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Olá, seus maravilhosamente bem vestidos!

Como vocês sabem, nós aqui da Mob temos uma parceira mais do que incrível, Darkside Books. Não preciso dizer que fiquei loucona quando descobri que a editora é especializada em publicações de terror.

Não demorou muito e recebi uma encomenda dos caras pelo correio, agradeço ao Chaves pelo envio, e o conteúdo do envelope me fez literalmente sair gritando pela casa. Eu tinha em mãos o livro que originou um dos melhores filmes de suspense já feitos na história da terra: Psicose.

E depois de levar somente dois dias para devorar essa obra, seria menos tempo se eu não tivesse que lidar com uma pequena coisinha acadêmica chamada TCC, estou aqui incumbida da nobre missão de resenhar essa belezinha pra vocês.

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Logo de cara você descobre que o Norman Bates do livro é o completo oposto do personagem interpretado por Anthony Perkins. O protagonista é baixinho, gordinho, míope, loiro e ligeiramente calvo. No entanto, o restante das peculiaridades continua, arrisco até a dizer que aumentam uma vez que no livro você tem uma visão muito mais completa.

No decorrer das páginas você consegue entender melhor a motivação por trás dos atos dos personagens, você entende porquê Mary roubou 40 mil dólares e até descobre mais sobre ela. Uma coisa interessante é que todos eles têm presença no livro e são bem distintos um do outro, isso dá mais variedade e profundidade a obra, sem falar que sacia muito mais aquela curiosidade de todo o leitor.

Será impossível ficar longe dos spoilers dessa vez, mas é meio difícil não saber o final de psicose uma vez que esse filme virou ícone do gênero. Então isso não conta como quebra do meu código de postagem.

Hitchcock fez um trabalho maravilhoso na adaptação da obra de Robert Bloch, Psicose é um dos poucos filmes que consegue me deixar na ponta da cadeira o tempo todo e realmente me assustar. E se você acha que a mãe de Norman já é do mal só pelo filme, no livro ela é inúmeras vezes pior.

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Isso é muito nítido durante os “diálogos” internos que Norman tem no decorrer do livro, é quase palpável a transição entre personalidades na cabeça do protagonista e fica muito claro o quão influente a Mãe é quando o garoto precisa tomar decisões. Como quando ele pondera entre matar Mary no chuveiro ou não. Tudo isso porque se excitou com a moça.

Norman é muito mais complexo na obra de Bloch. Se no filme vemos um moço tímido, gentil e acuado, no livro vemos um homem apaixonado pela leitura das civilizações antigas, ocultismo, psicologia e cujo hábito é a taxidermia. Bates é educado e inteligente além de ser muito mais dependente da mãe, mas que mesmo assim ainda possui um pouco de vontade própria e deseja abandonar o Hotel, do que o personagem de Perkins. O homem até usa argumentos dessas áreas de estudo quando discute com a mãe, mas perde todas as vezes.

Uma das frases do livro junto do passado de Norman, dão a indicar um dos efeitos colaterais de seu relacionamento com a Mãe. “Norman era muito magro quando criança”. Na idade em que a história de Psicose se passa, Bates é bem mais velho e gordinho. Não há confirmação ao longo da obra mas tudo indica que o único filho de Norma usava a comida como válvula de escape.

É normal, ainda mais nos dias de hoje, que as pessoas comam para suprir estresse, ansiedade, tristeza e mais uma porrada de outros estados emocionais. Alguns deles chegam até a desenvolver uma compulsão alimentícia o que leva a problemas de saúde gravíssimos como a obesidade mórbida. Norman pode ter sido uma dessas pessoas.

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Além disso, o protagonista foi livremente inspirado em um serial killer chamado Ed Gein, o moçoilo também foi fonte de inspiração para o antagonista de O Silêncio dos Inocentes, que tinha uma relação doentia com a mãe. Após a morte da progenitora, Ed construiu um altar em sua homenagem e inclusive se vestia com as roupas da falecida.

A narrativa de Bloch não é lotada de descrições como as de Eça de Queirós , mas são o suficiente para que você projete a imagem da cena na sua cabeça. E é muito difícil não ficar apreensivo lendo o final, mesmo eu já tendo assistido o filme, não deu pra não ficar tensa.

Nos últimos capítulos é possível saber mais sobre o passado de Norman e qual foi a série de fatores que o levaram a criar a Tríade Maldita, se você for um sensível vai ser meio difícil não ficar chocado. Eu posso dizer que sou vacinada contra muitos elementos do terror e do suspense, mas o fim de Psicose ainda me choca. Agradecendo eternamente a DarkSide Books por lançar esse título e o mandar para nós.

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Eu recomendo tanto o filme quanto o livro pra todo mundo que quer saber o que é realmente ficar arisco e na ponta da cadeira por um bom tempo. Fujam desses novos lançamentos do terror e busquem a obra de Bloch ou Hitchcock, vocês não vão se arrepender e indiquem pros seus progenitores afinal, o melhor amigo de um garoto é a sua mãe.

psicose_edicoes_Psicose (Limited Edition/capa-dura)

Autor: Robert Bloch

Editora: Darkside Books (2013)

Páginas: 256

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Psicose (Classic Edition/brochura): 

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Confira mais algumas fotos do livro, a seguir na galeria:

 

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