2016 foi um ano estranho, sem dúvida alguma, seja aqui, ou no resto do mundo. Mas nos gibis ele foi muito bom, sem dúvida alguma. A Image se consolidou como a editora que vale a pena acompanhar, a Marvel lançou gibis solos interessantes e a DC só fez cagada (mas lançou coisa boa). Sinceramente não consegui numerar aqui por ordem de preferência, mas recomendo a leitura de todos.

E vamos aos melhores de 2016!

VISION (Marvel Comics)

Tom King e Gabriel Hernandez Walta produziram o melhor gibi de 2016. Ponto. Com início, meio e fim, Vision, foi um verdadeiro clássico em 12 partes que a Marvel terminou neste ano. A história é simples: o Visão agora tem uma família com mulher e dois filhos, o Ceifador aparece, e a esposa do herói o mata. Isso vai desencadeando uma série de eventos com um final espetacular. É Beleza Americana misturada com A.I. – Inteligência Artificial e uma pitada de drama e psicopatia.

Tudo o que precisamos em um gibi. A Panini prometeu soltar uma edição única em capa dura coletando toda a série. Assim que sair, compre o seu (caso não tenha lido).

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SILVER SURFER (Marvel Comics)

O gibi mensal não mensal mais legal da atualidade. Dan Slott e Michael Allred só soltam o gibi quando tem tempo, mas todo mês sai uma edição digna de ler com calma e apreciar todo o combo de roteiro e arte. Dawn Greenwood e Surfista Prateado é o casal que precisávamos nos quadrinhos.

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PAPER GIRLS (Image Comics)

O que acontece quando você junta Brian K.Vaughan (Saga, Ex Machina) com Cliff Chiang (Mulher Maravilha)? No mínimo um gibi que você tem a obrigação moral de ler. Um grupo de entregadoras de jornal da década de 80 acabam indo parar nos tempos atuais graças a um aparelho da Apple. E tem alienígenas, versões futuras, doideras e muito mais. Se você não está acompanhando, tome vergonha na cara e leia o quanto antes.

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DESCENDER (Image Comics)

Jeff Lemire é atualmente um dos escritores mais talentosos da atualidade. Capaz de escrever Wolverine, Cavaleiro da Lua, Liga da Justiça e não deixar a peteca cair. Em Descender, o roteirista se uniu ao desenhista Dustin Nguyen (Pequena Gotham) para criar um pequeno clássico in the making no espaço. A saga do pequeno TIM-21 e sua busca pela humanidade (além da verdade do que aconteceu com a galáxia) ainda promete muito, mas do que saiu até agora (17 edições), mostrou que 2016 foi o ano de consolidação da HQ.

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THE GODDAMNED (Image Comics)

Imagina a situação: você pega a dupla criativa de Escalpo e fala: “faz um gibi aí contando a vida de Caim depois que o Éden acabou”. Uma premissa simples, certo? Mas quando se tem Jason Aaron e R.M.Guéra envolvidos, isso fica mais complexo. 1.655 anos depois do Éden, a Terra está um verdadeiro inferno e Caim só quer morrer. Mas ele não consegue.

Sério, esse gibi é fantástico. Pena que tem uma periodicidade tão irregular. Até agora, só saíram cinco números. E sabe-se lá quando vai sair o resto. Mas vale a pena esperar.

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CAGE! (Marvel Comics)

Esse gibi nem acabou, é verdade. O último número vai sair agora em janeiro de 2017. Mas na boa? Figura tranquilamente nos melhores do ano. O aguardado trabalho de Genndy Tartakovsky (Laboratório de Dexter e Samurai Jack) depois de anos engavetado viu à luz, e nós só podemos falar amém. Em uma pegada MAD, Grinch, Doutor Seuss e outras referências, esse gibi é uma verdadeira pérola de diversão.

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PATIENCE (Fantagraphics)

O trabalho mais maduro de Daniel Clowes. Com inspiração nítida em Steve Ditko, Clowes dessa vez se aventurou na ficção científica, mas é uma história que mistura amor, ficção, e muito mais. Estamos falando da história de um homem que volta ao passado para tentar salvar a sua esposa, mas como estamos falando de Clowes, é muito mais complexo do que isso. E é o melhor trabalho na arte que o autor fez até hoje. As cores ajudam a deixar a obra ainda mais espetacular.

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BLACK HAMMER (Dark Horse)

Já falei que gosto muito do Jeff Lemire, né? Black Hammer é um dos motivos que fazem com que a minha admiração pelo cara só cresça. O gibi conta a história de uma família disfuncional, que no passado foram os maiores heróis que o mundo conheceu. Mas algo aconteceu, e agora eles estão presos em uma cidade do interior.

O projeto era pra ter saído faz anos, mas os problemas de saúde do desenhista Dean Ormston impediu isso, já que o roteirista afirmou que o gibi só sairia se fosse com a companhia de Ormston. Lemire estava certo. Saiu só seis números até agora, e caminha para ser um classic in the making.

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MAYARA & ANNABELLE VOLUME 3 (Catarse)

As heroínas mais feministas deste Brasil voltaram em seu volume anual, e a batalha contra os demônios que comandam o Nordeste brasileiro por meio do O Acordo continua, e sem previsão de fim (ainda bem!). Pablo Casado e Talles Rodrigues se aprofundam ainda mais na trama e trazem revelações surpreendentes para a mitologia das personagens, e ainda ganharam o reforço da Brendda Lima e suas belas cores. Desde já estou no aguardo do volume 4.

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DARK KNIGHT: A TRUE BATMAN STORY (Vertigo Comics)

Paul Dini passou por uma experiência pessoal de violência que o marcou para o resto da vida. E ele resolveu contar como foi isso por meio de um graphic novel que saiu no selo Vertigo, com a estupenda arte (e cores) de Eduardo Risso. Como é que um ataque de dois homens que quase quebrou sua cabeça causou uma crise de fé no roteirista? E o que o Batman tem a ver com tudo isso?

Mais do que um retrato de um episódio específico, Dark Knight: A True Batman Story é um mergulho autobiográfico na psique do roteirista, desde a infância até o presente. Um gibi essencial para quem gosta de gibi.

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THE MIGHTY THOR (Marvel Comics)

Prosseguindo com o seu épico iniciado em Thor: God of Thunder, Jason Aaron tirou o bom e velho Thor do seu papel principal e transformou Jane Foster na nova Deusa do Trovão. Claramente isso faz parte de um plano muito maior do roteirista, que está construindo lentamente todo o cenário para algo maior.

Trabalhando empoderamento feminino no meio de elfos e duendes, o roteirista está criando uma obra que figurará facilmente como um dos melhores runs do personagem. E tudo isso acompanhando pela embasbacante arte de Russell Dauterman, The Mighty Thor é um dos gibis essenciais da Marvel.

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THE UNBEATABLE SQUIRREL GIRL (Marvel Comics)

Sim, um gibi da Garota Esquilo entrou na lista dos melhores gibis de 2016. Mas é impossível deixar o gibi de Ryan North e Erica Henderson de fora da lista. Com altas doses de humor e sem pretensão alguma de se levar a sério, o gibi narra as aventuras absurdas de Doreen Green e todo o seu elenco de coadjuvantes, que já lidaram com monstros subterrâneos, patos falantes, viagens no tempo e uma invasão no Canadá. Embora a arte da Erica Henderson tenha seus críticos, ela casa perfeitamente com o clima do gibi. Pena daquele que não acompanha.

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DOOM PATROL (Young Animal)

Gerard Way resolveu assumir de vez que é roteirista de gibis e tomou como tarefa criar uma nova Vertigo dentro da DC, dando origem ao selo Young Animal. O carro chefe dele é o gibi da Patrulha do Destino, escrito pelo próprio Way e com arte de Nick Derington, que narra a volta do grupo popularizado por Grant Morrison. Claramente inspirado no run mais famoso do título, o roteirista está começando um quebra cabeça incrível com muitas referências e novos personagens que prometem.

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WONDER WOMAN (DC Comics)

O Rebirth da DC é talvez uma das atitudes mais lamentáveis recente da editora, se bobear a maior. Geoff Johns assumiu o poder na editora e a punheta voltou com força. Mas mesmo no lixão nasce flor (como diria Mano Brown), e a prova disso é o gibi da Mulher Maravilha. Greg Rucka voltou para a Distinta Concorrência e seu amor nítido pela personagem transborda em cada página. Com duas sagas em paralelo, recontando a origem da personagem, além de um mistério no presente, esse é o único gibi digno de acompanhar no Rebirth, ainda mais com Nicola Scott e Liam Sharp na arte.

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SAGA (Image Comics)

É possível deixar Saga de fora da lista de melhores do ano? É difícil. MUITO difícil. A saga épica cósmica de Marko, Alana e Hazel continua à 300km/h e sem pretensão alguma de diminuir o ritmo. Com a trama já avançando alguns anos, o roteirista está trabalhando cada vez mais seus personagens, além de questões importantes sexualidade, gêneros sexuais, guerras e muito mais. Se tudo isso já não fosse suficiente, ainda temos a arte impactante de Fiona Staples, que a cada edição só vai evoluindo.

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