(Este post é um fichamento de um artigo de Phil Hine . O texto original está disponível aqui)

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ARGUMENTOS DO AUTOR

O autor parte do argumento de que tudo ao nosso redor evolui (ciência, literatura, arte) e logo com a magia não poderia ser diferente. Dentro dessa premissa, a Magia do Caos seria o próximo passo na cadeia evolutiva da magia. A ela cabe esse papel pois é um estilo mágico que, assim como o mundo atual, se adapta as crescentes mudanças sociais e também ao cotidiano de cada indivíduo.

“Enquanto outros sistemas mágicos prometem estabilidade, um tempo fixo e um universo ordenado e todo fechado, a Magia do Caos se modifica com a fusão e fluidez da vida moderna”. (pág.1)

A Magia da Caos surge no fim dos anos 70, junto com omovimento punke um ressurgimento do anarquismo, num conjunto que visava abalar o status quo da época. Soma-se a isso o surgimento da Teoria do Caos, da Matemática do Caos sua aceitação como nova ciência e a popularização do termos “caos” . “Nós não rejeitamos a cultura moderna, nós a aproveitamos”.

O que diferencia a Magia do Caos de outros sistemas mágicos é que ela não é um sistema fechado em si mesma, mas sim um “estilo mágico” onde se é permitido misturar rituais e práticas das mais diversas escolas e filosofias e, na falta destes, criar suas próprias práticas. É dada ênfase à experimentação, ao caminho pessoal. Logo não existem professores ou livros sagrados. As crenças são somente ferramentas para serem utilizadas enquanto forem úteis, acabando sua utilidade, são descartadas e adotadas outras mais adequadas ao que ser fazer.

“Os magos caóticos têm, desde o princípio, a opção de serem tão ecléticos quanto desejarem, selecionando condições e técnicas de qualquer sistema mágico que acreditem ser útil, sejam do passado, presente ou futuro, da literatura, arte, ciência, pseudo-ciência, tecnologia ou fantasia.” (pág.1)

Se a Magia do Caos possui um resumo, ele se encontra na frase “Nada é verdadeiro, tudo é permitido”. Essa colocação pode dar a impressão de que os magos do Caos são inconseqüentes e irresponsáveis, mas visto que toda sua crença se baseia no poder da vontade, o que temos é uma profunda moral individual, onde cada um é totalmente responsável pelos seus atos.
Longe de ser algo fora do cotidiano e da vida pessoal de cada um, a Magia do Caos pretende se inserir no dia-a-dia de seus praticantes, ampliando assim o leque de possibilidades de vivências e experiências. “Magia se torna não somente o que fazemos, mas como vivemos.” (pág.1).

APRECIAÇÕES SOBRE A OBRA

O artigo tem claramente como objetivo apresentar a Magia do Caos a magistas e leigos e explicar suas vantagens sobre outros sistemas mágicos em cima de três conceitos: modernidade, fluidez e liberdade.

Modernidade porque esse sistema mágico foi “criado” tendo como base o cotidiano atual, onde tudo se muda muito rápido, não temos tempo nem dinheiro para rituais complexos e se quer praticidade e individualidade.

Fluidez porque assim como o mundo se modifica diariamente, a Magia do Caos tende a acompanhar essas mudanças. Visto que não possui um sistema de crenças fixo, qualquer coisa pode ser incorporada ou descartada, dependendo do contexto desejado.

A liberdade vem fortemente ligada ao conceito de fluidez, uma que se escolher o que se fazer dentro das necessidades de cada um. Também a isso se alia o fato de não se ter escolas/ordens de mistério, professores ou livros sagrados.

Enfim, enquanto propaganda e apresentação do que seria a Magia do Caos, acredito que o artigo cumpre seu objetivo, deixando o leitor, no mínimo, curioso para saber mais sobre essa “revolução na magia”.

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É um cara que já trabalhou (e trabalha) em muitas coisas e nas poucas horas que tem dá uma de escritor/poeta/jornalista/roteirista. Quando tem vontade atualiza seu blog, o “O Protagonista 2.0”. Foi colaborador do blog Cultura Nerd e atualmente escreve para os blogs sites Novelas Teen, Contraversão e Revista Entremundos. Pode ser encontrado a noite cambaleando bêbado pelas ruas de São Paulo ou falando seu nome três vezes em frente a espelhos em botecos suspeitos da Augusta e da Mooca. Uma mistura de Spider Jerusalem e John Constantine, ou não.

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