Motoqueiro Fantasma 2 era um filme que eu não estava dando a mínima esse ano. Não assisti trailers, não vi fotos e praticamente nem li as notícias sobre o filme. Mas como o filme estreou por essas bandas e eu estava sem nada pra fazer nesse feriadão de carnaval, resolvi ir assistir essa bagaça. Principalmente depois de lembrar que ela foi dirigida por Mark Neveldine e Brian Taylor, os mesmos que dirigiram Adrenalina, um dos filmes de ação mais divertidos dos últimos anos. Mas nem isso salvou a bomba que é Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança.

O filme consegue ser tão ruim quanto o primeiro, ou até pior, se é que isso é possível. Pra começar, a história do filme é besta, basicamente o Motoqueiro deve proteger uma criança filha do demônio que pode causar a destruição do mundo. Em troca disso, um padre beberrão promete livrar Johnny Blaze do seu alter ego demoníaco. Além da história manjada, o filme sente a falta de um vilão realmente interessante e que faça o público torcer para que ele seja derrotado. Impressiona como em nenhum momento a história consegue empolgar e prender a atenção do espectador. Em várias partes eu me peguei pensando em outros assuntos tamanha a falta de empolgação proporcionada pela história.

O roteiro fraco poderia ser relevado se Neveldine e Taylor fizessem direito o que eles fazem de melhor: cenas de ação. Mas nem elas chegam a empolgar muito. A primeira aparição do Motoqueiro Fantasma, por exemplo, se limita a repetir coisas que já tinham sido mostradas no primeiro filme, como o herói despedaçando vários inimigos com suas correntes. Na verdade, apenas duas cenas são realmente empolgantes: uma perseguição na estrada e quando o Motoqueiro mostra o seu poder de transformar qualquer veículo em um veículo infernal.

A verdade é que este segundo filme parece ter sido produzido apenas para vermos caretas e mais caretas do Nicolas Cage. Não me lembro de vê-lo tão louco em nenhum outro filme. E o pior é que essa loucura toda é usada apenas como Johnny Blaze, enquanto o Motoqueiro Fantasma praticamente entra mudo e sai calado do filme. Os outros atores então nem se fala, todos muito sem graça e apenas compondo elenco pras esquisitices do Nicolas Cage.

Pra não dizer que nada se salva no filme, o visual do Motoqueiro Fantasma está muito bacana, com a jaqueta parecendo que acabou de sair de um incêndio e o crânio flamejante muito bem feito. Mas isso, junto com o visual da moto, é tudo que o filme tem a oferecer de bom.

Se você for um fã dos quadrinhos do personagem, passe longe de Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança. Mas caso nunca tenha lido uma HQ dele e goste de filmes de ação, também fique longe dessa bomba porque existem opções muito melhores por aí. Os próprios Neveldine e Taylor já fizeram filmes bem mais divertidos, como Adrenalina e Gamer.

(Nota da edição: Cai entre nós, o autor do texto queria é gastar seu dinheiro. Afinal de contas, qualquer infeliz saberia e sabe que esse filme não presta. Só restou agora o espírito de vingança no coração dele!)

Ghost Rider: Spirit of Vengeance (EUA, 2012)

Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor

Duração: 95 min.

Nota: 3

 

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Felipe Storino é carioca, criado na Zona Norte do Rio de Janeiro e radicado no Espírito Santo. Possui três grandes paixões: o Flamengo, cinema e games. Sobre os games, começou nessa vida ainda na época do Atari e do Odyssey e nunca mais largou os joguinhos. Quando não está jogando, está assistindo filmes, séries ou lendo gibizinhos. Recentemente virou grande entusiasta dos jogos de tabuleiro, comprando mesmo quando não tem com quem jogar. É orgulhoso possuidor de um Super Nintendo e um Master System 3 originais.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Discordo firmemente da opinião do amigo. O filme não tem pretensão alguma de ser uma obra-prima ou de agradar os nerds, é basicamente um filme B da Marvel.

    Achei o filme bem divertido e despretensioso, não tem como levar a sério. Dou uma nota 7,5 fácil.

    Aliás, Nicolas Cage mandando muito bem no papel. A cena dele tendo um chilique na boate lá já é clássica. Um beijo pros haters.

  2. pra mim o mais legal do filme (que vi dublado) foi quando o capeta diz:

    “… o poder da destruição … DAS TREVAS”

  3. Normalmente acho as críticas negativas do Felipe muito fortes, rs, mas dessa vez concordo inteiramente: Oh, filminho ruim dos infernos!! Só cheguei ao fim pq não sou de ver filme pela metade. É uma merda, nããão assistam!!!

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