas últimas páginas, leio o fim e depois volto para ler o resto?! Eu descobri naquela montagem que conta spoilers de um monte de filmes, como Matrix e Donnie Darko.
    E o call to action no fim do texto ficou bem legal, vo já fazer algo pra mudar minha vidinha miserável.

    =)

    • Concordo com o que você disse sobre hoje em dia as mulheres sofrerem esse tipo problema tanto quanto os homens. Na época que escrevi o texto acabei fazendo de forma tão pessoal que era como se estivesse conversando com amigos. Depois acabei não percebendo que a frase a que você se refere limita o exemplo apenas ao sexo masculino.

      Eu sou uma das pessoas mais paranóicas com spoilers, tanto que até fujo de comentários sobre filmes e livros que ainda quero ver, por menores que sejam. Curto bastante o estado de surpresa total que algumas obras proporcionam. Mas cada um tem seu gosto, claro. =D

  4. O filme e o livro se complementam. Também acho o livro superior à película, mas como vi o filme primeiro e foi MUITO impactente pra mim, gosto mais dele.

    Impossível ter contato com essa obra e não mudar nada na sua vida.

    • O filme também foi bastante marcante pra mim. Lembro do meu choque ao vê-lo pela primeira vez. É até hoje meu filme preferido, junto com Coração Valente, Laranja Mecânica, Senhor dos Anéis e outros tantos. Já perdi a conta de quantas vezes assisti.
      E ainda conta com a vantagem de ser uma mídia com um potencial bem maior para divulgar idéias.
      Livro e filme, são duas grandes obras.

  5. Ótima análise. Conheci o Palahniuk através do filme do “Clube da Luta”, depois disso resolvi imprimir o livro todo no meu antigo trabalho já que não o encontrava nenhuma parte… hehehe. Depois disso comprei “Assombro”, “No Sufoco” e “Cantiga de Ninar”. Mas ainda acho “Clube da Luta” superior.

  6. Cara, tanto o filme quanto o livro mudaram a minha vida e a forma de ver as coisas. Nunca disse isso levianamente, ainda mais sobre o Clube da Luta.
    Fiz uma tatuagem com o sabonete rosa do Tyler, escrito “Fight Club”, pessoas me olhavam estranho na rua, mas aqueles que reconheciam, olhavam com respeito.
    Definitivamente mudou muita gente, mesmo que por pouco tempo, mas mudou. Sempre muda.
    A primeira parte com os créditos “a viagem” pelos neurônios do Edward Norton foi uma das coisas que mais me marcou. Hoje em dia, muitos filmes pós Clube da Luta mostram uma temática parecida. O Homem mudando. O homem se transformando.
    E isso é demais, cara.

  7. Lembro que após ver o filme fiquei duas horas meio aéreo, tentando digerir o filme, isso pq só fui vê-lo em 2005. Acabei ganhando uma das primeiras versões em VHS de distribuição anterior nas locadoras e o cd com a trilha sonora em formato de sabonete. A fita esta inteira e o cd soferu alguns acidentes mas está aqui bem bonitaão. De lá até hj já v´pi o filme 31 vezes e sempre me deixa espantado. Sempre retorno a vê-lo e a versão em VHS é bem mais foda por ter o clipe resumindo tudo logo no inicio e o aviso

  8. =

    Adoro o filme, só não consegui o livro ainda… ta meio complicado de arrumar, vou ver se na internet consigo ele.

    E só queria complementar comentando o que o Murilo disse no inicio dos comentários… eu também odeio spoiler … sério…nem do cap. da semana do mangá que leio, e menos ainda de algum livro/filme que quero ou estou lendo.
    Isso já quase acabou com amizades XD~

    (( nem acredito que demorei tanto pra ler esse post ))

    Excelente texto man… \o
    parabéns!!

  9. =

    Po Joelma te agradeço a dica… mas acontece que não consigo de jeito nenhum ler no PC.
    Ironicamente leio muito Scan de mangá /HQ
    mas ebook e texto no pc me da mó dor de cabeça braba DD:
    E fora que gosto de ter os livros
    e ficar olhando pras lombadas na prateleira XD

    Mas vlw a dica assim mesmo hehehe

  10. Li o livro e assisti o filme, também prefiro a versão em VHS pena que não encontrei mais. Assisti ele muitas e muitas vezes pra digerir completamente suas idéias, tenho o Blue-ray em casa o livro no PC. Assisti novamente com uma quase namorada semana passada, me pareceu que ela não ligou muito pra história mas quase passou mal por causa das cenas de violência, que nem são tão fortes assim, enfim, assisto sempre que dá aquela vontade de me acomodar novamente, daí a vontade passa e me sinto novamente motivado e com alguma raiva.

    • =

      Poxa Ronaldo então eu to com sorte, porque apresentei o filme pra minha namorada por essas semanas tbm.
      E ela simplesmente adorou…acontece que ela é quase tão doida quanto eu HAHAH.

      E sim…. VHS era o poder maximo =\

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