Continuando com o nosso especial do Paraíso dos Insanos, hoje indicaremos as melhores séries que vimos em 2015.

Leia aqui a primeira parte do especial com os melhores filmes que vimos em 2015.

Eu particularmente vi inúmeras séries no ano que passou, então foi difícil escolher a minha preferida -por isso mesmo, fiz o que fiz abaixo -.

E aproveito também a oportunidade para indicar um aplicativo excelente para Android chamado Series Guide, que é extremamente útil e funcional para você, que assim como eu, vê um monte de séries. Ele organiza os episódios que você já viu, informa quando os próximos sairão e uma série de funções, como por exemplo o tempo de vida que você já gastou assistindo série (o meu está agora em 54 dias e 30 minutos).

Participam dessa postagem: A nossa equipe da Mob (Giancarlo Silva, Filipe Siqueira, Beatriz Paz, Alessio Esteves e eu), Daniel Lopes e Alexandre Callari (Pipoca e Nanquim), Raquel Moritz (Pipoca Musical), Raphael Fernandes (Contraversão) e o Eder Alex (Cinema por Escrito).

E sem mais delongas, como diria David Bowie: Let’s Dance!


Orange is The New Black (Netflix)

Por: Alessio Esteves

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Vi as três temporadas este ano. Entendam que sou um relapso em relação à séries e filmes, daí dá pra ver o quanto curti a série. Curto muito este esquema onde todo mundo é importante e todos são heróis ou vilões, dependendo das circunstâncias.


The Walking Dead (AMC)

Por: Alexandre Callari (Pipoca e Nanquim)

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A primeira temporada foi boa. A segunda foi ruim. A terceira, achei bem ruim. Então, desisti da série. Aí, todos os meus amigos começaram a dizer que a quarta era boa pácas e a quinta, melhor ainda. Resolvi dar uma chance e me surpreendi. Na quinta temporada, além de termos muitas boas cenas com as criaturas, a questão social é levada ao extremo quando o grupo de Rick encontra outro grupo que se manteve isolado desde o começo da infecção. O choque de mentalidade é inevitável. Eu simplesmente adorei.


Mr. Robot (USA Network)

Por: Beatriz Paz

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Mr. Robot é uma série que eu demorei um pouco pra assistir mas não me arrependo nem um pouco. Elliot é um engenheiro de segurança virtual e “justiceiro” hacker na parte da noite expondo pedófilos e outros tipos de criminosos. Tudo muda quando ele é recrutado pelo líder da FSociety para ajudar a destruir a corporação que, segundo Elliot, é responsável por controlar o mundo todo.

Mr. Robot fala sobre a influência da tecnologia nas nossas vidas, teorias da conspiração e o quão deteriorada nossa sociedade pode ficar e expõe o lado feio das multinacionais e dos seres humanos por trás das posições de poder.


Show me a Hero (HBO)

Por: Daniel Lopes (Pipoca e Nanquim)

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Criada pelo gênio David Simon (criador de The Wire), esta minissérie da HBO conta a história do prefeito de Yonkers, Nick Wasicsko (interpretado pelo excelente Oscar Isaac) e os conflitos decorrentes da segregação racial na comunidade durante os anos de 1980. A qualidade e a quantidade de discussões desenroladas nos seis episódios me deixou espantado. Magistral.


Making a Murderer (Netflix)

Por: Eder Alex (Cinema por Escrito)

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A série documental lançada pela Netflix é uma história tão estapafúrdia, que chega a ser difícil aceitar que tudo aquilo realmente aconteceu. Os dez episódios apresentam, com enorme riqueza de detalhes (entrevistas, gravações telefônicas, laudos técnicos, julgamentos, etc), a história de Steven Avery, um cara que passou mais de 18 anos preso por um crime que comprovadamente não cometeu e que depois, prestes a receber uma indenização milionária do Estado, foi acusado de assassinato. A mistura de erros da Justiça americana e a conspiração bizarra da polícia local dão a incômoda sensação de que estamos acompanhando algo escrito pelo Kafka.


The Sopranos (HBO)

Por: Filipe Siqueira

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Em 2015 vi apenas uma série: The Sopranos (Família Soprano). Esperava a melhor série da história, mas fui soterrado por um ritmo incerto, trama indecisa e alguns momentos irritantes. Ficou bem aquém do que esperava. Mas existe um lado bom: os diálogos são acima da média e os personagens seguem o mesmo padrão de qualidade. Alguns momentos chegam a ser geniais, mas a obra como um todo é bem falha.

Talvez o fato de eu tê-la assistido num esquema meio maratona tenha atrapalhado tudo, justamente pelo ritmo bem vagaroso da série. Mas agora já foi, Sopranos foi a maior decepção do meu ano.


Black Mirror (Channel 4)

Por: Giancarlo Silva

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Por indicação de uma grande amiga que conhece minha predileção por ficção científica (brigadão, Van! =D), fui apresentado a esta magnífica série que nos faz lembrar que a TV britânica não é feita só de detetives da Rua Baker e viajantes do tempo que voam em cabines azuis.

Black Mirror é mais do que uma série sobre a influência da tecnologia nas nossas vidas: cada um dos seus sete episódios (seis deles divididos em duas temporadas, mais um especial de Natal) é um verdadeiro tapa na cara, uma inventiva amostra de como o ser humano pode ser cruel, nefasto, inescrupuloso… ou apenas apático e conformado diante de sua própria mediocridade.

Qualquer semelhança com a realidade é puro pleonasmo.


Penny Dreadful (Showtime) / Narcos (Netflix)

Por: Raphael Fernandes (Contraversão)

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Assisto todas as séries em conjunto com minha esposa Michelle. Perguntei pra ela, qual a melhor série do ano passado e ela respondeu sem pestanejar: Narcos. Apesar de adorar Narcos, meu coração me pediu para falar de Penny Dreadful, que teve uma temporada espetacular no ano de 2015. Por isso, as duas empataram aqui na minha residência!


Demolidor (Netflix)

Por: Raquel Moritz (Pipoca Musical)

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Dos créditos iniciais aos cartazes com easter eggs, a série Demolidor da Netflix arrasa no cuidado e originalidade. Funciona praticamente como um filme de 13 horas, com uma história eletrizante como pano de fundo e um roteiro inteligente pra contar a origem do Homem Sem Medo. Já nos primeiros episódios eu ri, fechei os olhos, chorei e fiquei enjoada com a brutalidade nua e crua da série. Vale cada segundinho do seu tempo.


Fargo – Segunda Temporada (FX)

Por: Thiago Chaves

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Se a primeira temporada de Fargo foi formidável em 2014, essa segunda temporada conseguiu ser ainda melhor. Uma verdadeira obra prima.

Pra quem não conhece, a série é uma continuação do filme homônimo de 1996 dirigido pelos Irmãos Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez), que contava com uma boa dose de humor negro e suspense. Recomendo fortemente que assistam o filme e também a primeira temporada, claro.

Nessa segunda temporada (que faz um prequel do filme), assim como na primeira, a história “é baseada em fatos reais” e se passa no estado de Minnesota (EUA) em meio a um território frio e coberto de neve que nos  brinda com um roteiro absurdo repleto se situações surreais e engraçadíssimas, agora envolvendo a disputa entre a família Gerhardt e um grupo que tenta tomar seu território, e uma série de personagens que se encontram no meio disso tudo – inclusive nós -.

A melhor série do ano pra mim.


Ash Vs Evil Dead (Starz)

Por: Thiago Chaves

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Ash Vs Evil Dead. A Série que precisávamos e merecíamos!

Essa foi a mais aguardada do ano para mim, desde que Sam Raimi a anunciou e divulgou posteriormente seu trailer na San Diego Comic-Con, com Bruce Campbell de volta ao seu papel como o canastrão Ash, equipada com a sua moto-serra.

A série tem de tudo que uma série trash precisa: sangue, uma trilha sonora sensacional, maquiagem bem feita, sangue, piadas de humor negro, sangue, um elenco redondinho (o trio de protagonistas e completa com Ray SantiagoDana DeLorenzo), sangue, demônios, sangue, homenagens a franquia, sangue…e muito mais sangue!

De longe, a série mais divertida do ano. Ansioso desde já pela segunda temporada.


The Knick – Segunda temporada (Cinemax)

Por: Thiago Chaves 

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Impossível não indicar também essa grande série de Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo), que é estrelada por Clive Owen (Closer: Perto Demais) no papel do genial Dr. John W. Thackery, um médico visionário e inovador que dirige o hospital Knickerbocker ‘The Knick’ em New York, no início do século XX.

A medicina naquela época, como já se sabe, era precária – mas não tão precária como os hospitais do Brasil em pleno 2016 -. Mais precisamente, não existiam tratamentos para muitas doenças, ou se existiam, eram tratamentos absurdos como a famosa lobotomia. E é ai que entra a genialidade do Dr. Thackery, que por sinal, é baseado no cirurgião William Stewart Halsted. Ele e sua equipe criam inúmeros tratamentos experimentais e descobrem uma série de medicamentos que passaram a ser usados até os dias de hoje, ou que deixaram de ser usados, como o uso da cocaína como um agente anestésico.

Mas não vá achando que essa é uma série médica estilo Dr. House, com um caso diferente por episódio. Longe disso. Temos aqui um grande drama televisivo com um q de realidade. Não existe mágica, só existe medicina.

E a trama da série é muito mais ampla, abrangendo religião e até o racismo sofrido por um dos cirurgiões negros, Dr. Algernon Edwards (André Holland), perante a cidade e até colegas de profissão.

Pra finalizar, The Knick contou ainda em sua segunda temporada com um dos finais mais arrebatadores, daqueles que te fazem colar a cara na tela na televisão em estado de transe. Mais do que indico essa grande série.


Esses foram os nossos destaques. Então, claro que MUITAS séries ficaram de fora da nossa postagem, pois cada um só indicou uma série – tirando eu, que fui malandro e indiquei logo três séries -.

O que não impede de vocês agora nos ajudarem ai nos comentários. Qual série tivemos o sacrilégio de deixar de fora?!

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